8 Coisas que todo homem que vale a pena se envolver tem:

Eu já fiz um post falando sobre homens que a gente deve correr, já contei alguns casos frustrantes, mas agora, chegou a hora de falar do outro lado; os que a gente pode parar pra pensar se vale a pena se envolver um pouco mais (já é um começo).
Se você for homem e estiver lendo isso, você pode incorporar todas essas características e ser uma pessoa melhor 🙂 Para as mulheres; além dessas características, acrescentem outras que façam sentido pra você.

1- Sabe te respeitar.

Pra ser sincera, isso deveria ser premissa de ser humano. Saber respeitar quando você diz NÃO, entendendo que não é não, é fundamental! Eu sei que isso parece clichê, mas vocês ficariam assustados o tanto de vezes que eu já tive que repetir isso e não me cansarei até que seja entendido. A questão é que tem homem que se acha tanto, a ponto de achar impossível uma mulher dispensá-lo.
Eu acho que sentir dó, já é sentir muita coisa por alguém assim, por esses eu não sinto nada.
Os homens que eu mais admiro são os que me respeitam muito, independente de qual seja minha resposta, e claro, levam o respeito para todas as outras áreas.

2- Te impulsiona e ajuda a crescer.

Na minha opinião, uma relação afetiva serve para isso. Um ajudando o outro a se tornar um ser humano melhor. Compartilhando experiências, vivências, aprendizados, histórias e afinidades. Quando um homem vale a pena, ele vai te ajudar na construção dos seus sonhos e vice-versa. Ele apoia seus projetos e não fica falando que isso é besteira, coisa da sua cabeça. Ele pode até te aconselhar a fazer outras escolhas, mas nunca vai dizer pra você desistir dos teus sonhos e do que te faz bem. Pelo contrário, busca te apoiar da forma que ele puder.
Ele te ajuda a voar e não a cortar suas asas. 😊

3- Faz terapia e/ou tem interesse por autoconhecimento.

Eu acho super legal quando um homem me procura para fazer uma consulta, pede indicação de um livro ou conselhos, pois eu imagino o quanto deve ser difícil admitir que existe um ‘problema’ e que você precisa de ajuda.
Um homem que faz terapia está disposto a se conhecer melhor. Cuidar da saúde mental é MUITO importante. Se cada um fizer sua parte, a gente evita muitos desentendimentos e frustrações.
Como diria algum filósofo que eu esqueci o nome: “A coisa mais bonita que você pode fazer por aqueles que você ama, é se melhorar como ser humano”.
Autoconhecimento é isso, é a sua busca para ser um ser humano melhor que é refletida em tudo a sua volta.

4- É sensível.

Sabe quando ele demonstra alguma sensibilidade ou vulnerabilidade? Pensa em outras pessoas ou acredita em causas ? Eu considero isso MUITO importante. As chances dele ser um psicopata é quase nula. E além disso, eu sinto que posso confiar mais.
Agora, uma observação importante: sensível demais também não! Aquele cara que tudo dói, que você não pode brincar com nada, que tudo chora, pera lá, né? Ai é um carentão xarope. Vamos pelo caminho do meio.

5- Te admira.

Pra mim, admiração é um dos pilares de uma relação saudável. Como você vai se relacionar com alguém que você não admira? Que você não aprecia? Quando a gente admira uma pessoa, a gente reforça tudo aquilo que já gostamos nela e de quebra vemos nessa pessoa uma chance de construção mútua. Um homem que vale a pena mesmo JAMAIS, repito JAMAIS vai tentar diminuir uma mulher. É inadmissível um homem que chame a parceira de burra, idiota, imbecil ou qualquer outro nome pejorativo (e nem preciso comentar sobre algum tipo de agressão). Isso é uma característica de homens (pra não dar outro nome) que morrem de medo de ver o sucesso de suas parceiras, medo do quão longe elas podem chegar, e é claro, abandoná-los. Se esse é seu caso, se antecipe e já abandone agora. E isso vale tanto para homens quanto para mulheres.

6- Busca ser verdadeiro.

Eu sei que falar a verdade o tempo todo além de ser muito raro, talvez muitas pessoas não estejam preparadas para ouvi-la. Mas, o que observo, é que homens que valem a pena, buscam ser verdadeiros. Verdadeiros em suas intenções, opiniões, explicações, projeções e ações. Ou seja, não são aqueles que ficam te colocando em banho maria, ou que faz o tipo ‘não fode nem sai de cima’ (que é o pior que existe). São aqueles que de alguma forma, deixam claro suas intenções, mesmo que doam.

7- É paciente

Quando você lida com uma deusa, (ou mulheres, como vocês estão acostumados a chamar), é super importante entender que as vezes nem a gente se entende. Somos cíclicas, temos períodos em que não estamos tão bem, altos e baixos, mudanças de humor. Mostrar para a outra pessoa que está tudo bem mesmo assim e que você compreende e respeita isso, é muito bom!

8 – Usa preservativo

Sim, até isso conta. Isso é características de homens responsáveis e inteligentes.
E o primeiro encontro (sexual) já diz tudo. Quando um cara tem essa iniciativa, eu já sei que esse homem tem mais maturidade do que os manés que ficam: “ahh, é que sabe o que é? ele não trabalha bem com camisinha.” Quando um cara fala isso, é furada bino na certa. Se ele não cuida nem do amigo precioso dele, imagine do resto. Além de que, se ele não usa com você, não usa com outras. Mesmo que ele diga: “Mas eu fiz exames e não tenho nada” ou então: “Mas eu não saio com mais ninguém” AHAM. É um irresponsável.
A verdade é que um homem que manja dos paranauê, vai mandar bem de qualquer jeito, até se o precioso dele não colaborar, sabia?! Ele não pode colocar a responsabilidade no preservativo. Capisce?

Bom, é claro que essas são só algumas características de muitas outras que existem, mas para mim, essas são essenciais. O mais legal é que eu aprendi depois de muitos anos que homens assim existem e tem muitos por ai, tudo que eu precisei mudar foi o meu foco e largar várias crenças que eu tinha com relação aos homens.

Se você gostou e acha que tem alguém que pode se beneficiar com esse post, compartilha!

Beijos Carol ❤

5 Erros que a maioria das solteiras cometem quando conhecem alguém

Eu sei que não estamos na época mais favorável para sair e conhecer gente nova, mas já deixa essas dicas anotadas pra quando você começar a conhecer alguém. Esses dias uma amiga me ligou mega chateada porque o carinha que ela tava saindo já não respondia mais as mensagens dela e estava super seco. Quem nunca passou por isso? Conselho vai, conselho vem, eu pensei: Por que não falar sobre isso por aqui também? Reuni algumas dicas para te ajudar a não “errar” na hora de conhecer alguém.  

1. CRAVAR UM X NA TESTA DO CARA

Eu sei, ele é incrível né? Fazia um tempão que você não conhecia alguém assim (de novo) com tanta conexão. Mas vai com calma! Não aja como se só houvesse AQUELE ser humaninho pra você se relacionar, que TEM que ser ele, porque se não for ele, OH MEU DEUS, quem será? FIA, menos! BEM MENOS! (Tem muito homem legal disponível nesse mundo).Eu tenho um mantra que eu repito sempre que entro nessas ideias erradas: “Ele é ótimo e está tudo bem, mas se não for ele, vai ser um outro alguém.” Então, RESPIRA bem fundo, não se esqueça que vocês ainda estão se conhecendo e que você é uma mulher incrível, se ele não tiver o que você espera de uma relação saudável, outro terá. Vai conhecendo, vendo se ele é um bom candidato e deixa fluir.

2. PARAR SUA VIDA POR CAUSA DELE

É muito importante que você tenha seus compromissos com sua própria vida e não permita que ninguém atrapalhe isso. Tenha orgulho de quem você é e do que você faz. Só assim você não ficará aguardando ansiosamente que alguém venha te preencher. E quando você permitir que alguém entre na sua vida, JAMAIS deixe de fazer suas coisas, principalmente por alguém que você está conhecendo. Tenha prioridades e valores, assim você vai saber quando dizer não até pra essa pessoa incrível que você está saindo. (Obs: vou disponibilizar um e-book sobre como descobrir seus valores e se abrir pro mundo em breve – 0800 – claro, lá no meu insta)

3. ABANDONAR OS FUTUROS (ou não) PRETENDENTES

Enquanto as cartas não estão abertas e as regras do jogo não estão claras, você CONTINUA solteira. Não cometa o equívoco de assumir uma relação sozinha. Então, meu bem, não vá dispensando os outros carinhas logo de cara, porque deixa eu te contar uma coisa: é muito provável que ele continue fazendo as coisas que ele já fazia (antes de te conhecer), como: flertar com outras mulheres, conservar os contatinhos, e até sair com outras. Então, por que você não? Continue SIM conversando com outros caras, não precisa ser com segundas intenções, mas é bom sentir que existem outras opções, sabe? Sai com outros também se você estiver afim. Não se anule por alguém que ainda não assumiu nada com você. Se vocês decidirem assumir uma relação, ai as coisas mudam, mas enquanto isso, um olho no peixe e outro no gato.

4. ACEITAR COISAS SÓ PARA AGRADAR

Essa é péssima e eu já fiz muito. Lembro de um cara que eu saia que ele gostava muito de samba e pagode (coisa que não curto muito), e quase todo fds íamos para festas que só tocava isso e eu ficava tipo: ‘onde eu to me metendo?’ O bom é que eu sempre pensava:“já que estou aqui, quero que seja divertido”, mas na boa? Eu fiquei feliz quando terminou, finalmente não precisaria mais ir naquelas festas. Mas assim, não aceite fazer coisas que você não gosta só porque você quer impressionar, agradar ou fingir que é descolada. Hoje em dia eu vou se eu estiver afim mesmo se estou conhecendo a outra pessoa. “Mas Carol, e se eu não for e ele conhecer outra lá?” Ótimo, terá alguém que está mais na vibe dele nesse momento.

5. SURTAR SEM PENSAR

Ele ta online e não te responde? Te ignorando na cara dura? Viu ele flertando com alguém? Ele começou a curtir as fotos de todas as suas amigas? Ele comenta todas as fotos de uma certa “amiga” dele? Não faz questão nenhuma de falar ou ver você?
Eu sei que dá vontade de gritar e falar: “Meu bem, vá fazer outra de otária, aqui não” Maaas é hora de respirar fundo e sair do celular.
Primeiro, PARA de ficar vendo tudo da pessoa. Com quem sai, aonde vai, porque sai, quem curtiu, quem não curtiu, quem comentou, quem não comentou, se ta online, se não tá, CHEGA, deixe a SUA vida interessante a ponto de não ter tempo para isso, até porque, VOCÊS ESTÃO SE CONHECENDO. Então, se você viu algo que não gostou, não tome uma atitude imediatamente. Eu gosto de esperar 24 horas pra ver se eu continuarei com essa vontade de soltar os cachorros, ou, se ao invés disso, eu começarei a me questionar se devo continuar investindo meu tempo nessa pessoa (geralmente alcanço a 2ª opção).
E na boa? Se você logo no começo já ta vendo que não tem muito futuro, hora de olhar pra VOCÊ e para os outros que estão na fila também.

Esteja tão segura de quem você é, tão em paz, tão amorosa, tão acolhedora com você mesma que você irá atrair caras mais maduros e não moleques que só querem brincar e mais nada na vida. Eu sei que nem sempre é fácil entender e aplicar essas coisas, mas eu tenho certeza que podem ajudar muito. Vai com calma, vai leve, vai de booooas! Ser solteira tem o seu lado muuuito bom! Depois posso fazer um post sobre isso!

Compartilha com aquela amiga que você lembrou durante a leitura, vamos nos ajudar, vamos nos valorizar.
Beijos, Carol ❤

E Quando tudo tá estranho?

Sabe aqueles dias que a gente não tá lá se sentindo muito bem? Que as coisas parecem super estranhas e que ter levantado da cama parece que não foi uma ideia tão boa assim?
Eu sei bem como são esses dias e o quanto eles podem nos desanimar, mas eu trago uma boa notícia: vai passar.

Além de estarmos passando por várias coisas nesse momento, existe um excesso de informações que chegam até nós todos os dias e uma pressão interna para que tomemos alguma decisão e façamos algo (mesmo que a gente saiba que não há muito o que fazer no momento).

E pensando em tudo isso que está acontecendo, eu comecei a perceber o quanto nesse momento, é importante olharmos para nossa energia feminina. Se você não entende muito bem o que é isso, vou explicar melhor: Todos nós, temos 2 energias presentes: feminina e masculina. A energia feminina é uma energia protetora, cuidadora, passiva, nutridora, fluída, calma, receptiva, emocional, intuitiva, flexível, magnética… Mas o que vemos hoje, é uma sociedade estruturada e focada em uma energia totalmente masculina; é a energia da ação, do fazer, ativa, lógica, analítica, controladora, impulsiva, assertiva, protetora, agressiva.
(É só olharmos para o nosso ritmo de trabalho e nossos modelos de produtividade e você verá nitidamente qual energia predomina).

Ambos temos essas duas energias (independente se você é homem ou mulher), só que muitas vezes estamos tão focados na energia masculina, que deixamos nossa energia feminina de lado.
A verdade é que por mais que a gente goste muito de executar e realizar coisas, de nada serve se não pararmos para curtir a jornada; se não apreciarmos nossa evolução; se não apreciarmos o que é feito todos os dias (mesmo que a gente considere que é pouco); se não nos permitimos sentir e nos observar. Por isso é tão importante que saibamos equilibrar essas nossas duas energias, para que elas atuem juntas visando o mesmo objetivo. Independente de você ser homem ou mulher; busque equilibrar suas energias porque só assim, cumprir seus objetivos será realmente prazeroso.

Eu sempre tive uma energia masculina muito forte dentro de mim, era de ir atrás, fazer acontecer (fazendo jus ao meu ascendente em áries) e tudo tinha que ser muito lógico. Mas de uns tempos pra cá, assumindo outras responsabilidades, eu percebi o quanto eu não estava apreciando a caminhada. O quanto eu fazia as coisas por fazer, achava que tinha que sair fazendo tudo e mais um pouco, e o quanto as coisas vinham muito mais do meu ego do que do meu ser. E isso se manifestava no meu trabalho, nos meus relacionamentos, na minha vida. E confesso que até hoje, para mim é desafiador expressar sentimentos e acolher minhas duas energias (estamos todos aprendendo).

Quando eu entrei no mundo do autoconhecimento e principalmente quando decidi trabalhar como terapeuta de thetahealing, eu tive que aprender a olhar apra esse meu outro lado, descobrir o quanto o sentir era tão importante quanto o ver, o quanto deixar fluir era tão importante quanto fazer, e o quanto se entregar e confiar era fundamental pra que eu não sentisse que estava carregando o mundo nas costas.

Se você se sente de certa forma pressionado(a) ou achando que o dia ta mega estranho, eu listei algumas coisas que me ajudam bastante a me reconectar comigo mesma:

1.  Atenção com a alimentação
Nesse ritmo intenso, estranho e sei lá o que que estamos vivendo, é comum que a gente descuide da nossa alimentação. Principalmente agora que passamos pela páscoa, eu comi muitos doces e eu percebo que o açúcar me deixa bem caidinha, dá aquela desanimada e é, na minha opinião, uma das piores drogas já inventadas. Além de viciar, é muito prejudicial para nosso corpo. Então, é bom identificar quais são os alimentos que te deixam meio pra baixo e evitar o consumo deles.

2. Hora de descansar
Pausa no mundo! Tem uma frase que diz: “Antes de desistir, descanse” e eu acho super válida aqui. Em alguns momentos a gente só precisa de uma pausa, descansar um pouco, ficar off, quietinha, para depois voltar aos poucos. Sei que tem gente que vai dizer que é impossível parar e se desconectar, mas não é. E vou te falar, se você não souber seus limites e a hora certa de parar, teu corpo fará isso por você sem sua autorização prévia.

3. Observe-se
Aqui to falando do simples ato de você se observar. A meditação traz essa ferramente incrível que é a auto observação, mas nem precisa meditar pra fazer isso. Apenas se observe, fique olhando seus pensamentos, enquanto olha pro nada 🙂 Eu fiz isso enquanto olhava da varanda o movimento na rua.

4. Criatividade
Qualquer atividade criativa me ajuda muito também. Pode ser ler um livro legal, escrever, pintar (adoro), ouvir música, dançar, tudo isso me ajuda a me sentir mais em paz comigo mesma.

Mas assim, sem pressão tá? Tem dias que serão confusos do início ao fim, mesmo fazendo essas coisas e ta tudo bem! O importante é sentir que esse dia está lá e que ele aconteceu.
Eu parei de achar estranho me sentir estranha e to aceitando o que vem, sabe? Já que é pra ser assim, que seja!

Recomendo super meu podcast também, disponível no SPOTIFY.

Beijos Carol ❤

Ansiedade – como enfrentar o mal do século

Augusto Cury (Ph.D.), o autor desse livro, é um psiquiatra que admiro muito não só porque ele tem uma abordagem da psicologia bem diferente (diria até cristã), mas também porque seus livros têm sempre o objetivo de agregar valor para as pessoas que leem, dando exemplos através de metáforas, escrevendo de forma poética e sempre trazendo reflexões profundas sobre a vida, o meio em que vivemos e a educação. Neste livro, o autor fala sobre as causas da ansiedade, mais especificamente a SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado), como ela se forma e como está afetando cada vez mais pessoas em todo o mundo devido à falta de preparação para lidarmos com a quantidade de informação cada vez maior.

Segundo o livro, o EU deveria aprender desde a mais tenra idade como se autocontrolar, pois ele é o formador da emoção e gerenciador dos pensamentos. Quem consegue ter uma boa formação do EU tem capacidade de ser líder de si mesmo. O autor sinaliza que muitos pais delegam as responsabilidades da educação de suas crianças às escolas as quais, por sua vez, se eximem da responsabilidade, falando muito sobre o mundo em que estamos, mas quase nada do mundo que somos. A grande proposta é que a responsabilidade não seja de um ou de outro, mas de AMBOS. A educação de nossas crianças é primordial para que não cresçam hiper pensantes, mas com maturidade emocional para enfrentarem os desafios da vida e terem um Mindset de crescimento . Evidentemente que a escola deve ser um complemento à educação familiar, mas os exemplos dos pais e professores são a forma mais efetiva de se educar os mais jovens.

“Bons pais dão presentes e suportes para a sobrevivência dos seus filhos, mas pais brilhantes vão muito além: dão a sua história, transferem o mais excelente capital, o das experiências.”

Augusto Cury

Nesse post aqui, falamos sobre a capacidade imaginativa dos seres humanos e alguns problemas que podemos criar a partir de histórias criadas em nossas mentes, aqui o autor abrange um pouco mais o próprio pensamento. A velocidade acelerada dos pensamentos é o sinal mais evidenciado da falha na formação do EU e é justamente o pensamento excessivo o causador da síndrome do pensamento acelerado (SPA). Nos últimos tempos estamos tão atolados com atividades e informações que não temos tempo para apreciarmos os momentos ou até mesmo focarmos em uma atividade… eu mesmo muitas vezes me pego ouvindo uma música, enquanto ouço uma palestra, respondo algumas mensagens no celular enquanto estou trabalhando e, então, começo a ter dores de cabeça, que é uma sinalização do corpo gritando para tomar cuidado.

Há muitos tipos de ansiedade; pós-traumática, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), síndrome de Burnout, transtorno do pânico… Porém, a ansiedade produzida pela SPA é mais abrangente, contínua e “contagiante”. Abaixo, estão relacionados alguns dos sintomas:

  • Ansiedade
  • Mente inquieta ou agitada
  • Insatisfação
  • Cansaço físico exagerado; acordar cansado
  • Sofrimento por antecipação
  • Irritabilidade e flutuação emocional
  • Impaciência; tudo tem que ser rápido
  • Dificuldade de desfrutar a rotina (tédio)
  • Dificuldade de lidar com pessoas lentas
  • Baixo limiar para suportar frustrações
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Outros sintomas psicossomáticos (queda de cabelo, taquicardia, aumento da pressão arterial etc.)
  • Déficit de concentração
  • Déficit de memória
  • Transtorno do sono ou insônia.

Além de nos advertir sobre a SPA, o livro também tem o objetivo de nos apresentar parte do trabalho de 15 anos desenvolvido pelo autor chamado Teoria da Inteligência Multifocal (TIM), onde é apresentado o fenômeno RAM (Registro Automático da Memória), o fenômeno de gatilho da memória e as Janelas da memória. O fenômeno RAM é o registro de tudo o que entramos em contato consciente ou inconscientemente; O gatilho da memória é o milésimo de segundo que aciona uma Janela na nossa memória; As janelas da memória são armazéns de informações que caracterizam cada momento de nossas vidas, que formam a nossa memória de uso contínuo e, principalmente, nossa memória existencial.

As janelas da memória são categorizadas em 3 tipos:
Janelas Neutras – contém milhões de informações neutras como informações que são partes da nossa vida e podem ser substituídas no decorrer do tempo ou colocadas na periferia da mente.
Janelas killers ou janelas traumáticas – são zonas de conflito, janelas que assassinam o acesso à outras janelas da memória em momentos estressantes. O Eu se torna prisioneiro de si mesmo e as pessoas ficam irreconhecíveis. Devemos reconhecer as janelas que furtam nosso autocontrole e indagar se temos janelas duplo P (janelas com duplo poder de nos aprisionar psicologicamente).
Janelas Light – Janelas que iluminam o EU para o desenvolvimento de funções mais complexas da inteligência como empatia, resiliência, habilidade de gerenciar a emoção e pensamentos.

A ansiedade vital é natural do ser humano, mas esta se torna um problema quando não conseguimos ter uma vida normal devido às inúmeras janelas acionadas de uma só vez, o que nos deixa com a mente agitada, desenvolvendo a Síndrome do Pensamento Acelerado. O gatilho da memória ativa milhares de memórias durante uma hora e ao mesmo tempo que é um grande auxiliar na imaginação e criatividade também pode ser um grande problema, pois pode se tornar a causa de fobias, obsessões, compulsões e vícios decorrentes da ativação de muitas janelas killers.

Mas porque não é fácil mudar nossas características doentias? Porque a emoção gera janelas killers poderosíssimas que inclusive mudam a nossa personalidade. Uma característica de personalidade precisa de muitas janelas com várias características. Somos viciados não por causa dos acontecimentos em si, mas por causa do Eu que construímos a partir das experiências externas. Para “resolvermos” este problema, bastaria reeditar todas as janelas traumáticas. A ideia do autor é adquirirmos conscientização das nossas histórias mentais, compreendermos porque termos determinadas reações e buscarmos praticar novos hábitos, selecionando melhor as informações e tendo uma vida mais consciente e tranquila.

Algumas das causas da SPA que devemos nos atentar são:

  • Excesso de informação
  • Excesso de atividades
  • Excesso de trabalho intelectual
  • Excesso de preocupação
  • Excesso de cobrança
  • Excesso de uso de celulares
  • Excesso de uso de computadores.

Além de nos atentarmos aos excesso, o autor nos ensina duas técnicas para lidar com a SPA: A primeira, é chamada de “Mesa redonda do EU” que deverá ser utilizada nos momentos de mais tranquilidade e serve para fazermos uma conversa franca do EU com as falsas crenças que nos aprisiona psiquicamente nos momentos de tensão. Além dessa técnica, também é ensinada a técnica DCD (Duvidar Criticar e Determinar) que é indicada para os momentos de crises onde se deve duvidar do controle do medo e de tudo que nos aprisiona psiquicamente, criticar a nós mesmos com relação à nossa rigidez de pensamento e, por último, decidir ter determinação, disciplina para mantermos o foco e lutarmos pela meta de sermos psicologicamente saudáveis.

O livro tem um objetivo de nos alarmar sobre este mal que afeta tantas pessoas no mundo e nos incentiva a termos uma reação mais racional diante dos momentos de tensão. Acredito que existem muitas outras formas que podemos lidar com a ansiedade, particularmente, vejo o Thetahealing como uma terapia extremamente efetiva para lidar com as crenças que acionam a ansiedade, mas também existem outras práticas e terapias que podem ser efetivas como alimentação saudável com menos cafeína e açúcar, exercícios físicos, Yoga, meditação, EFT, Barras de Acess, acupuntura, etc… Enfim, apesar das crises do mundo exterior, meu desejo é que vocês possam, cada vez mais, entrar em sintonia consigo mesmos, que o seu mundo interior esteja cada vez mais em sintonia com a Paz e o Amor.

Pedro Cruz.

PS.: Recomendo também ler os posts sobre o livro Mindfulness e 6 dicas para você não enlouquecer de vez 😉

Mais Forte do que Nunca

Há algum tempo, eu estava decidido a falar sobre um livro que tratava sobre como contar histórias sempre foi importante para a vida do ser humano, se destacando nas empresas como ferramenta de motivação e publicidade, além de ser uma ferramenta primordial para se educar e disseminar conhecimento através dos séculos em todas as culturas. No entanto, por sincronicidade da vida, este livro veio parar nas minhas mãos e, por tratar de histórias de desenvolvimento pessoal e superação, senti de compartilhar com vocês algumas das reflexões expostas pela pesquisadora Brené Brown e que tem muito a ver com o momento histórico que estamos passando.

“Somos criadores natos. É através das mãos que levamos da cabeça para o coração aquilo que aprendemos.”

Brené Brown

Podemos dizer que somos os seres mais criativos da face da terra e é por esse motivo que nos tornamos tão ansiosos ou depressivos, pois criamos as histórias nas nossas mentes em vez de vivermos apenas a realidade. Por este motivo que, muitas vezes, perdemos o controle em algumas situações, como num momento de pandemia mundial: não temos a menor ideia de como a história irá acabar, então nossa mente fica desesperada à procura de uma conclusão, perdemos a presença e ficamos confusos sem saber que caminho seguir. Mas, segundo a própria autora, são nestes momentos de maior vulnerabilidade que temos a oportunidade de darmos a volta por cima, tirando as lições necessárias para superarmos nossos limites e sermos mais fortes.

As reflexões se iniciaram através da curiosidade da autora pela forma como a Pixar cria suas histórias, que são baseadas no livro “A jornada do Herói” de Joseph Campbell e que têm basicamente 3 atos:

Ato 1: O protagonista recebe o chamado à aventura e o aceita. As regras do mundo são estabelecidas e o final do ato 1 é o “incidente incitador”
Ato 2: O protagonista procura todas as maneiras confortáveis de solucionar o problema. No clímax, aprende o que será realmente preciso para resolvê-lo. Esse ato inclui “o fundo do poço”
Ato 3: O protagonista precisa provar que aprendeu a lição, em geral parecendo disposto a demonstrá-lo a qualquer preço. Este ato é sobre redenção – um personagem esclarecido, que sabe o que fazer para solucionar um conflito.

Esses três atos são também partes do que compõem nossas histórias de vida e são estas histórias que fazem sermos quem somos. Nossas histórias nos definem de uma forma ou de outra, e a forma de nos tornarmos mais plenos é através da integração de todas as nossas experiências, inclusive as quedas. É necessário coragem para assumirmos nossas histórias e não passarmos a vida sendo definidos por elas ou as rejeitando.

A não aceitação de nossas histórias, acabam nos trazendo muita falta de presença, nos traz aquele vazio que muitas vezes nos remete a algum vício, uma anestesia da realidade, enquanto na verdade estamos com uma oportunidade de analisar o que estamos sentindo, uma oportunidade de podemos nos aprofundarmos em nós mesmos para reconhecermos a história que estamos criando em nossas cabeças e crescermos como seres humanos.

A autora fala da importância de criarmos cartas para registrarmos nossos sentimentos, o que nos permite fazermos um reconhecimento do que estamos sentindo, mas também precisamos ter a curiosidade para nos aprofundarmos no por quê estamos sentindo o que estamos sentindo.

Eu admito que muitas vezes é difícil enfrentarmos o que estamos sentindo de frente, é muito mais fácil procurarmos outras formas de lidarmos com as angústias, mas eu também acredito que ignorar nossos sentimentos pode causar muito mais sofrimento no futuro, acabamos explodindo com as pessoas que amamos simplesmente porque não conseguimos lidar com o chefe que ficava enchendo o saco no serviço ou acabamos descontando todo o nosso estresse na comida o que nos deixa mais deprimidos e com uma baixa auto-estima.

A autora nos propõe as seguintes perguntas :
[RECONHECIMENTO – ENTRAR EM CONTATO COM OS SENTIMENTOS]
1- Eu me sinto _____ (decepcionado, arrependido, furioso, magoado, irritado, com o coração partido, confuso, amedrontado, preocupado, etc)
2- Estou_____ (com muita dor, me sentindo muito vulnerável, passando por uma tempestade de vergonha, constrangido, esgotado, num mundo de mágoas).

[CURIOSIDADE SOBRE A HISTÓRIA POR TRÁS DOS SENTIMENTOS]
1 – O que mais preciso aprender e entender sobre a situação? O que sei em termos objetivos? Que suposições estou fazendo?
2 – O que mais preciso aprender e entender sobre as pessoas da história? De que informações adicionais preciso? Que perguntas ou esclarecimentos poderiam ajudar?
3 – O que mais preciso aprender e entender sobre mim mesmo? O que está por trás da minha reação? O que estou sentindo de verdade? Qual o meu papel nisso?

Com a quarentena tive a oportunidade de colocar muito da teoria do livro em prática, pois não tinha muita escolha a não ser analisar os sentimentos de raiva e impaciência que sinto quando minha mãe fala sem parar, quando meu pai começa a repetir frases padronizadas ou quando minha irmã começa a ter um ataque de ansiedade e começa a xingar todo mundo. Pude perceber que muitas das características que percebo na minha família são características que repito com os outros também. Percebo que quanto mais eu acolho os sentimentos que estou sentindo, cada vez que compreendo melhor minha própria família, minha própria história começo a me sentir muito mais tranquilo.

Quando decidimos reconhecer nossa própria história e viver segundo a nossa verdade, levamos nossa luz às trevas.

Brené Brown

Acredito que todos nós estamos em um segundo ato em nossas histórias e também quero acreditar que todos nós somos capazes de tirarmos nossas lições de cada momento que estamos vivendo. O livro nos permite ver as vulnerabilidades e as tratarmos de forma compassiva e não de forma prepotente. Somos capazes de vermos as crises e encararmos de forma transparente, reconhecendo nossas fraquezas e nossas dores.

Espero que todos possam ler este livro, que todos possam criar seus momentos de escrita para reconhecerem seus sentimentos e reconhecer as histórias que estão criando em suas mentes. Desejo de coração que todos nós possamos passar por cada ato de nossa história de forma consciente, plena, integra. Que possamos todos encontrar a força na vulnerabilidade, que possamos ter paciência, que possamos agir com reflexão, que possamos ter esperança e compassividade não somente num período de quarentena, mas que possamos sempre ter a capacidade de darmos a volta por cima e nos tornarmos mais fortes do que nunca.

Pedro Cruz.

Estamos vivendo um luto antecipado?

[TÁ COM PREGUIÇA DE LER? Ouça meu podcast no SPOTIFY]

Eu sei que esse termo ‘luto’ tem um peso gigante culturalmente para nós, pois enxergamos a morte como um fim e não como uma transformação.
O luto que quero falar aqui, é mais relacionado com o SENTIMENTO que ele carrega, do que com as mortes em si, apesar de vermos pessoas morrendo no mundo inteiro, o que reforça ainda mais esse sentimento.

Estamos todos lidando com a mesma situação; para cada um ela vai se revelar de uma forma diferente. O macro vem para nos mostrar o micro de cada um, precisamos estar dispostos a olhar para isso.

Eu fiquei pensando sobre tudo o que tem acontecido e observando como cada pessoa tem reagido a isso. Eu tive várias fases durante esse processo e teve um momento em que pensei: eu acho que estou passando por um processo de luto.
Eu sei que algumas pessoas podem achar isso um completo exagero, mas talvez seja porque elas não saibam quais são as fases do luto.
Primeiro, eu analisei tudo o que estava acontecendo comigo e comecei a perceber que algumas pessoas compartilhavam desse mesmo sentimento. Até que li um artigo no Harvard Business Review em uma entrevista com David Kessler – especialista em luto, em que ele fala que a sensação é que estamos vivendo um luto antecipado, é como se recebêssemos a notícia de que alguém muito próximo está muito doente e que algo pode acontecer a qualquer momento.

Eu vou resumir o que eu entendi sobre esse artigo e como eu senti que as coisas aconteceram para mim. É importante ressaltar que não é uma ordem linear e que talvez você não passe por todas essas fases.

1 – NEGAÇÃO

Aqui entram aquelas pessoas que ainda teimam em aceitar a realidade. Sabe aqueles que dizem que nada está acontecendo? Que isso vai acabar daqui 1 semana? Pois é. Eu me encontrei nesse estágio há uns 2 meses. Até então, não entendia direito o que estava acontecendo, e nós temos o costume de ‘afastar’ tudo aquilo que não queremos ver ou sentir. Isso é negação.

2 – RAIVA

Por essa fase eu também passei! Quando eu percebi o quanto ficar em casa era importante, eu comecei a tentar “obrigar” todas as pessoas a ficarem em casa, (todas que eu sabia que podiam, claro!) Até que eu me toquei que eu não podia forçar ninguém a nada e que tava tudo bem cada um decidir o que fazer da própria vida, mesmo que, na minha opinião, estivessem afetando todas as outras pessoas. Eu tive que primeiro trabalhar em mim, essa mania de querer controlar tudo, para enfim, aceitar que tem coisas que eu realmente não posso mudar.

3 – NEGOCIAÇÃO

Esse é aquele processo em que a gente diz: “Então tudo bem, ficarei em casa e tá ok, isso passa.” É meio que uma barganha para tentar sair logo de tudo isso. Eu passei por essa fase antes de passar pela raiva.

4- TRISTEZA

“Todos terão diferentes níveis de medo e tristeza e isso se manifesta de maneiras diferentes.”

David Kessler.

Acredito que muitas pessoas, nesse momento, estão passando por essa fase. Ela vem com muita angústia, medo, um futuro incerto, e no meu caso, eu fiquei pensando quando veria minha família de novo, além de me sentir muito sozinha. Muitas coisas passaram pela minha cabeça e aqui eu fiz algo MUITO importante: eu me permiti chorar e sentir tudo o que precisava sentir. Eu chorei por uns 3 dias, em algum momento do dia, começava a chorar e colocava tudo pra fora. Eu não quis compartilhar isso com ninguém próximo à mim para não preocupá-los, mas é importante você se comunicar quando estiver muito mal e não conseguir resolver sozinho. Agora passou e finalmente entrei numa outra fase…

5 – ACEITAÇÃO

Nesse momento, é aqui que me encontro. Eu aprendi a mais do que aceitar, eu aprendi a confiar; confiar na vida, que tudo está acontecendo da única forma que poderia acontecer. Isso não significa que eu não tenha mais dúvidas, isso eu sempre terei, mas eu aceitei os meus sentimentos, aceitei que uma hora vai passar e que talvez, estaremos mais fortes como sociedade depois de tudo isso.
Sei que nem todo mundo entrará nessa fase tão cedo, sei que vivemos realidade diferentes, mas acredite, não é tão simples para ninguém. Não se sinta culpado se você não estiver aqui, faz parte do processo de cada um.

6 – SIGNIFICADO

E o último; o significado, que é quando começamos a ver que algo maior está acontecendo. Muito maior do que podemos enxergar no momento. A natureza está se refazendo, a poluição está diminuindo, estamos notando o quanto é importante estarmos com as pessoas que amamos, presencialmente. Há solidariedade, compaixão, um olhar mais humano para o próximo, mais empático. Estamos vendo que a tecnologia é maravilhosa, mas não substitui o contato humano. Estamos aprendendo muitas coisas e continuaremos aprendendo. Nunca se esqueça de que tudo passa.

O luto está em sonhos que teremos que abrir mão nesse momento, em possíveis perdas, em ver negócios quebrando, em abrir mão da nossa liberdade, em ver a desigualdade aumentando. Mas eu espero do fundo do meu coração que tudo isso traga a tona em nós uma nova consciência social, pois sempre existiram muitos problemas sociais mas nunca olhamos para isso como tem acontecido agora. Talvez o momento seja esse, hora de exercer nossa compaixão, solidariedade, empatia, amorosidade, e até mesmo permitir a nossa mudança interior.

A verdade é que nesse momento, não temos pra onde fugir, temos que encarar quem somos, lidar com nossos familiares ou talvez com a nossa própria companhia, e no fim de tudo, só temos a nós mesmos.

REFERÊNCIAS: https://hbr.org/2020/03/that-discomfort-youre-feeling-is-grief

Beijos, Carol ❤

Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso

Uma das coisas que me emocionam é a questão do aprendizado, não somente aquele referente a transferência de conhecimento especializado como matemática, português etc, mas também o aprendizado relacionado à transmissão de conhecimento da vida. Acredito que este é um dos objetivo dos livros, e este livro escrito pela ph.D Carol S. Dweck dá uma visão fascinante sobre a nossa educação e nos ajuda a observarmos melhor nossas crenças relacionadas à aprendizagem, nos ajudando a refletir como nos comportamos diante dos desafios.

Eu diria que Mindset é um jeito mais “chique” de se chamar uma “forma de pensar” que, segundo o livro, são duas: Mindset Fixo e Midset de Crescimento. Para saber qual o seu tipo de mindset no momento faça o teste no link clicando Aqui.

Também gostaria de compartilhar uma tirinha de “Calvin e Haroldo” incluída no livro que ilustra bem os dois tipos de mindsets:

De um lado, temos Calvin que está com o mindset fixo, não dando o devido crédito ao esforço e utilizando das rotulações para definir a capacidade intelectual da menina, e do outro lado temos, a menina com mindset de crescimento que está se esforçando para aumentar seus conhecimentos.

As pessoas com mindset fixo são aquelas que não acreditam na possibilidade de aprendermos com nossos erros, acreditam que não é possível evoluirmos o pensamento mesmo com esforço. São pessoas que acreditam nas capacidades “natas” ou genialidades e que o sucesso se dá devido aos dons que “ou você tem ou você não têm”. As pessoas com mindset de crescimento são pessoas que têm uma boa relação com os erros e as dificuldades, acreditam que o desenvolvimento se dá com a prática e podemos ficar bom em determinadas atividades mesmo não aparentando ter o dom, mas acreditam na capacidade de se desenvolverem através do esforço e da experiência.

Segundo o livro, a mentalidade fixa é desenvolvida na infância quando pequenos gênios acreditam que nasceram com determinadas atividades e seus pais os parabenizam por serem tão inteligentes e especiais e esta “rotulação” acaba fazendo-os acreditar que não é necessário esforço para continuar praticando, e que seus supostos dons continuarão lhes ajudando até o fim da vida, mas eles se decepcionam ao encontrarem as primeiras dificuldade ou ao conhecerem outras pessoas melhores que elas. Muitas pessoas acabam se frustrando porque não têm determinada habilidade, acreditando que não serão melhores mesmo se praticarem por algum tempo.

A mentalidade de crescimento, da mesma forma que a fixa, é desenvolvida na infância, mas as crianças com este tipo de mindset acreditam que cada vez mais estão melhorando com os erros, pois acham excitante e empolgante o aprendizado adquirido mesmo que tenham “errado”. Os pais parabenizam as crianças pelo esforço empregado em suas atividades, sendo que, de certa forma, os filhos acabam reconhecendo que é possível alcançar o sucesso através do empenho, foco e dedicação.

“Se você é alguém quando tem sucesso, o que você é quando fracassa?”

Carol S. Dweck

As pessoas com mindset de crescimento acreditam que todo o caminho já é parte do desenvolvimento, isto nos ajuda a termos uma visão mais positiva sobre tudo na vida, porque se não alcançamos determinada meta não significa que não tivemos sucesso, a vida continua e temos muitas outras oportunidade para nos desenvolvermos se nos aplicarmos realmente. Podemos tomar como exemplo as pessoas que leram meu último post sobre Mindfulness onde são dados vários exercícios de meditação de atenção plena; Existem aqueles que dirão “isto não é pra mim, minha mente não consegue ficar quieta nem um minuto. Eu não vou conseguir ficar parado” e outras pessoas dirão “isso pode ser pra mim, se eu praticar poderei ficar bom nisso. Eu não consigo ter atenção no momento, mas sei que é possível se empregar algum esforço”.

O mindset fixo é algo delicado até mesmo para os professores, pois se não acreditamos que alguém pode se desenvolver através da prática, através do incentivo, não  seremos bons professores ou até mesmo bons líderes. Existem exemplos no livro onde professores acreditaram no potencial dos alunos de escolas públicas e que, apesar de ninguém mais acreditar, conseguiram fazer com que as classes  alcançassem desenvolvimento e nível intelectual muito mais elevados do que a média.

As pesquisas constataram que pessoas de mindset fixo têm tendência de rotular os outros e a si mesmos e não acreditam que possam mudar esses estados. Ambos os mindsets estão sujeitos à depressão, mas as pessoas com mindset de crescimento tendem a movimentar-se e persistem em suas atividades apesar de toda a tristeza e angustia; as pessoas com mindset fixo acabam desistindo de suas atividades atuais e acabam entrando em um ciclo vicioso que alimenta ainda mais a depressão.

Até mesmo nos relacionamentos ter um mindset de crescimento é importante, porque estas pessoas têm maior capacidade de esquecer os desafetos amorosos e conseguem se recuperar mais facilmente, pois não se sentem eternamente marcados por determinado acontecimento. Além disso, como em todas as coisas, as pessoas de mindset fixo acreditam que “se você precisa se esforçar, é por que não era para ser”. No entanto, segundo estudos indicados pelo livro, no relacionamento a frase “e viveram felizes para sempre” é na verdade “e se esforçaram felizes para sempre”. Enquanto as pessoas de mindset fixo acreditam que um relacionamento feliz consiste na “leitura da mente” um do outro, as pessoas de mindset de crescimento acreditam no desenvolvimento através da experiência e diálogo.

Após vários exemplos dados sobre os benefícios e exemplos dos mindsets de crescimento, o livro dá um passo-a-passo de como podemos mudar nosso mindset e nossas crenças e como podemos alcançar a mudança através de objetivos bem definidos e esforço. Acredito que este livro é essencial para todas as pessoas, pois evidencia que somos capazes de mudar sim, que mesmo não sabendo de tudom podemos nos tornar bons no que quisermos contanto que tenhamos um mindset de crescimento. Podemos ter uma mentalidade que acredita na mudança, uma mentalidade que não rotula, mas acredita no desenvolvimento e no próprio crescimento.

Honestamente, ainda identifico em mim muitas crenças de um Mindset fixo, mas tenho plena crença de que, com o esforço adequado, poderei me desenvolver mais à cada dia. Desejo de coração que tenha contribuído pelo menos um pouco para que vocês também tenham interesse em desenvolver a mudança, interesse em praticar o esforço e que tenham um vida cheia de sucesso verdadeiro.

Pedro Cruz.

6 Dicas para você não ENLOUQUECER de vez

[Quer ouvir essa matéria? Meu podcast no SPOTIFY.]

Verdade seja dita, estamos passando por um momento super delicado na história da humanidade e precisamos continuar cuidando da nossa cabeçinha pra não pirar de vez.
NÃO PODEMOS IGNORAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO, ASSIM COMO NÃO PODEMOS NOS DESESPERAR.
Na verdade, acho que já estamos enlouquecendo pouco a pouco, mas a maioria disfarça super bem :).
Pra tornar esse processo mais tranquilo, vou colocar 6 dicas de coisas que podem ajudar:

1 – FILTRE INFORMAÇÕES

Cuidado com os excessos. Existem muuuitas informações circulando e fica cada vez mais difícil saber o que é verdade e o que não é, em quem podemos confiar e em quem não podemos. Eu sugiro que vocês busquem informações de pessoas que vocês confiam MUITO; médicos, especialistas, OMS, ministério da saúde, enfim, fontes seguras. Não confie apenas em um áudio que alguém mandou no whatsapp falando sobre o assunto. E muito mais importante do que saber o que filtrar é saber o que compartilhar. CUIDADO ao repassar informações falsas. Eu sei que muitas vezes você tem uma boa intenção, mas pode acabar causando um pânico desnecessário em outras pessoas.

2 – Tenha uma rotina matinal gostosinha

Caso você tenha o privilégio de estar em casa (sei que muitos não conseguirão), aproveita para ter uma rotina produtiva, até pra não sair do ritmo, sabe? O que você gosta de fazer? Gosta de ler, estudar, meditar, fazer yoga, tomar um café da manhã com calma? Veja o que te faz bem e faça. Evite pegar o celular logo pela manhã e se conectar com o mundo ou ligar a TV.
Primeiro, faça as coisas que te fazem bem, depois veja o que está acontecendo no mundo, isso já faz uma diferença enorme na nossa saúde mental.
A minha rotina inclui: journaling, agradecer, fazer perguntas, yoga, meditação e leitura. Só depois que eu faço isso eu me conecto com o mundo.
Veja o que te faz bem e mãos na massa!

3- Aprenda uma coisa nova

Coloque seu cérebro pra funcionar. Saia um pouco dessa imersão de notícias (e não estou dizendo para ignorá-las) e faça coisas diferentes. Tem algum curso online que você pagou e nem fez? Tem cursos gratuitos que você se interessa? Um idioma? Uma mudança na casa?
Se você estiver com sua família, procurem fazer algo divertido, diferente e super legal. Aproveitem esse momento juntos.

4 – Fique um tempo OFF.

Tire um tempinho para ficar totalmente off. Sério, desliga de redes, de tv, de rádio, vai fazer um exercício, ler, respirar profundamente, meditar, fazer nada. Escolha algo pra fazer e determine um tempo para ficar off. Se precisar de ajuda, recomendo o app Forest, nele você cria uma florestinha e você vai plantando suas árvores. Caso você mexa no celular antes do tempo que você estipulou, você mata sua árvore 😦 não queremos isso, né?
Tenha essas lacunas com um tempo off pra você não pirar.

5 – Mantenha contato com seus amigos e familiares

A gente fica afastado das pessoas que a gente ama e isso pode causar um sentimento de vazio e incertezas por dentro.
Se você mora sozinho, assim como eu, isso pode ser muito mais intenso. Mas, se isso te conforta, saiba que estamos todos no mesmo barco, estamos todos passando por essa transformação planetária, estamos todos quebrando, estamos todos renascendo, reavaliando, sorrindo, chorando… Então, compartilhe com as pessoas que você gosta seus sentimentos, estamos todos em um momento de muita vulnerabilidade. Porém, não se esqueça de que é necessário olhar pra dentro.

6 – Medite

A meditação pode ajudar muito a conter essa ansiedade, esse medo e a estar mais presente. Ajuda também a lidar melhor com essas situações em que não temos nenhum controle e a nos prepararmos para o que está por vir. Vou deixar um post aqui do blog falando sobre Mindfulness escrito pelo Pedro. Clica lá que tem mais detalhes dos benefícios da meditação.

Espero que essas dicas ajudem e nunca se esqueça de que a vida é um ciclo, é movimento, não controle. Isso vai passar!

Beijos, Carol ❤

Mindfulness – Atenção Plena

Já perceberam como fazemos muitas de nossas atividades inconscientemente, no piloto-automático, sem nenhuma atenção? Quantas vezes não nos atentamos na beleza do dia-a-dia simplesmente porque estamos muito estressados e preocupados com o trabalho ou com dívidas? Já procuraram prestar atenção durante o almoço, no mastigar de nossa comida? Na água do chuveiro que cai sobre o nosso corpo durante uma ducha? Nas sensações geradas ao mastigar um pedaço de chocolate, ao sentir ele derretendo na nossa boca? Já experimentou dirigir o carro com total atenção?
É sobre essas práticas e outras formas de meditação de atenção plena que este livro trata.

Esta meditação é uma prática originada no oriente que tem como objetivo concentrar nossa atenção na respiração procurando observar a nossa mente sem julgamentos. Também permite-nos, com o tempo, ficarmos mais conscientes de nossos pensamentos, observando-os aparecerem de repente e desaparecerem como uma bolha de sabão. Começamos a perceber nossos pensamentos e começamos a retomar o controle de nossas vidas.

Os autores Mark Williams e Danny Penman propõe que executemos um programa de 8 semanas de prática das meditações de atenção plena que estão disponibilizadas nesse link: atenção plena. O programa é composto por 8 meditações que englobam a observação do corpo, alongamento,  auto-estima (no sentido de vermos a nós mesmos como amigos íntimos), observação das nossas emoções e percepção do ambiente que nos rodeia.

O livro nos traz várias conclusões cientificamente comprovadas:

Estudos mostram que os meditadores regulares são mais felizes e mais satisfeitos do que a média das pessoas. Esses resultados têm uma importante repercussão na saúde, já que as emoções positivas estão associadas a uma vida mais longa e saudável.A ansiedade, a depressão e a irritabilidade diminuem com sessões regulares de meditação. A memória melhora, as reações se tornam mais rápidas e o vigor mental e físico aumenta.
Os meditadores regulares têm relacionamentos melhores e mais gratificantes.
Estudos feitos no mundo todo comprovam que a prática da meditação reduz os principais indicadores do estresse crônico, incluindo a hipertensão.
A meditação é eficaz também para reduzir o impacto de doenças graves, como dor crônica e câncer, podendo até auxiliar no combate à dependência de drogas e álcool.
Além disso, pesquisas indicam que a meditação fortalece o sistema imunológico, ajudando a combater resfriados, gripe e outras doenças.

O seguinte quadro, retirado do livro, ilustra a forma como os sentimentos, impulsos, sensações físicas e pensamentos se influenciam entre si e podem causar o ciclo vicioso que nos prendem à obsessões, estresse, ansiedade e até depressão.

Também são dados vários exemplos de pessoas que estavam em situações de depressão, ansiedade e estresse profundo e que, através da meditação conseguiram alcançar um estado de paz, saúde e maior consciência em suas vidas devido a consciência deste ciclo.
Gostaria de exemplificar este quadro com dois episódios que aconteceram numa fase muito recente da minha vida.

Há alguns anos, minha vó veio morar conosco e passamos por vários momentos de estresse, mas acredito que o mais crítico foi quando ela caiu da cama e ficou presa no vão entre a cama e a parede do meu quarto que é bem apertado. Este episódio causou uma crise de ansiedade em mim naquela noite que jamais tinha experienciado na minha vida, fiquei pensando que ela poderia cair novamente, fiquei imaginando a sensação claustrofóbica que ela sentiu ao ficar presa, fiquei me culpando por ela estar em um local tão apertado, e fiquei remoendo esses sentimentos num redemoinho mental sem fim ao ponto que minha respiração e minha frequência cardíaca aumentou até que, em um momento de lucidez, pensei: “Espere aí! Isto não é real! Preste atenção na sua respiração: Isto é o agora!” e, aos poucos consegui me acalmar e dormir novamente.

Após a morte da minha vó, tive um período de melancolia, me sentindo com remorso por todas as coisas que acabei deixando de fazer para ela, remoendo tudo o que eu poderia ter feito melhor para conseguir melhorar a qualidade de vida dela, acabei querendo culpar meus pais e minha irmã por tudo o que ela passou e até um sentimento de vingança me veio, mas com o acompanhamento psicológico, thetahealing e leituras cheguei à conclusão que todos esses sentimentos angustiantes e tristes fazem partes da fase de depressão do luto e aprendi a ficar mais presente através de algumas práticas de meditação, o que tem me ajudado a não cair no ciclo vicioso de pensamentos nocivos (de fato ainda estou aprendendo).

É claro que estes dois episódios podem não parecer nada para muitas pessoas que estão em estado crônico de depressão e ansiedade, mas gostaria de compartilhar a reflexão que tirei dessas situações: a solução para sair da depressão (pensamento excessivo sobre o passado) ou para sair da ansiedade (pensamento excessivo sobre o futuro) é o exercício da atenção plena no momento presente. Este livro mostra diversas comprovações científicas de que a prática regular auxilia no combate à depressão tanto quanto os medicamentos antidepressivos, ou até melhor uma vez que não tem efeitos colaterais.

Por fim, gostaria de compartilhar a meditação de um minuto que o livro oferece e que pode ser feita a qualquer momento do dia em que estivermos nos sentindo capturados pelo estresse ou nervosos por causa de algo que está acontecendo ao nosso redor:

Meditação de um minuto

  1. Sente-se ereto em uma cadeira com encosto reto. Se possível, afaste um pouco as costas do encosto da cadeira para que sua coluna vertebral se sustente sozinha. Seus pés podem repousar no chão. Feche os olhos ou abaixe o olhar.
  1. Concentre a atenção em sua respiração enquanto o ar flui para dentro e para fora de seu corpo. Perceba as diferentes sensações geradas por cada inspiração e expiração. Observe a respiração sem esperar que algo de especial aconteça. Não há necessidade de alterar o ritmo natural.
  1. Após alguns instantes, talvez sua mente comece a divagar. Ao se dar conta disso, traga sua atenção de volta à respiração, suavemente. O ato de perceber que sua mente se dispersou e trazê-la de volta sem criticar a si mesmo é central para a prática da meditação da atenção plena.
  1. Sua mente poderá ficar tranquila como um lago – ou não. Ainda que você obtenha uma sensação de absoluta paz, poderá ser apenas fugaz. Caso se sinta irritado ou entediado, perceba que essa sensação também deve ser fugaz. Seja lá o que aconteça, permita que seja como é.
  1. Após um minuto, abra os olhos devagar e observe o aposento novamente.

Acredito que este artigo é uma conclusão para os 3 últimos que fiz, pois todos tratam da auto-observação, busca pela paz interior e felicidade. O programa é um verdadeiro desafio e demanda muita auto-disciplina. Sinceramente eu ainda não consegui seguir à risca o programa completo durante as 8 semanas, mas proponho praticarmos juntos para alcançarmos maior paz interior e conseguirmos acalmar e silenciar cada vez mais o barulho mental. Desejo de coração que você possa alcançar maior alegria, paz e saúde na sua vida.

Pedro Cruz.

#meditação #meditacao #atencaoplena #atençãoplena #mindfulness #ansiedade #depressão

Será que os homens também sentem?

Estava eu, conversando com uma amiga maravilhosa sobre os sentimentos masculinos e eu falei pra ela que eu tinha muita vontade de falar mais sobre isso, mas que talvez eu fosse massacrada pelas mulheres se começasse a falar. Ela simplesmente me olhou e disse palavras muito sábias: “Foda-se, isso que você me falou fez total sentido.” E eu pensei; quer saber? Foda-se mesmo, pra quem tiver que fazer sentido, vai fazer e pronto. Afinal, o blog ainda é meu, né? Hahah

Eu sempre me senti muito envolvida com o universo masculino. Quando eu era criança, eu amava videogame e miniaturas de carrinhos. Até hoje eu adoro jogar (apesar de fazer isso pouquíssimas vezes) e sou muito apaixonada por carros, consigo passar horas falando sobre isso (coisas que eram consideradas masculinas).
Quando eu decidi me formar em Sistemas de Informação (TI), também me vi em um ambiente majoritariamente masculino, e no mundo corporativo nem se fala, passei por empresas em que eu era a única mulher da equipe.
É claro que não foi nada fácil (mas não é sobre isso o post de hoje), mas ao mesmo tempo, foi uma experiência muito interessante, porque eu passei a observar como os homens se comportavam. E mesmo mudando de profissão, hoje, a maioria das pessoas que vem procurar meu trabalho, seja para fazer terapia, dicas de livros, meditação ou autoconhecimento, são homens! E isso me deixa muito feliz.

Comecei a perceber que os homens sentem sim, e muito! E que esses sentimentos são bem parecidos com os das mulheres; tristeza, autoestima baixa, inseguranças, medos, drama, raiva, rejeições, traumas, abusos, e por incrível que pareça homens sofrem com términos de relacionamentos também hehe. O que eu percebi é que eles não tinham espaço para demonstrar sua vulnerabilidade ou sequer falar sobre isso com outras pessoas. Eles precisavam manter uma pose, ser durões, aguentar firme, afinal, chorar ou demonstrar qualquer tipo de “fraqueza”, não é “coisa de homem”. Os pais (homens) não ensinam seus filhos a beijar ou abraçar outros homens, que eles podem fazer isso e continuar com sua heterossexualidade. Não ensinam que demonstrar afeto não irá te fazer menos homem, aliás, eles mal beijam os próprios filhos.
Fora todas aquelas frases: “para de frescura”, “vira homem”, “onde já se viu um homem chorando?”, “parece uma mulherzinha”, “bicha”.

Deu pra perceber porque nossa sociedade chegou ao limite que está hoje? Fomos programados para reprimir sentimentos, (homens e mulheres) e moldados por uma estrutura social e cultural totalmente distorcida. Focada numa baixa autoestima.

Infelizmente, pessoas que ferem, já se sentiram muito feridas. E ATENÇÃO AQUI: não estou falando que você tem que aguentar uma relação indigna, JAMAIS! Apenas oriente (se possível) a pessoa a procurar uma ajuda e vá cuidar de você. Você não é enfermeira, psicóloga nem terapeuta dele, é namorada/esposa/amiga, enfim, não troque os papéis.

A real é que tá todo mundo inseguro, assustado, com medo de se relacionar, com traumas, se sentindo rejeitado, não sabendo lidar com os probleminhas da cabeça, então vem cá, respira, conta até 3 e tamo junto, porque não é só com você.

Na minha opinião, a libertação das mulheres será possível através da libertação dos homens (um ajudando o outro, estamos no mesmo barco). Não é pelo ódio que iremos chegar à algum lugar. Foi o ódio por raças, gêneros, sexos que nos trouxe a essa crise existencial. O que causará a mudança no mundo é o amor, o acolhimento, a aceitação, o compreender, a empatia e a expansão da consciência.

Que fique bem claro aqui que eu não estou defendendo nenhum lado, esse é apenas o meu ponto de vista pois eu percebi que não estava falando mais para sexos e sim para seres humanos que sentem.

Para os homens: espero do fundo do meu coração que vocês consigam falar mais abertamente sobre esses assuntos nos seus grupos de amigos, trabalho, relacionamentos, família, e que tenham uma jornada linda!

CHEGA DE ESTABELECER PADRÕES SOBRE COMO HOMENS OU MULHERES DEVEM AGIR, NÃO FAÇA ASSIM, NÃO FAÇA ASSADO.
O padrão é ser você, é sentir, é integrar seu lado feminino e masculino, é amar, é viver, é ser livre!

Vou deixar aqui um documentário muito legal que fala sobre isso que eu gosto muito: O Silêncio dos homens. Vale super a pena!

Beijos, Carol ❤  

A Sabedoria do Eneagrama

Há algum tempo, a Carol solicitou um resumo de quem eu sou e isto me trouxe várias reflexões sobre mim mesmo, sobre as diversas máscaras que podemos identificar como nós mesmos, os diversos arquétipos de personalidade que existem e as diversas ferramentas que já utilizei para me conhecer melhor (Mapa Astral, Mapa Numerológico, teste Myers-Brigs, etc…). E no meio de tantos resultados (que são muito semelhantes), cheguei à conclusão que o Eneagrama fornece uma personalidade que condiz muito mais com a realidade do que todos os outros testes, não pela precisão, mas pela imprecisão e pela possibilidade de que nós não somos um tipo específico, mas somos todos ao mesmo tempo.

Os autores Don Richard Riso e Russ Hudson, explicam o funcionamento do eneagrama que é uma ferramenta que permite-nos identificar o tipo de personalidade base, não no sentido de valores e crenças, mas na forma como pensamos e reagimos às situações. O livro permite respondermos à 4 perguntas que , ao meu ver, são essenciais para o autoconhecimento: Quem eu sou? Onde eu estou? Por que eu estou onde estou? O que pretendo fazer sobre isso?

Eles também disponibilizam dois questionários que digitalizei e deixei para quem tiver interesse, o primeiro permite a identificação da sua personalidade com 70% de precisão e leva 5 minutos para se preencher: Questionário Riso-Hudson. O segundo teste possui várias questões que permitem identificar a porcentagem de cada personalidade que existe em nós mesmos (a personalidade que você obtiver mais pontos é a a sua personalidade no momento) e eu procurei simplificar para que vocês possam fazer quando tiverem um tempo e caso tiverem uma curiosidade de se conhecerem melhor (O original tem 144 questões e leva 45 minutos – esta versão tem 81 questões e deverá levar 30 minutos): Indicador Tipológico Via Eneagrama Riso-Hudson

Para cada tipo no eneagrama, foi identificado cada vício, cada paixão e até mesmo cada crença básica adquirida na infância. Além disso, o livro deixa claro a diferença entre a personalidade e a essência: é algo muito próximo da diferença da nossa alma e espírito, pois a personalidade é uma das facetas de nossa alma, é o nosso eu menor, e não representa o Eu maior que é a nossa verdadeira essência, nosso espírito. No geral, não vivemos nossa Essência porque estamos inconscientes de nossa personalidade, de nossas decisões automáticas e não conseguimos perceber o que faz parte do nosso ego e o que faz parte da nossa Essência. Este livro pode servir como um caminho. A simbologia e as características resumidas de cada tipo são os seguintes:

1. O Reformista

São pessoas acessíveis, sensatas, objetivas, moderadas, prudentes, com um senso de liderança natural, com forte identificação com a capacidade de avaliar, comparar, medir e discernir coisas e experiências. Têm resistência ao reconhecimento de tensões motivadas pela raiva, fazendo juízo de valores, condenando a si e aos outros.

Mensagem perdida da infância: “Você é bom”
Sinal de alerta: A sensação de ter a obrigação de cuidar de tudo sozinho.

2. O Ajudante

São pessoas amorosas, afetuosas, atenciosas, solicitas, gentis, carinhosas, com forte identificação com sentimentos motivados pelos outros e sentimentos baseados nas reações que despertam nas pessoas. Têm resistência em reconhecer os próprios sentimentos e necessidades e tendem a entregar aos outros o que para si tem mais valor.

Mensagem perdida da infância: “Você é querido”
Sinal de alerta: A convicção de que precisa convencer os outros de que está certo.

3. O Realizador

São pessoas admiráveis, desejáveis, atraentes, incomparáveis, eficientes, dotadas de moral com forte identificação em relação ao que percebe como admiração da parte das pessoas. Têm resistência em reconhecer os sentimentos de vazio e de auto-rejeição e tentam ser diferentes do que realmente são, estão identificadas com a máscara social.

Mensagem perdida da infância: “Você é amado pelo que é”
Sinal de alerta: O surgimento do impulso de buscar status e atenção.

4. O Individualista

São pessoas sensíveis, diferentes, singulares, conscientes de si mesmas, delicadas, intuitivas, que também passam a sensação de volúveis com relação às emoções e podem ser rotuladas facilmente como dramáticas. Têm resistência em reconhecer as qualidades positivas autênticas em si mesmo e a tornar-se como os outros, além de tender fazer comparações negativas.

Mensagem perdida da infância: “Você é visto como é”
Sinal de alerta: Apego aos sentimentos e suas intensificação pela imaginação

5. O Investigador

São pessoas perspicazes, curiosas, auto-suficientes, observadoras, alertas, objetivas, identificadas como frias e calculistas, dão a sensação de ser um observador frio e distante do mundo, e não parte dele. Têm resistência ao estado de presença e do estado físico, a sentimentos e necessidades, além de interpretar demasiadamente a própria experiência.

Mensagem perdida da infância: “Suas necessidades não são problemas”
Sinal de alerta: Fuga da realidade e refúgio em mundos e conceitos mentais.

6. O Partidário

São pessoas confiáveis, responsáveis, dignas de confiança, questionadoras com forte identificação com a necessidade de responder e reagir à ansiedade interior diante de uma falta de apoio recebida. Têm resistência ao reconhecimento de apoio e da própria orientação interior, dependendo quase sempre do apoio de algo exterior a si mesmo.

Mensagem perdida da infância: “Você está seguro”
Sinal de alerta: Dependência de algo exterior ao eu para orientação.

7. O Entusiasta

São pessoas entusiastas, donas de espírito livre, espontâneas, alegres, ávidas, sociáveis, que se identificam com a sensação da emoção proveniente da antecipação de futuras experiências positivas. Têm resistência ao reconhecimento do próprio sofrimento e da ansiedade, mas sempre procuram prever o que fará em seguida.

Mensagem perdida da infância: “Você não será abandonado”
Sinal de alerta: A sensação de que existe algo melhor em algum outro lugar (também conhecido como FOMO – Fear Of Missing Out)

8. O Desafiador

São pessoas fortes, assertivas, diretas, hábeis, ativas, tenazes, resistentes e independentes, com forte identificação com a sensação de intensidade decorrente da resistência ao desafio às pessoas e ao meio. Resistência ao reconhecimento da própria vulnerabilidade e necessidade de cuidados. Também tentam forçar ou controlar a própria vida na maioria das vezes.

Mensagem perdida da infância: “Você não será traído”.
Sinal de alerta: A sensação de precisar pressionar e lutar para que as coisas aconteçam.

9. O Pacifista

São pessoas tranquilas, relaxadas, estáveis, constantes, delicadas, naturais, fáceis de agradar com a sensação de estabilidade interior decorrente do distanciamento de impulsos e sentimentos intensos.Possuem resistência ao reconhecimento da própria força e capacidade e insistem em não se deixar afetar pelas próprias experiências.

Mensagem perdida da infância: “Sua presença é importante”
Sinal de alerta: Acomodação exterior aos outros.

É lembrado que os diferentes elementos que compõem o ser humano podem ser identificado na característica principal de cada tipo, pois cada tipo nos convida a viver por um objetivo mais sublime como o tipo 1; cuidarmos de nós mesmos e dos outros como o tipo 2; nos desenvolvermos e darmos um exemplo aos demais como o tipo 3; abandonar o passado e nos renovarmos com as próprias experiências como o tipo 4; nos observarmos e observarmos aos outros sem julgamentos nem expectativas como o tipo 5; ter fé em nós mesmos e confiar na bondade da vida como o tipo 6; celebrar com alegria a existência e compartilhar sua felicidade como o tipo 7; defender-se e defender aquilo em que acreditamos como o tipo 8; e levar ao seu mundo a paz e a cura como o tipo 9.

Este livro tem me ajudado muito no processo de autoconhecimento e autodesenvolvimento, pois dá várias dicas de como compreender melhor as pessoas à minha volta e, mais importante, tem me ajudado a me compreender melhor, me observar melhor. O livro deixa claro que toda a dinâmica de transcendência de nossa personalidade é um processo não linear, pois muitas vezes achamos que estamos crescendo espiritualmente e de repente levamos um “tropeção” que nos faz pensar que não adiantou de nada nossa percepção (tanta meditação); mas tudo isso faz parte da nossa jornada. Desejo de coração que esta matéria tenha ajudado a desenvolver seu interesse no autoconhecimento, desenvolvimento e compreensão.

Pedro Cruz.

Caso você queira comprar esse livro maravilindo, clique aqui.

Tá com medo do Sucesso?

Será que você sofre disso?

A princípio parece absurdo pensar que alguém pode ter medo do sucesso. Se você perguntar para qualquer pessoa na rua se ela quer ter sucesso, provavelmente a resposta seria SIM. Mas, se você perguntar se ela está disposta a pagar pelo preço desse sucesso (que muitas vezes é muito menor do que imaginamos) ela com certeza vai pensar bem mais antes de responder. Por incrível que pareça, o sucesso pode ser o maior medo do ser humano.

Lendo alguns livros que falam sobre isso, entendendo como o nosso sistema de crenças funciona, e até por conta de alguns atendimentos, comecei a perceber que é real, a gente tem medo mesmo do sucesso, mas não é um medinho não, é um MEDÃO. Medo de ser MARAVILHOSAMENTE, TERRIVELMENTE, ESTRONDOSAMENTE bem-sucedido. E sabe de onde vem esse medo? Vem da forma em que fomos estruturados e condicionados a pensar; socialmente, culturalmente e geneticamente.

Desde a infância, somos incentivados a não falar sobre nossas qualidades, habilidades e aptidões, mas sim, a olhar mais para os nossos defeitos, erros, e “coisas para melhorar”. (Existe uma linha tênue entre saber valorizar ajudando a crescer/construir e superestimar. É necessário sempre buscar o meio termo).

Algumas pessoas também conhecem esse medo pelo nome de: auto sabotagem, procrastinação ou resistência. Ficou mais familiar agora?
Sabe quando você começa a fazer algo que gosta, que te traz felicidade, que você está indo bem, tem sido reconhecida(o), conhece uma pessoa super maravilhosa na sua vida, a vida ta fluindo, e ai você ouve uma voz que diz: “pera ai, talvez não seja a hora ainda”, “melhor ir com calma”, “quanto maior o voo, maior a queda”, “tá tudo indo tão bem que logo algo de ruim pode acontecer”, “não se pode ter tudo”, “ou é feliz no amor, ou no trabalho”, e todo esse blá-blá-blá de crenças que você já tá acostumada(o) a ouvir, mas tem uma que é clássica e terrível: “É bom demais pra ser verdade.” altere esse pensamento para: “É bom demais e É verdade!”.

Se você ainda não se convenceu de que pode sofrer dessa síndrome terrível destruidora de pré candidatos ao sucesso, tire um tempo pra você, coloque o mundo no mute, fique sozinha(o), medite (se puder), e pergunte-se, SEM FILTRO, SEM SENSO:

  • O que é sucesso pra mim?
  • Qual o lado ruim do sucesso?
  • Esse sucesso afetaria meu relacionamento com minha família? Eles me sugariam/abandonariam ou apoiariam?
  • E com meu/minha parceiro(a)? Ele(a) entenderia? Se sentiria à vontade com isso? O que mudaria no nosso relacionamento?
  • E meus amigos? Continuariam comigo? Ou quem tem sucesso só atrai oportunistas?
  • Qual o preço do meu sucesso? Do que eu teria que abrir mão?
  • Qual o pior de me expressar e me mostrar para o mundo?
  • Se eu tiver sucesso, serei amada(o)?
  • Se eu tiver sucesso, continuarei sendo espiritualizada(o)?
  • Se eu tiver sucesso, ficarei perto de Deus? Ou ele só gosta dos “humildes”?
  • O que mudaria na minha vida se eu tivesse todo o sucesso que imagino?
  • Meus pais tiveram sucesso no que faziam (na sua opinião)?
  • Se eu fizer mais sucesso que os meus pais, continuarei sendo amada(o) por eles?
  • Se eu fizer mais sucesso do que minha família, continuarei me sentindo pertencente?
  • Se eu fizer sucesso, ainda terei tempo para mim? Para as pessoas que eu amo? Ou quem tem sucesso não tem tempo?

É muito importante destacar que sucesso é algo que muda de pessoa para pessoa. Não julgue o que o outro aspira como sucesso, muito menos o que você sente sobre isso.

Essas são algumas das muitas crenças que podem envolver o sucesso e você nem sabe. Essas perguntas podem ajudar a descobrir algumas delas. Pode ser também que existam crenças mais enraizadas, e seja necessário um aprofundamento maior para entender como identificar e ressignificar isso. Eu uso muito o ThetaHealing e recomendo muito pois ajuda demais! Tem outras técnicas que ajudam também: ho’oponopono, eft, entre outras, veja a que faz mais sentido pra você.

O sucesso envolve sim enfrentar o desconhecido, se abrir para o novo, perder algumas pessoas pelo caminho, sustentar um novo patamar na sua vida e abrir mão de algumas coisas para receber coisas ainda melhores, então por que tanto apego? Confie.

“O medo é uma bússola, é um sinal que você está no caminho certo, pois se não houvesse amor por essa escolha, não haveria medo”.

Steven Pressfield

Observe sua vida. Suas atitudes condizem com esse seu desejo de sucesso? Ou você tem cada vez mais se anulado para não ter o sucesso que você gostaria? Pegue o medo pelo braço e leve ele com você!
A criação, o universo, a Musa, Deus, seja lá o que for, quer se expressar a partir de você, através de alguns talentos que só você possui, permita emanar toda essa expressão do seu ser, seja como for! Faça o divino se orgulhar de sua obra.

Sabe aquele projeto guardado na gaveta que só de pensar seu coração se enche de felicidade? Invista seu tempo e sua energia nele, você pode se surpreender com os resultados desse investimento 🙂

Espero que esse texto ajude e sirva de reflexão, caso queira se aprofundar um pouco mais nesse assunto, recomendo 2 livros que para mim, foram incrivelmente transformadores: “O caminho do artista” e “The war of art” Valem muito a pena!

Beijos, Carol ❤

#medo #medodosucesso #sucesso #thewarofart #ocaminhodoartista #livros #autoconhecimento

A Mente Acima do Dinheiro – O impacto das emoções em sua vida financeira

Gostaria de falar sobre algo que considero o último tabu da humanidade: o dinheiro. Porque o último tabu? Porque percebo que as pessoas são capazes de falar das coisas mais íntimas, mas têm medo e até mesmo vergonha de falarem sobre o dinheiro, principalmente no Brasil. E foi pensando nisso, que resolvi compartilhar alguns assuntos do livro “A mente Acima do Dinheiro” dos autores Brad Klontz e Ted Klonts (Pai e Filho).

Os dois autores, psicoterapeutas, têm experiência com consultoria, coaching, aconselhamento de casais e indivíduos que lutam com problemas relacionados ao dinheiro. Demonstrando através de histórias pessoais e histórias de seus clientes, como essa energia amplificadora (ao meu ver) pode afetar nossas vidas, mostra que tudo está intimamente relacionado aos preceitos que adquirimos no decorrer das nossas vidas, principalmente durante nossa infância.

Na minha vida, comecei a ter algum relacionamento com o dinheiro desde muito jovem, quando minha avó paterna começou a nos dar moedas sempre que íamos visitá-la. Obviamente que nunca tive muita consciência disso, mas muitas das vezes acabava indo ver minha vó apenas porque ela nos dava dinheiro que, muitas vezes, eu guardava para comprar algo no futuro, pois meus pais não tinham muita condição financeira na época. Uma vez, pouco tempo antes de falecer, minha vó falou de forma alterada conosco que nós (eu e minha irmã) só queríamos vê-la por causa do dinheiro e aquilo me tocou profundamente porque provavelmente era algo verdadeiro e, este “trauma” acabou que me influenciou bastante na forma como lido com o dinheiro hoje em dia.

Outra coisa que percebo em minha família, é como o dinheiro nos deixa apreensivos e estressados, a ideia de gastar mais do que se ganha é algo que causa briga entre as pessoas da minha família. Mas em contrapartida, existe uma resistência em guardar dinheiro, pois existem preceitos (ou crenças) de que o “dinheiro não traz felicidade”, que “o rico não entra nos céus” e até mesmo “os ricos não são honestos”. Dessa forma sempre cresci num ambiente com muitas ideias conflitantes de amor e ódio sobre o dinheiro. [Acredito que, muitas outras pessoas também se identificam com isso]*.

Os autores defendem que quando surgem as dificuldades é que os preceitos financeiros se tornam um problema, porque deixamos o nosso inconsciente tomar o controle, pois os velhos sentimentos e preconcepções sobre o dinheiro podem se infiltrar na nossa mente, mas se soubermos identificar esses preceitos, e nos separar deles, e se conseguirmos reescrevê-los podemos aprender a nos adaptar a quaisquer desafios que surjam.

O livro fala que o trauma é uma energia emocional que pode ser destrutiva se não for descarregada de forma segura. E aqui, tocamos em outro “tabu” tão complexo quanto o assunto dinheiro que é a expressão de nossas emoções, pois a nossa sociedade ocidental não tem a cultura de lidar com as emoções principalmente traumáticas e, como consequência, acabamos adoecendo e repetindo padrões que estão intimamente ligados a determinado trauma, mas não temos consciência disso (e muitas vezes nem temos interesse em procurarmos ajuda psicológica).

Pessoalmente, acredito que através da expressão de meus sentimentos internos, nas terapias, que pude identificar padrões referente à relação com minha família e as pessoas à minha volta devido às experiências que tive quando estava com aproximadamente 3 anos de idade: basicamente eu sentia uma carência de afeto por conta da morte do meu vô e nascimento da minha irmã. Ter conscienciência desta falta na infância me ajudou a compreender a mim mesmo e, de certa forma, me ajuda a manter o equilíbrio emocional hoje em dia, pois quando estou ansioso volto no momento em que me senti mais solitário e acolho aquela criança, de forma a deixá-la saber que eu a vejo e tenho ciência do que ela passou, o que me traz um sentimento de plenitude, calma e paz no momento presente.

“Outra forma de lidar com o trauma, no caso financeiro, é imaginar o incidente a partir do ponto de vista de outra pessoa. O que ela tinha em mente? Onde estava a sua motivação ou intenção? Sabendo o que sabe hoje sobre o passado daquela pessoa e o que ele ou ela enfrentava na época do acontecimento, será que compreende melhor o que pode ter provocado seu comportamento? Isso faz com que você saia do papel de vítima indefesa e restaure um sentimento de vontade. Também o ajuda a perceber quais aspectos do acontecimento que você não pode controlar; portanto, você pode parar de se culpar.”

Por fim, gostaria de compartilhar um dos exercícios que o livro propõe chamado “o ovo do dinheiro” que pode nos ajudar e muito com relação aos nossos traumas financeiros:

  1.  Em uma folha de papel branco desenhe uma figura no formato de um ovo;
  2.  Pense no momento mais remoto de sua vida que consiga se recordar. Qual é a experiência como dinheiro mais antiga, dolorosa, agradável ou digna de nota que você pode se lembrar? Segure a caneta ou lápis em sua mão não dominante (ou seja, se você é destro, use sua mão esquerda e vice-versa). Isso ajuda a suprimir seu cérebro racional e encoraja o lado emocional. Pense em sua primeira experiência e desenhe símbolos ou uma simples cena para representar esse acontecimento;
  3. Como feito anteriormente, pense na experiência seguinte que consegue recordar. Ela deve estar relacionada ao dinheiro e pode ser agradável, dolorosa ou de alguma forma marcante, e desenhe como fez com a primeira. Ao continuar desenhando com a mão não dominante e segmentando os símbolos, seu ovo começará a ficar semelhante a uma colcha de retalhos. Finalmente, no topo do ovo desenhe a lembrança mais recente que queira ilustrar. Ela pode, mas não precisa ser, algo de sua vida no presente. Você deve, pelo menos, ir até o início de sua vida adulta;
  4. Volte à base do ovo com a memória mais antiga e avalie cada seção. Recorde com o máximo de detalhes a situação e os acontecimentos. Usando sua mão dominante desta vez, escreva uma palavra ou frase que resuma suas emoções em resposta a cada uma delas. Se não sente nada em especial, imagine a cena com uma pessoa querida em seu lugar. Escreva os seus sentimentos ao observar o acontecimento com aquela pessoa.
  5. Começando novamente na base do ovo, crie uma lista de “lições” que tenha aprendido sobre o dinheiro com base nestas experiências. É provável que você perceba alguns preceitos financeiros já identificados antes e, talvez, alguns totalmente novos.
  6. Avaliando o quadro como um todo, complete rápido esta frase:”A moral da história sobre o dinheiro na vida desta pessoa é…”.

Esse exercício foi criado para ajudar a identificar e começar a lidar com os seus preceitos financeiros limitantes e destrutivos. É recomendável conversar sobre o assunto com um amigo de confiança, mostrar a um terapeuta ou conselheiro. Eu particularmente recomendo o thetahealing para identificar as crenças limitadoras e possibilitar a substituição por crenças que poderão ajudar a prosperar.

Acredito que tanto a educação sobre a inteligência emocional como a inteligência financeira deveriam ser matérias ensinadas no ensino fundamental, pois esses dois assuntos são o que realmente levamos para o resto das nossas vidas e a maioria da pessoas em nosso país encontram dificuldades nessas áreas.

Desejo de coração que esta coluna tenha contribuído para seu autoconhecimento, te ajudado a refletir sobre a situação emocional e financeira na sua vida e que possa te ajudar a prosperar com muito mais consciência, felicidade e paz!

Pedro Cruz.

Gostou desse livro e quer pra você? Clique aqui.

Obs: []* – Adicionado por Carol Rocha.

FUJA DESSES 4 TIPOS DE CARAS

Eu não gosto de enquadrar as pessoas em estereótipos (não mesmo), mas pra falar sobre esse assunto, não tinha outro jeito. Então, juntei comportamentos que eu observei em alguns homens e gostaria de compartilhar para ajudar as amigas.
Obs: Se você for homem e se identificar com algum desses comportamentos, apenas mude. Obrigada.

1 – O Businessman
Sabe aquele cara que parece que você ta saindo com um meeeeeeeeega empresário porque ele NUNCA tem tempo pra sair com você? É aquela puta enrolação pra marcar algo, ele tá sempre trabalhando muito, mas sempre arruma um tempinho pra ir pro bar com os amigos. Agora pra sair com você… não tem tempo, (ta cansadinho de tanto trabalhar). Esse é um tipo que você tem que descartar logo de cara, pra evitar dor de cabeça, vai por mim.

2 – O Antibiótico
Outro tipo que eu não tenho a menor paciência!
Sabe aquele cara que responde a cada 12 horas? Pois é, você já até esqueceu o que falou, não tem um diálogo, não flui sabe? Por mais que você tente, você percebe que não vai. É claro que, ninguém tem que responder prontamente, (eu mesma não consigo fazer isso), mas também, não precisa responder 3 dias depois, 1 semana… Enfim, apenas pare.

3 – David Copperfield
Para quem não sabe, David Copperfield é um ilusionista. E é esse tipo de homem que você deve fugir também, o que gosta de iludir. Sabe aquele cara que faz planos e planos mas nunca tem tempo pra te ver ou pra falar com você? FOGE. Aquele que some e reaparece sempre que você decide que vai seguir sua vida? FOGE. Aquele que sempre tem uma ótima desculpa na ponta da língua para justificar as mancadas? FOGE.

4 – O Zumbi
E por fim, mas não menos importante, o homem zumbi. Esse é aquele cara que você acha que morreu, nem se lembra mais dele, sabe nem por onde anda mais, e ai ele RESSURGE das cinzas querendo te comer. Fica espertaaaa! Esse é furada bino na certa!

Claro que, existem exceções né, e nem sempre você vai conseguir identificar esses tipos de cara. E se você pensa: “Ah mas não quero nada com ninguém e tá tudo bem se for assim.” Eu suuuper respeito, mas infelizmente o que eu vejo é bem diferente, vejo mulheres super legais, divertidas, querendo um cara super legal e só se envolvendo com esses tipos ai que se juntar tudo não da 1.

Eu sei que pode doer o que eu vou falar aqui, mas se um cara tem interesse em você, ele vai demonstrar isso, se ele quiser estar com você, você vai sentir, ele vai deixar claro, sem enrolações, sem essa patifaria toda, então fique atenta aos sinais e não aceite menos do que você realmente quer!

Beijos, Carol ❤

A Ciência da Felicidade

Eu gosto muito de conversar sobre os livros que estou lendo, e senti de compartilhar os ensinamentos e minha visão sobre o livro “The How of Happiness” (“A ciência da felicidade“) da Autora Sonja Lyubomirsky. Nesse livro, são fornecidas instruções, (com provas científicas) de como aumentar o nível de felicidade e até ajudar algumas pessoas que podem estar no caminho da depressão.

A autora mostra muitas das vantagens da felicidade e como ela funciona diferentemente para cada ser humano, em seguida, apresenta alguns questionários que nos remete à pergunta: “Você está feliz?” e nos permite checar nosso progresso com relação à felicidade:

Teste para verificar sua escala de felicidade.

Questionário de Oxford sobre felicidade

Teste para verificar sua escala de Depressão

Após conhecermos melhor nossos níveis de felicidade e até mesmo escala de depressão, são apresentadas algumas atividades das quais o leitor poderá escolher duas que se sentir mais confortável para praticar consistentemente para aumentar a felicidade. Cada atividade daria um post, mas vou procurar expor o que tirei de essência de cada uma:

1 – Expressar gratidão.
Quando expressamos a gratidão, (seja pessoalmente, por carta ou por telefone) nos sentimos melhores. É uma forma de vermos as coisas boas, tanto ao nosso redor quanto nas pessoas próximas a nós. O efeito de apenas escrever uma carta de gratidão ajuda muito no aprimoramento de nossa felicidade.

2 – Cultivar otimismo.
O otimismo é cientificamente comprovado como sendo uma forma de nos sentimos melhores, pois definimos metas para nós mesmos e nos sentimos bem durante todo o processo para alcançarmos os nossos objetivos. Uma forma de praticar o otimismo é através de um diário onde podemos visualizar e colocar no papel como nos vemos daqui a um, dois, 5 e até 10 anos. Outro exercício proposto pelo livro seria um diário indicando as metas, bem como as sub-metas, e objetivos a serem alcançados.

3- Evitar pensar demais e evitar comparações sociais.
O pensamento excessivo causa a procrastinação que é o oposto da decisão, mas após tomarmos a decisão não podemos esperar resultados semelhantes à outras pessoas, pois somos únicos e teremos resultados únicos. O livro ilustra vários exemplos onde o pensamento excessivo e a comparação se tornam danoso à nossa saúde mental.

4- Praticar atos de bondade.
Praticar a bondade nos energiza de forma que nos sentimos provedores de algo útil para o próximo, nos alegramos ao ajudar a quem precisa, ao prover os necessitados, ao ajudar os doentes, quando visitamos os solitários, quando ajudamos a quem pede ajuda e contribuímos para a comunidade, pois esta colaboração é o que nos fez chegarmos onde estamos como sociedade e até mesmo como seres humanos.

5- Nutrir relacionamentos sociais. 
Através da comunicação podemos expressar nossas admirações, apreciações e afeições o que nutre os nossos relacionamentos. Além disso, também é importante nos interessarmos pelos assuntos das outras pessoas, o que cria uma maior conexão e é através da conexão e da percepção do outro que podemos administrar melhor os conflitos e atritos.

6 – Conhecer estratégias para lidar com as adversidades.
Saber lidar com os problemas é uma forma de sermos mais felizes, pois já estamos mais preparados para determinadas situações. É claro que essa sabedoria é adquirida através da experiência e, muitas vezes, não sabemos lidar com os problemas na primeira vez que enfrentamos… Mas é possível criarmos estratégias para quando tivermos que resolver as situações. Planos como: concentrar esforço em fazer algo sobre o que está acontecendo; fazer o que tem que ser feito, passo a passo; criar um plano de ação; ouvir conselhos de outras pessoas.

7 – Aprendendo a perdoar.
Uma das formas de conseguirmos perdoar é imaginando as situações em que fomos perdoados. Como é bom nos sentirmos pertencentes novamente! Como nos sentimos satisfeitos quando alguém verdadeiramente volta a nos considerar como amigos ou quando alguém realmente nos tira a culpa, nos sentimos acolhidos, considerados, aliviados; não seria bom dar esta sensação àqueles a nossa volta?

8 – Aumentar as experiências de fluxo.
O fluxo (momentos que nos envolvemos tanto que 4 horas parecem 15 minutos) nos proporciona a felicidade porque traz a sensação de prazer e realização, e a alegria que você obtém geralmente é duradoura e consistente. Fluxo nos dá um “barato” natural, que é diferente dos “baratos” artificiais ou outros tipos de prazer, é uma experiência positiva, produtiva, e controlável que não nos causa culpa, vergonha ou outro tipo de dano ao nosso “Self” ou à sociedade como um todo.

9 – Aproveitar/ saborear cada alegria na vida.
Pesquisas indicaram que pessoas capazes de saborear os momentos da vida (com presença e gratidão) são mais autoconfiantes, extrovertidas, gratas e menos desesperançosas e neuróticas. Aqueles capazes de aproveitar o momento presente – que apreciam as coisas boas e os bons sentimentos – são menos propensos a experienciar depressão, estresse, culpa e vergonha.

10 – Comprometer-se com seus objetivos
Basicamente tudo está relacionado ao que definimos nas nossas vidas como objetivos e metas. Acredito que todos nós temos um propósito de vida nesta realidade e quando estamos fazendo o que está alinhado com nossos propósitos nos sentimos no fluxo, nos sentimos realizados. É inegável que, quando alcançamos uma meta almejada, definitivamente nos sentimos mais preenchidos, realizados e felizes e é por isso que o livro também recomenda subdividir nossas metas de forma que a cada pequeno passo conseguimos nos sentir mais felizes.

11- Praticando religião/ espiritualidade.
Pessoalmente a religião é a própria prática da Felicidade em todos os momentos, é estar consciente de que Deus está em todas as coisas em todos os momentos independente do grupo religioso, mas estar consciente do Amor incondicional, consciente de Deus, já é praticar a Religião (que o livro descreve como espiritualidade). Além disso, o agrupamento religioso pra mim é a prática da espiritualidade, pois é um momento em que todos estão focados em sentir a presença divina do Amor, pra mim é como uma meditação coletiva poderosa onde deixamos os problemas da vida terrena e procuramos estar mais conectados com a vida espiritual.

12 – Cuidando do corpo.
As 3 formas de cuidar do corpo (meditação/ exercícios físico/ postura de alegria) são, pra mim, complementares entre si, pois a meditação nos auxilia a cuidar da mente, nos permite maior foco e melhora o sistema imunológico; Os exercícios físicos ajudam a diminuir o estresse e tratam a depressão melhor que medicamentos (indicado por pesquisas), e a postura ereta juntamente com um sorriso no rosto gera neurotransmissores que contribuem para a alegria e felicidade.

Se eu pudesse inserir felicidade no coração de cada um eu o faria, e esta foi uma forma que senti de contribuir para expor as diversas formas que podemos ser mais felizes e, quem sabe, tocar o coração de alguém que está se sentindo infeliz. Acredito que encontrar a melhor forma de ser feliz também faz parte da Vida e recomendo que todos façam o teste e analisem com carinho qual atividade ajudaria a melhorar o seu nível de felicidade e, por favor, procure ajuda se você encontrou níveis de depressão elevado. Se você quer dar algum testemunho ou sente de contribuir de alguma forma para a matéria, fique a vontade.
Da minha parte,  escrever esta matéria me ajudou a me sentir mais realizado e feliz. Agradeço de coração a oportunidade dada pela Carol.
Muita Paz, Amor e Felicidade.

Pedro Cruz.

Dedo podre, eu?

Entenda o que está por trás de suas (“más”) escolhas!

Com esse termo tenho certeza que todos nós estamos familiarizados, maaas o que muitos não sabem é o que está por trás de tudo isso.

Agora, se você está aqui pensando: “vou ler esse texto mas tenho certeza que não sou dedo podre, mesmo que eu só me relacione com estrupícios que não me dão o mínimo valor.” Saiba que eu também já passei por essa fase, mas calma miga, tem cura, vem comigo!

Há uns anos, estava eu, em um barzinho conversando com um amigo muito querido, explicando como mais uma vez tinha me decepcionado em uma relação que tinha chegado ao fim. Esse meu amigo, estava em um relacionamento de uns 5 anos na época, e eu estava numa fase bem desacreditada dos homens, eu acreditava que todos traiam e que nenhum prestava, mas esse meu amigo sempre me provou o contrário (assim como vários outros amigos), por isso eu amava conversar com ele. Papo vai, papo vem, ele me olhou e disse: “Nossa Cá, eu não entendo, você é bonita, é gente boa, por que será que tem esse dedo podre?” Nessa hora, eu quase cai pra trás. Eu? Dedo podre? Até parece! Afinal, os homens que não prestavam, eu não tinha responsabilidade sobre isso. Decidi mudar o assunto.


Naquela época eu não entendia direito o que estava acontecendo, mas hoje, eu percebo que essa é a primeira fase de uma dedo podre: A negação da realidade. Eu simplesmente não conseguia enxergar que pudesse haver algo de errado nas minhas escolhas. Eu achava que era normal, afinal se tratava de “homens”, né?
E ai você acha que depois dessa conversa com meu amigo, eu me toquei, tudo fez sentido na minha vida e eu comecei a terapia? NÃO. Continuei me envolvendo e quebrando a cara, e só uns 2 ANOS depois (acredite), eu comecei a perceber um padrão nos meus relacionamentos e que tinha algo de errado.

Bom, pra quem não sabe, apesar de ter mudado de profissão, eu sou bacharel em Sistemas de Informação, uma faculdade de exatas, e eu sempre fui muito analítica e racional, então vou ensinar uma equação muito simples, aproveita e faz a sua ai:

Ex: SE X+2=10       LOGO X=8   
Fácil, né? Agora levando pra vida real:
SE eu que escolhia os caras que eu me relacionava LOGO existia algo de errado nas MINHAS escolhas e a responsabilidade das minhas escolhas, era minha.
Parece muito simples, e é, mas poucas pessoas percebem isso

E a partir desse momento, as coisas começaram a fazer sentido.
Eu já estava exausta, não aguentava mais passar por decepções e frustrações, não aguentava mais chorar toda vez pelos mesmos motivos, eu percebi que precisava de alguma ajuda.
Então depois da negação, da raiva, da tristeza, veio a aceitação da responsabilidade por minhas escolhas. A partir do momento em que você assume responsabilidade por suas escolhas e para de culpar os outros, sua vida muda. Eu parei de falar: “não deu certo porque ele não quis”, “ele era isso, era aquilo”, e comecei a pensar como eu poderia mudar tudo isso. É claro que, existem diversos fatores numa relação, e eu acredito que seja 50% de responsabilidade pra cada, mas eu não podia negar o fato de viver um padrão, era sempre a mesma história, só mudavam os personagens.

E ai sim, comecei um processo profundo de autoconhecimento, fui procurar ajuda em livros, blogs, vídeos no youtube, e foi ai que ouvi falar sobre o ThetaHealing, na hora eu senti que era o que eu devia fazer, fiz uma sessão, e percebi uma mudança de percepção sobre as coisas. Eu gostei tanto desse assunto, que decidi fazer vários cursos, no começo era para me ajudar mas depois de um tempo comecei a atender e ajudar outras pessoas também 🙂

Mas sabe o que eu descobri que foi a grande virada de chave?
Que as nossas escolhas são baseadas nas nossas crenças, ou seja, você atrai aquilo que você acredita para confirmar suas crenças. A maioria das nossas crenças, são formadas na infância, tendemos a repetir os exemplos que vimos, por pura inconsciência mesmo. Na minha infância, eu sempre via muitas coisas ruins nos relacionamentos; abusos, brigas, conflitos, e isso me fez desenvolver vários tipos de medos, acabava escolhendo os sujeitos que estavam naquela mesma sintonia, e que estavam ali para confirmar o que eu acreditava sobre os homens e sobre relacionamentos.

AI SIM, entender isso mudou minha forma de me relacionar por isso, eu vou fazer meu jabá aqui, porque eu sei que pode ajudar muita gente, façam theeeeetahealing, meditação, peçam ajuda, procure algo que possa te dar uma luz sobre o que você está escolhendo pra sua vida nesse momento.

Sabe aquele amigo lá do início? Ele também me disse que eu não merecia passar por isso, hoje eu faço o trabalho que faço porque acredito que ninguém mereça passar por isso. Quero levar mais informação para o maior número possível de pessoas, pois você se cuidar e se amar em primeiro lugar, te permite dizer não para abusos, situações  e pessoas que querem apenas te sugar.

Mas lembra que é um  processo tá? Talvez você não acorde amanhã já fazendo boas escolhas, demora um pouco, mas eu garanto que é possível, se até eu consegui (com muitos traumas envolvidos), qualquer pessoa consegue. Isso significa que estou totalmente livre de nunca mais passar por essas coisas? Não posso afirmar. O que eu posso afirmar é que hoje eu sei escolher melhor com quem dividir minhas histórias, medos, anseios, e até mesmo minha vida. Talvez eu seja só uma dedo podre em processo de recuperação ou talvez eu já tenha superado isso 🙂

Ficou com alguma dúvida ou tem alguma sugestão? Deixa nos comentários.
Beijos, Carol ❤

#Thetahealing #terapia #meditação

É preciso aprender a desaprender para reaprender.

Umas das coisas que tenho notado nesse processo de autoconhecimento, é a necessidade que se faz em aprender a desaprender para reaprender. Comecei a perceber isso, quando entendi que muitas das coisas que eu acreditava e fazia, baseavam-se em condicionamentos que me foram impostos.
O que acontece é que nós raramente nos questionamos sobre as coisas. Achamos que se está assim é porque é assim e fim de papo, mas não é bem isso.

Para exemplificar melhor, quero te fazer uma pergunta:
Você acha que crianças são criativas, sonhadoras e imaginativas? Provavelmente sim, né?
E os adultos, são criativos,sonhadores e imaginativos?
Pode até ser que você conheça uns por ai que sim, mas são poucos (imagino eu). E você acha que os adultos já foram crianças? 🙂 Pois é!! O que será que aconteceu no meio do caminho então? Se nós éramos criativos,sonhadores e imaginativos, por que bloqueamos isso?

A verdade é que nós já nascemos fora da caixa, mas foram tantos condicionamentos que fomos colocados dentro dela.

O que eu acredito que aconteça, é que esses mesmos adultos não criativos que nos ensinaram a ser como eles, são filhos de outros adultos não criativos também. Fomos ensinados que trabalho é coisa séria, que adultos são sérios, sempre ocupados, na correria (e falam como se fosse algo bom) cheios de reuniões desnecessárias e problemas psicossomáticos. Já as crianças; são sonhadoras, criativas… Os adultos… Não! Precisam ser “pé no chão” ou “realistas”. É claro, não estou dizendo que não tenhamos que pensar nos nossos atos, ou sair fazendo coisas desenfreadamente sem pensar antes de agir. NÃO É ISSO, mas tudo é uma questão de aprender a equilibrar esses dois lados dentro de nós.

“O mundo se tornou adulto demais”

O Pequeno Príncipe.

Desaprendemos a amar, imaginar, sonhar… Por isso, precisamos aprender a desaprender, ou seja, aprender a retirar todos esses filtros que impedem que vejamos a nossa verdade, e reaprender sobre o que é ser criativo, sobre amar, sonhar, imaginar... E o lado bom da história, é que fica muita mais fácil aprender quando lá no fundo, você já sabe!

“Muito mais difícil do que lembrar, é esquecer”

Rubens Alves

É preciso enxergar as coisas com o mesmo olhar de uma criança quando está aprendendo algo novo; totalmente presente, interessada, atenta, sem julgamentos.

Vou recomendar alguns exercícios que me ajudaram muito nesse processo profundo dentro de mim:

1- Faça uma lista de 5 coisas que você amava fazer quando era criança.
2- Tente se lembrar o que te falaram quando você contou pra alguém sobre essas coisas.
3 – Observe como você se sente e o que deixou de fazer por conta de julgamentos externos.

Além também da meditação que me ajuda muito e claro, o thetahealing que vem pra quebrar várias crenças e bloqueios, recomendo muito o filme pra “O Pequeno Príncipe”. No filme, esse assunto é abordado de uma forma maravilhosamente profunda.

Espero que tenha ficado fácil de entender mesmo sabendo que se trata de um assunto complexo.

Deixa um comentário se isso faz sentido pra você.
Beijos, Carol. ❤

5 coisas que ninguém te conta sobre morar sozinha(o)

Morar sozinha(o) não é nem de longe a tarefa mais fácil, mas o que mais me chamou atenção é que tudo que eu pensei que precisava saber, eu não precisava, e tudo que eu nem imaginava que precisa, eu tive que aprender.

Sabe aquelas coisas que a gente ouve falar por ai?: “Se você nem sabe cozinhar, como quer morar sozinha(o)?”, “Se você tem medo de matar barata, como quer morar sozinha(o)?”, “Você não lava nem seus pratos, não sobreviveria um dia morando sozinha(o)” Já ouviu alguma dessas frases ou similar? Eu ouvia todas e muito mais! Mas a real é que essas coisas se tornam apenas detalhes diante de tudo o que estava por vir, pois hoje, com google, dá pra se virar bem! Mas ninguém te fala sobre o outro lado da vida sozinha(o)! E é sobre isso que vamos falar

1- Tá realmente disposta(o) a assumir a responsabilidade?

Pois é, a vida quando se quer morar sozinha(o) se torna mais desafiadora. Todas as decisões são de sua responsabilidade. Mesmo que você ouça conselhos, a decisão continua sendo sua. Você tem que ir atrás de absolutamente tudo o que quiser fazer e é bom estar preparada(o) para os imprevistos que podem acontecer. É claro que, dependendo do seu caso, talvez você ainda possa contar com a ajuda de sua família, mas eu sempre tive uma coisa muito certa na minha cabeça: “Eu escolhi isso, eu irei arcar com a responsabilidade por mim mesma”. Não estou dizendo que a gente não pode pedir ajuda, claro que pode, e muitas vezes, até deve, mas isso não pode ser um hábito. Aprenda a resolver as coisas por si e arcar com as consequências de suas decisões.

2- Prepare-se emocionalmente para os dias de solidão e carência.

Esse tópico dava pra fazer um post só pra ele.
Tem dias (principalmente no começo) que a gente sente uma solidão enorme, é uma falta de nós mesmas(os) que parece que está faltando uma parte do nosso coração. Demorou pra eu entender a diferença entre solidão e solitude e como não deixar minha carência falar mais alto. Acabei por vezes me aproximando de pessoas que não me faziam bem, era só pura carência mesmo. Foi, e continua sendo um processo. Tem dias que da vontade de acordar e ter alguém ali, e tem dias que você ama acordar e estar só com os seus gatos. A vida é assim mesmo, aprenda a lidar com isso.

3- Aprenda a se organizar.

Minha musa inspiradora da organização! Marie Kondo ❤

Eu nunca fui muito bagunceira, mas também não era muito organizada quando morava com minha vó, mas hoje eu sou a organizada da turma! E eu amo organização! Quero em breve fazer posts falando mais sobre isso.
E isso não significa que eu seja a chata, louca, e que na minha casa tá tudo sempre organizado. NÃO, mas isso significa que TUDO, TUDO tem seu devido lugar, mesmo que não esteja lá no momento. O grande segredo da organização é que ela tem que se expandir para outras áreas da sua vida, você precisa ter as contas organizadas, registros, papelada, enfim, tudo o que for necessário. E o mais importante: organização te faz ter mais TEMPO e tempo é a coisa mais valiosa que nós temos hoje.

4- Errar e continuar, mas nunca parar.

Você vai cometer tantos erros que as vezes vai se sentir a pessoa mais tapada do mundo, mas me escuta bem: tá tudo bem! Eles estão te moldando e te ajudando a crescer, então ao invés de ficar de mimimi, perceba o que está aprendendo e bola pra frente! Isso vai passar.

5- É menos assustador do que parece.

Eu nunca vou me esquecer de todos os medos que eu tinha sobre morar sozinha: “como vou me sustentar?”, “e se não der certo?”, “o que eu vou comer?”, “como vou sobreviver?”. E posso falar? Depois de um tempo, você percebe que nada disso acontece. Pra ser bem sincera, o seu maior monstro estará dentro da sua própria mente, você terá que aprender a lidar com ela pra não enlouquecer. Com planejamento, ação e boa vontade você consegue realizar muitas coisas. Não é um bicho de sete cabeças por mais que muitas pessoas tentem te convencer do contrário, a real é que como seres humanos, nós sempre daremos um jeito. Tudo o que eu citei aqui, foram habilidades que eu fui desenvolvendo e que você pode desenvolver também 🙂

Ficou com alguma dúvida ou quer ver algo novo por aqui? Me manda nos comentário, eu vou amar!

Beijos, Carol ❤

Você ainda vai agradecer por não ter dado certo

Eu sei que muitas vezes idealizamos coisas, pessoas e situações que acabam nos decepcionando pois nem sempre saem da forma que a gente esperava. Como diria o querido Gasparetto: “Não é porque as coisas não estão acontecendo do jeito que você gostaria, que elas não estão dando certo”. Quero contar uma história que aconteceu na minha vida que vai ilustrar bem isso.

Eu estava fazendo estágio em TI, mas queria ir para uma nova empresa que tivesse mais desafios e oportunidades.
Um dia, recebi uma ligação para fazer uma entrevista de emprego em uma área que eu queria muito (redes). No dia da entrevista final, eu e o entrevistador estávamos em um papo super bacana, até que ele falou: “Poxa, adorei muito seu perfil, mas eu acho que essa área é mais para homens, né?” Eu fiquei muito surpresa, pensei que estava me candidatando a uma vaga em TI, e não a uma vaga em TI para homens. Acho que respondi algo do tipo: “Eu entendo que hoje existam mais homens nessa área, mas acredito que eu também possa fazer esse trabalho.” Depois disso, nem lembro mais o que ele falou, acho que estava tão chocada que apaguei da memória. Eu fui embora arrasada, nunca pensei que talvez não me contratariam por eu ser mulher em uma área dominada por homens. Voltei triste, desanimada e um pouco abalada, mas sabe o que eu fiz? Persisti mais ainda! Era o que eu queria e não importava o que aquele SER HUMANO DE LUZ (pra não falar outra coisa) me dissesse.

Um tempo depois, recebi uma ligação de uma outra empresa, falando sobre uns testes para uma vaga também na área de redes. A hora que cheguei para fazer os testes, tinha uns 10 homens para fazer também, eu logo pensei: “Não terei chances”, mas mesmo assim, fui lá e fiz, da melhor forma que eu podia fazer.
Passei nesses testes e fui selecionada para a etapa seguinte, e um tempo depois, recebi uma ligação falando que eu seria contratada! Foi uma sensação incrível, eu fui a primeira mulher a estagiar lá nessa área, e posso falar? Foi maravilhoso descobrir que, apesar de ter ficado muito chateada com o que tinha acontecido antes, eu não desisti do que eu queria, fui atrás e continuei mesmo que às vezes eu pensasse: “Talvez seja melhor escolher outra coisa”.

Claro que existiram diversos desafios dentro dessa empresa, não foi nada fácil no início, mas ao mesmo tempo, foi o lugar que eu mais cresci, mais aprendi, conheci pessoas incríveis, o salário era quase o dobro do que a empresa que não me contratou oferecia, era uma multinacional, e só depois eu parei pra pensar no quanto eu estava grata por não ter conseguido o outro estágio, é claro que eu não sei como teria sido lá (e agradeço por isso), mas eu amei exatamente como foi. Foi a empresa que eu fiquei por mais tempo, e tive o prazer de ouvir do meu chefe quando estava me efetivando que eu fui a melhor estagiária que havia passado por ali, que até ele ficou com receio no início de me contratar e eu não aguentar o tranco, mas ele se surpreendeu.

Muitas vezes, olhamos o que “perdemos” e não enxergamos o que ainda podemos conquistar. E podemos levar para diversas áreas da vida, já passei por isso em relacionamentos também, perdi as contas de pessoas que saíram da minha vida em um momento que eu queria muito que ficassem. Hoje, olhando pra trás eu penso: “Ainda bem que não deu certo”.
O universo sempre conspira a nosso favor. Muitas vezes, ele só quer nos dizer: “Tenho algo melhor pra você lá na frente, mas você ainda não consegue enxergar. Você confia em mim?” E é nessa hora que não vale a pena se apegar ao sofrimento, solta (de coração), confia! Confia que existirá um emprego que te realizará mais, confia que existirá um outro relacionamento (pessoas vem e vão), enxergue que nem sempre as coisas acontecerão da forma que a gente quer, e que tá tudo bem mesmo assim! É importante entender o tempo das coisas, e não to falando para deixar a Deus dará, mas entender que talvez não seja ali, não seja agora, não seja daquele jeito. Talvez seja muito melhor do que sua mente limitada pensou, continue em busca do que você quer!

Eu enfreitei muitos desafios na minha vida, pois eu sempre quis o que era certo pro meu coração, não importasse o quanto eu tivesse que me dedicar à isso. Eu sempre penso: “Queira o que é certo (pra você), não o que é fácil, se o fácil for o certo, melhor ainda.”

Espero que tenha feito sentido e que ressoe com muitas outras pessoas esse texto.
Por hoje é isso. Beijos, Carol

Pra quem tá com fome, qualquer migalha vira banquete.

Já ouviu a premissa de nunca ir com fome pro supermercado porque você vai gastar muito mais e tende a comprar alimentos não tão saudáveis? Eu mesma já fiz esse teste e é real, oficial.
Pensando nisso, e em algumas outras coisas que andei observando, decidi juntar umas histórias que ficaram na minha cabeça e montei esse post. Talvez no começo não faça muito sentido, mas prometo que você vai entender melhor.

Eu atendi uma moça que me falou que os relacionamentos dela não duravam muito, na verdade, nem começavam, e ela não entendia o que estava acontecendo. E ai, trabalhando algumas crenças e padrões, quando questionei sobre os últimos relacionamentos, ela me falou um discurso muito familiar. Eu já ouvi em vários atendimentos, de várias amigas e confesso que eu mesma já falei: “No começo, ele era maravilhoso, fazia tudo por mim, mas depois, se mostrou ser uma pessoa bem diferente”. Será que você já usou essa também? Pois é. Hoje, quando ouço isso, eu sempre fico me questionando: “Será que a pessoa ficou diferente ou você que não estava enxergando quem ela realmente era?”.

Eu sei que, no começo, é muito difícil entender qual é a da pessoa, somos tomados por aquela sensação de estar conhecendo alguém, aquele mistério, a novidade. Essas coisas são maravilhosas e ao mesmo tempo perigosas, pois são coisas que animam a gente e que podem nos cegar ao mesmo tempo. Acho que passamos a entender melhor quais são as intenções reais da pessoa depois que ela consegue aquilo que ela quer, independente do que seja: te seduzir, te levar pra cama, sentir que você se apaixonou, seja o que for. E aí é que tá, eu acho que é nesse momento que descobrimos como a pessoa quer se mostrar. SÓ QUE, nós temos uma tendência enorme de IDEALIZAR pessoas e não enxergar o que é REAL, o que está sendo mostrado ali, bem na nossa cara, com fonte arial black 512.

E aqui entra algo muito sutil; quando estamos envolvidas emocionalmente, dificilmente percebemos o outro como ele é.
A gente quer fingir que é aquela pessoa ideal, ou seja, que está no plano das nossas ideias. E ai o que fazemos?? Aceitamos migalhas. Por que? Porque estamos com fome de qualquer coisa. Não estamos escolhendo, estamos aceitando o que vem, mesmo que não seja o melhor pra gente. (Ai, essa doeu).

Por isso, é tão importante a gente se alimentar antes de exigir algo do outro, e isso significa: NUTRA-SE DE VOCÊ! Entenda o que te alimenta. O que é importante pra você? O que te satisfaz? Quais são seus valores? O que você não negocia de forma alguma? Tenha isso anotado se for preciso, faça isso para não aceitar qualquer porcaria jogada por ai. Quanto mais alimentada você estiver de você, menos você precisará de algo do outro, se vier vai ser para TRANSBORDAR, e não uma miséria de afeto que não tem solidez.

Não seja uma pedinte carente que aceita qualquer coisa que te oferecem, saiba escolher o que te nutre. A real é que ninguém curte pessoas que estão implorando por algo, isso não é nada atraente, e não adianta fingir, energia não mente!

Espero que tenha ficado clara a ideia aqui, depois vou comentar mais sobre isso lá no meu insta, @rochacarolyne.
Beeeeeijos, Carol ❤

Voltando pro início do texto, não vá carente conhecer alguém, pois você vai investir seu tempo de forma desnecessária, está mais propícia a ter relações não saudáveis e ainda pode acabar trazendo porcaria calórica pra casa (também conhecido como estrupício). hahaha 

Apenas Palavras: Minha contribuição para a leitura.

Esses dias, eu estava dando uma pesquisada em projetos voluntários que envolvessem leitura, (sou uma grande adepta a leitura depois que comecei a perceber o quanto mudou minha vida) e o que mais me chamou atenção é que a maioria dos projetos envolvem crianças (o que é ótimo, representam o futuro do planeta e são fáceis de trabalhar). Mas eu fiquei pensando: se nós estamos educando essas crianças, é muito importante que também tenhamos esse hábito de introduzir cada vez mais a leitura no nosso dia-a-dia. E ai pensando nisso e no quanto meus amigos pedem indicações de livros, eu tive uma ideia; decidi criar um projeto que se chama Apenas Palavras para incentivar a leitura.

E como funciona esse projeto?
É tão simples que dá até gosto! Eu vou divulgar os livros que mais têm me ajudado nesse meu processo de desenvolvimento pessoal/ autoconhecimento/entender melhor a vida e explicar coisas do tipo: o que me motivou a ler esse livro, a maior lição que o livro me trouxe (aquele insight que clareou tudo!), talvez uma página marcante do livro, enfim vou deixar minha intuição me guiar! Ah, e de quebra ainda vou deixar um link de onde eu compro meus livros para que você possa comprar também 🙂 de nada!

Se você achar que esse livro bate com o que você quer no momento, é uma ótima oportunidade de se aprofundar mais nisso.

E tenho 3 observações super importantes:
1- Eu não empresto meus livros. Mas eu deixarei o link de onde você pode adquirir. ❤

2- Eu não faço resumos! E não confunda resumo com resenha, são coisas diferentes. Não sou muito a favor de resumos pelo simples fato de que o autor já está passando a visão dele de uma forma resumida, e quando você lê um resumo, ele foi escrito por outra pessoa, então é meio que o resumo do resumo. É a visão com muito mais filtros. Nada contra quem lê resumos, mas esse não é meu método.

3- Não é porque estou recomendando um livro que eu concordo com 100% do que está lá, mas significa que tem um conceito que para mim, fez sentido, você precisa entender se faz sentido para você também.

Ahh, então isso significa que agora você precisa ler 3 livros por semana? Não. Nada em excesso faz bem, acho que isso pode até ser uma fuga da realidade também, tudo precisa de um equilíbrio, mas é necessário que leiamos mais, principalmente no Brasil, nossos índices de leituras são os um dos mais baixos que existem!

Você decide sempre o que é melhor, e qual a frequência que mais se encaixa no seu momento atual.

A leitura traz uma visão diferente sobre as coisas que talvez você não estava conseguindo enxergar.

Espero que sintam afinidade com os livros indicados. ❤
Até as próximas leituras! Beijos, Carol.

#livros #autoconhecimento #apenaspalavras

#leiamais #livros #indicaçãodelivros #indicaçõesdelivros #euapoioaaleitura #lerfazbem

3 Coisas que aprendi na vida de nômade mirim

Eu fiz as contas, morei em umas 11 casas até meus 21 anos, e dos 13 anos que passei na escola, estudei em 7 escolas diferentes. Fiquei um pouco impressionada com esses números pois tenho amigos que moram na mesma casa desde que nasceram, então acho que me mudei bastante.
O que eu não sabia, era que tudo isso estava me preparando para a vida real e formando minha personalidade.

Eu me lembro que a coisa que eu mais odiava nessas mudanças, era que toda vez quando eu realmente estava fazendo amizades, era hora de mudar de novo. E então, aprendi a primeira lição:

1- NADA É ESTÁVEL.

Eu sei, eu sei, a gente está sempre em busca da tal da estabilidade, mas e se eu te falasse que ela não existe? E é bom tomar cuidado quando você deseja isso, porque tudo o que está estável, está imóvel, fixo, e se levarmos para a vida real, talvez esteja morto.

Eu confesso que fico um tanto quanto impressionada quando ouço alguém falando: “procuro uma vida estável” , “um trabalho estável”, “relacionamento estável”. Meu bem, se ninguém te falou, eu te darei essa notícia: não existe absolutamente NADA estável. Pare de procurar por garantias onde não existem. Não tem como garantir que aquele relacionamento dará “certo”, que aquele emprego será bom, mas você jamais saberá o que vai acontecer se você não tentar (isso eu garanto).

O que eu quero dizer aqui é que nada é fixo, a vida em si é movimento. Então, chega de querer eternizar coisas, pessoas, ambientes, trabalhos, pois nada é pra sempre. Tudo muda o tempo todo, aproveite enquanto puder! Saiba usufruir, mas jamais tenha o sentimento de posse. Lembre-se: “Isso também passará”.

A real estabilidade é saber lidar com as instabilidades.

Então se você está vivo, ao invés de querer uma vida estável, aprenda a lidar com seus sentimentos e as diversas situações instáveis que irão surgir no caminho. Isso te ajuda a enxergar o mundo de uma forma muito mais leve e mais preparado para enfrentar qualquer coisa. Quando a gente “acha” que está no controle, vem a vida e muda tudo. Já reparou?

AO INVÉS DE ESTABILIDADE, BUSQUE POR MATURIDADE EMOCIONAL, ISSO SIM SERÁ ÚTIL!

2- MUDAR PODE SER DOLOROSO, MAS É NECESSÁRIO.

Eu sei que pode ser muito doloroso escolher um novo caminho, mudar a rota, mudar de emprego, mudar de estado, mudar de país, aceitar que o relacionamento não está funcionando e até escolher parar de sofrer pode ser um grande desafio, porque nos acostumamos tanto com aquela situação, que mudar pode ser muito assustador. Mas eu te garanto, não existe nenhuma decisão que te leve para o próximo nível sem que você tenha que realizar mudanças.

O que nos assusta, é que mudança envolve reinvenção, adaptação, vulnerabilidade e coragem, e essas coisas podem carregar um grande desconforto. Não conseguir prever ou controlar o que vai acontecer deixa muita gente paralisada, mas quando treinamos nosso cérebro para se adaptar com as mudanças e perceber que nunca iremos prever ou controlar o que vai acontecer e que conseguimos controlar apenas nossas ações perante as diversas situações, tudo fica mais leve.

“Correr riscos nem sempre da resultados, mas nada nessa vida da resultado sem correr riscos”

Brené Brown.
Um bom exercício para identificar se você está aceitando bem as mudanças, é: 1- verificar todas as áreas da sua vida, qual seu grau de satisfação em cada uma delas? - dê uma nota de 0 - 10 - isso está bem relacionado com o quanto você precisa aceitar as mudanças. 2- Faça um panorama de como estava sua vida há 2 anos. Você cominua falando com as mesmas pessoas? O que mudou de mais impactante pra você? O que mudou no seu trabalho? E nos seus relacionamentos? Depois me fala o que você fez e como foi :). 

3- APROVEITE AS PESSOAS O MÁXIMO QUE PUDER.

Umas das coisas que aprendi também, é que eu precisava aproveitar o máximo possível as pessoas à minha volta, porque talvez não nos víssemos com tanta frequência mais (ou nunca mais nessa vida). Com o passar do tempo, percebi que isso me trouxe uma característica que eu precisei trabalhar em mim: Eu queria aproveitar ao máximo as pessoas, porém eu sempre tinha aquela sensação de: “poxa, talvez isso nem dure muito, então não vou me aprofundar em você, gostar de você, pra depois ter que ir embora”. Depois de muito tempo, percebi que eu ainda agia assim, pois foi a forma que me acostumei. Ainda é algo que venho trabalhando em mim, mudando para sentir aquela sensação de: “posso me aprofundar em você, mesmo que você vá embora, tá tudo bem” 🙂 (to em processo, não pense que é fácil). É como diz a letra daquela música maravilhosa que sempre tocam nos luaus: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há”.

Aproveitando o gancho dessa música, tem uma outra parte que fala “[…] Já morei em tanta casa que nem me lembro mais…” (minha cara).
Espero que esses conselhos te ajudem a enxergar as coisas através de uma nova perspectiva. Isso tudo foi importante para mim e para minha evolução pessoal, se eu precisasse dar um conselho para uma pessoa muito querida, com certeza seriam esses.

Beijos Carol ❤

#nomade #crianca #conselhos #mirim #nomademirim

5 Coisas que tornam qualquer homem (ou pessoa) mais atraente.

Ahhh como faz tempo que eu queria falar sobre isso. To dando de mão beijada um top 5 de ouro que acho que não vale só para os homens, mas para todas as pessoas. E sabe qual a melhor parte? Que não estou falando de aparência física e sim de comportamento, ou seja, qualquer um pode aprender! 🙂 E claro, a dica mais importante ficou no final.

1- Bom humor.

Com certeza esse é o meu top 1. Não tem coisa mais atraente do que uma pessoa que te faz sorrir. Você se sente incrível, viva, de quebra dá aquela trabalhada no abdômen, sai uma risada de porquinho, relaxa os músculos e por uns minutos parece que todos os problemas sumiram. A risada traz várias emoções positivas junto com uma explosão de hormônios. Mas atenção, estou me referindo àquele bom humor saudável, e não quando um ri e o outro se sente ofendido ou humilhado. Ficar rindo dos outros ou fazer fofocas, também não entra nesse quesito, isso se chama sarcasmo, não tem nada a ver com bom humor!

2- Inteligência.

Muitas pessoas associam a inteligência com lógica/matemática, mas para mim, vai muito além disso. Existem vários tipos de inteligências, e no dicionário, inteligência significa: capacidade de compreender e resolver novos problemas e conflitos e de adaptar-se a novas situações.
Uma pessoa inteligente é aquela que busca aprender e se aprofundar mais e mais em si. Que sabe que o aprendizado é eterno e que o estudo não acaba junto com a escola. Nem preciso citar que pessoas que leem tem um lugar especial no meu coração né? ❤

3- Gentileza

Tá aí uma característica que é muito relevante para mim. Aquele que trata os outros bem, com respeito, gentileza e educação, com certeza aprendeu como funciona o jogo da vida. Durante nossa caminhada, precisamos de pessoas ao nosso lado pois é impossível fazer tudo sozinho (a). E tratar os outros bem, é o mínimo que devemos fazer. Relacionar-se com os outros é uma troca e devemos entender e respeitar isso. Eu não suporto gente grosseira e estúpida com os outros só por achar que aquela pessoa é “inferior”. Se ninguém te contou ainda, preciso contar: no fim das contas, todos vamos para o mesmo lugar!

4- Saber se cuidar.

Saber se cuidar não demonstra que você é “menos homem” (sim, em pleno 2019 eu tenho que falar isso), mas sim, que você sente carinho pelo seu corpo, pele e mente. Aqui entra aqueles homens que cuidam bem da alimentação, passam um creme de vez em quando (ou sempre <3), andam limpos, roupa bem lavada, cheirosos hahaha (adoro, melhor parte) sabe cuidar da mente também (meditam, leem, fazem cursos…) Tudo isso demonstra o quanto ele respeita o corpo e sua própria evolução. Mais um que tem um lugar especial aqui <3.

5- Postura

Além da linguagem corporal que é muito importante, afinal se você ficar de cabeça baixa, ombros caídos, olhando pro chão, isso não é algo atraente de forma alguma e o seu corpo FALA. Então, preste atenção na postura. Além disso, saber o que falar e como falar conta muito. Eu sei q as vezes fazemos papel de “bobo” e mesmo assim está tudo bem, é até muito bom ser espontâneo! Ganha vários pontos! E eu não quero dizer que você precisa ficar o tempo todo pensando no que vai falar, mas é importante saber fazer isso sem magoar o outro ou causar algum transtorno. Sei que às vezes pode ser desafiador, mas tudo é uma questão de treino 🙂

E tem uma dica EXTRA e a MAIS IMPORTANTE:

*Prestar atenção genuína no outro*.

Se tem alguém com você, conversando, trocando ou compartilhando informações, se conecte com essa pessoa genuinamente, pois ela está compartilhando com você a coisas mais importante que temos hoje: o tempo. Então, preste atenção no que ela fala, EVITE mexer no celular, isso é uma forma inconsciente de fugir do assunto e como linguagem corporal demonstra que você não está tão interessado assim no que a pessoa está falando naquele momento. Então bora encarar as coisas sem recorrer à muletas?

E claro, a coisa mais importante de tudo o que eu disse: não tenha medo de ser quem você é. Se a pessoa quiser ficar com você é ótimo e se ela não quiser, é ótimo pra você também. Queira ao seu lado quem quer ficar por você ser você.

Tudo que citei aqui são minhas observações e opiniões pessoais, se você acha que tem mais alguma coisa que não coloquei aqui, comenta aqui, me conta que eu vou amar saber e quem sabe fazer a parte 2 desse post! ❤
Beijos, Carol!

4 Lições valiosas que aprendi morando sozinha e levo pra vida.

Meu desejo de morar sozinha veio desde muito nova. Quando eu tinha 6 anos eu já ficava sozinha em casa à noite porque era só eu e minha mãe e ela fazia plantão (enfermeira) para conseguir nos sustentar. No fundo eu acho que ela já estava me educando para aprender a me virar sozinha.

Com 13 anos, eu já pesquisava apartamentos na internet, sonhando em ter minha independência, privacidade e meu cantinho. Morar sozinha se tornou um grande sonho, pois era a representação da minha liberdade que sempre foi algo que valorizei muito. Aos 20 anos, tive a oportunidade de morar com uma amiga, e depois de um tempo, ela decidiu ir embora e fiquei sozinha.

Então, o que era um sonho, se tornou também, um grande aprendizado. Percebi que algumas coisas me ajudavam não apenas com a casa, mas também na minha vida como um todo, então juntei algumas das diversas coisas que aprendi para passar pra quem também sonha com isso e quem sabe contribuir de alguma forma:

 

1- Você não precisa saber tudo.

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Acredite se quiser, você não precisa saber cozinhar, matar barata, lavar roupa, ou qualquer outra coisa para morar sozinha(o).
Sabe por que? YouTube e Google te ensinam quase tudo! (mas é importante que você tenha internet senão não rola :). Eu morria de medo de dar esse grande passo por não saber fazer as coisas dentro de casa, (nem arroz eu sabia fazer) pois minha vó sempre soube fazer tudo (trocar chuveiro, martelar as coisas, consertar o carro, cozinhar, etc) então eu não precisava me preocupar com isso. Maaaaas, a vida sozinha te força a aprender algumas coisas (que no fundo é bem legal) e sério, tudo que eu preciso saber, eu aprendo. Isso me trouxe uma coragem absurda para realizar as coisas que eu quero, até trocar meu chuveiro foi prazeroso pra mim, foi uma conquista! Lâmpada então? Fichinha.

Então, se você realmente quer, você é capaz de aprender QUALQUER coisa, nunca se esqueça disso. 

 

2- Estude sobre educação financeira.

 

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Ahh, esse é o conselho que eu quero dar pro MUNDO. Estudar educação financeira não significa que você vai ser um economista ou investidor (se quiser também, sem problemas) mas que você vai saber planejar bem seu dinheirinho.
                                                                                                                                                                                          
E por quê eu falo isso? Quando fui morar sozinha, eu tinha o perfil de consumista inconsciente (sabe aquela pessoa que compra sem saber o pq?) e me deparei com vários problemas no apartamento logo de início (encanamento, eletrodomésticos, vazamentos e etc), e adivinha só?
Me ferrei muito, acabei gastando muito mais e eu ainda estava na faculdade (tinha os gastos de lá) e me deparei com um momento muito difícil para mim, me vi pela primeira vez em uma dívida (cartão).

Cheguei um dia em casa e tive que encarar isso de frente.
Peguei meu caderno, anotei todas as contas (fixas, variáveis, juros do cartão e etc). E percebi que não tinha jeito, teria que pegar um empréstimo com o banco (não era um valor muito alto, mas eu nunca tinha passado por isso). Hoje eu vejo que eu podia ter pedido ajuda para minha família e amigos, mas eu pensei “poxa, morar sozinha foi uma escolha minha, tenho que me responsabilizar por isso”.
Enquanto eu planejava uma forma de resolver essa situação, eu fiz uma promessa, para mim mesma; eu NUNCA mais ficaria negativa! E assim eu fiz, paguei todo o empréstimo, fiz e faço grana extra todo mês e ainda invisto meu dinheiro, além de estudar o mundo das finanças (que eu gosto muito), dedico um dia na minha semana para cuidar do meu dinheiro; planejar, investir e nunca mais me permiti ficar no vermelho.

Eu aprendi da forma mais difícil, mas você não precisa aprender assim, e calma, não estou dizendo que você precisa de uma super reserva para morar sozinha (eu não tinha nada quando fui) mas aconselho que tenha pelo menos uma graninha guardada porque pode ser que sua casa precise de reparos e não é legal ser pego de surpresa.


3- Atenção à saúde e alimentação.

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Uma das coisas complicadas de morar sozinha é que você está SOZINHA. Ou seja, quando você fica doente, não tem ninguém lá pra te ajudar, (eu tenho vizinhos maravilhosos, mas eu não me sinto bem incomodando eles a não ser que seja muito grave) então, você precisa se manter, quase sempre bem, porque se acontecer algo, provavelmente não terá ninguém lá pra te ajudar. É muito difícil eu ficar doente, tenho uma ótima imunidade, mas já passei alguns perrengues do tipo; levantar e ir até o banheiro, passar mal, cair no chão e não conseguir levantar nem pedir ajuda. Então, ter uma boa alimentação, e se manter sempre bem (com os pensamentos também) é algo fundamental se você quer morar sozinha. Faça essa gentileza com você e trate seu físico, mental e espiritual!

4- Selecione bem quem frequenta sua casa (e sua vida).

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Para mim, isso é muito importante, pois acredito que as pessoas têm energias e nem sempre é bom ter aquele entra e sai dentro de casa. E morar sozinha significa contratar serviços; internet, manutenção, encanador, etc.. então tive que começar a pedir indicações de pessoas que eu confiava para realizar os serviços na minha casa.

Eu nunca tive problemas com isso, já passaram alguns técnicos na minha casa que foram super respeitosos, a única vez que fiquei com receio, foi com uma moça que minha amiga chamou para limpar a casa, ela tinha uns papos bizarros (tipo que ofereceram dinheiro pra ela matar uma pessoa mas ela negou) então, ESCOLHA BEM quem frequenta sua casa e sua vida (cerque-se de gente do bem).

Na boa? Esse negócio de festa e chamar gente pra sua casa, vai ser bem mais difícil do que você imagina, no fim, você não quer todo aquele trampo de limpar as coisas. Quer muito mais paz do que ficar esquentando a cabeça.

DICA BÔNUS:

No começo você vai errar muito, errar feio; quando for no supermercado, quando contratar algum serviço, quando lavar roupa e manchar tudo, mas você vai aprender, aprender muito e morar sozinha é um constante aprendizado. E ta tudo bem errar, você é humano, aceite os fracassos mas não se apegue à eles. 

Por enquanto é isso. Com leveza e amor: Carol Rocha. ❤

Vida leve de forma criativa :)