A Ciência da Felicidade

Eu gosto muito de conversar sobre os livros que estou lendo, e senti de compartilhar os ensinamentos e minha visão sobre o livro “The How of Happiness” (“A ciência da felicidade“) da Autora Sonja Lyubomirsky. Nesse livro, são fornecidas instruções, (com provas científicas) de como aumentar o nível de felicidade e até ajudar algumas pessoas que podem estar no caminho da depressão.

A autora mostra muitas das vantagens da felicidade e como ela funciona diferentemente para cada ser humano, em seguida, apresenta alguns questionários que nos remete à pergunta: “Você está feliz?” e nos permite checar nosso progresso com relação à felicidade:

Teste para verificar sua escala de felicidade.

Questionário de Oxford sobre felicidade

Teste para verificar sua escala de Depressão

Após conhecermos melhor nossos níveis de felicidade e até mesmo escala de depressão, são apresentadas algumas atividades das quais o leitor poderá escolher duas que se sentir mais confortável para praticar consistentemente para aumentar a felicidade. Cada atividade daria um post, mas vou procurar expor o que tirei de essência de cada uma:

1 – Expressar gratidão.
Quando expressamos a gratidão, (seja pessoalmente, por carta ou por telefone) nos sentimos melhores. É uma forma de vermos as coisas boas, tanto ao nosso redor quanto nas pessoas próximas a nós. O efeito de apenas escrever uma carta de gratidão ajuda muito no aprimoramento de nossa felicidade.

2 – Cultivar otimismo.
O otimismo é cientificamente comprovado como sendo uma forma de nos sentimos melhores, pois definimos metas para nós mesmos e nos sentimos bem durante todo o processo para alcançarmos os nossos objetivos. Uma forma de praticar o otimismo é através de um diário onde podemos visualizar e colocar no papel como nos vemos daqui a um, dois, 5 e até 10 anos. Outro exercício proposto pelo livro seria um diário indicando as metas, bem como as sub-metas, e objetivos a serem alcançados.

3- Evitar pensar demais e evitar comparações sociais.
O pensamento excessivo causa a procrastinação que é o oposto da decisão, mas após tomarmos a decisão não podemos esperar resultados semelhantes à outras pessoas, pois somos únicos e teremos resultados únicos. O livro ilustra vários exemplos onde o pensamento excessivo e a comparação se tornam danoso à nossa saúde mental.

4- Praticar atos de bondade.
Praticar a bondade nos energiza de forma que nos sentimos provedores de algo útil para o próximo, nos alegramos ao ajudar a quem precisa, ao prover os necessitados, ao ajudar os doentes, quando visitamos os solitários, quando ajudamos a quem pede ajuda e contribuímos para a comunidade, pois esta colaboração é o que nos fez chegarmos onde estamos como sociedade e até mesmo como seres humanos.

5- Nutrir relacionamentos sociais. 
Através da comunicação podemos expressar nossas admirações, apreciações e afeições o que nutre os nossos relacionamentos. Além disso, também é importante nos interessarmos pelos assuntos das outras pessoas, o que cria uma maior conexão e é através da conexão e da percepção do outro que podemos administrar melhor os conflitos e atritos.

6 – Conhecer estratégias para lidar com as adversidades.
Saber lidar com os problemas é uma forma de sermos mais felizes, pois já estamos mais preparados para determinadas situações. É claro que essa sabedoria é adquirida através da experiência e, muitas vezes, não sabemos lidar com os problemas na primeira vez que enfrentamos… Mas é possível criarmos estratégias para quando tivermos que resolver as situações. Planos como: concentrar esforço em fazer algo sobre o que está acontecendo; fazer o que tem que ser feito, passo a passo; criar um plano de ação; ouvir conselhos de outras pessoas.

7 – Aprendendo a perdoar.
Uma das formas de conseguirmos perdoar é imaginando as situações em que fomos perdoados. Como é bom nos sentirmos pertencentes novamente! Como nos sentimos satisfeitos quando alguém verdadeiramente volta a nos considerar como amigos ou quando alguém realmente nos tira a culpa, nos sentimos acolhidos, considerados, aliviados; não seria bom dar esta sensação àqueles a nossa volta?

8 – Aumentar as experiências de fluxo.
O fluxo (momentos que nos envolvemos tanto que 4 horas parecem 15 minutos) nos proporciona a felicidade porque traz a sensação de prazer e realização, e a alegria que você obtém geralmente é duradoura e consistente. Fluxo nos dá um “barato” natural, que é diferente dos “baratos” artificiais ou outros tipos de prazer, é uma experiência positiva, produtiva, e controlável que não nos causa culpa, vergonha ou outro tipo de dano ao nosso “Self” ou à sociedade como um todo.

9 – Aproveitar/ saborear cada alegria na vida.
Pesquisas indicaram que pessoas capazes de saborear os momentos da vida (com presença e gratidão) são mais autoconfiantes, extrovertidas, gratas e menos desesperançosas e neuróticas. Aqueles capazes de aproveitar o momento presente – que apreciam as coisas boas e os bons sentimentos – são menos propensos a experienciar depressão, estresse, culpa e vergonha.

10 – Comprometer-se com seus objetivos
Basicamente tudo está relacionado ao que definimos nas nossas vidas como objetivos e metas. Acredito que todos nós temos um propósito de vida nesta realidade e quando estamos fazendo o que está alinhado com nossos propósitos nos sentimos no fluxo, nos sentimos realizados. É inegável que, quando alcançamos uma meta almejada, definitivamente nos sentimos mais preenchidos, realizados e felizes e é por isso que o livro também recomenda subdividir nossas metas de forma que a cada pequeno passo conseguimos nos sentir mais felizes.

11- Praticando religião/ espiritualidade.
Pessoalmente a religião é a própria prática da Felicidade em todos os momentos, é estar consciente de que Deus está em todas as coisas em todos os momentos independente do grupo religioso, mas estar consciente do Amor incondicional, consciente de Deus, já é praticar a Religião (que o livro descreve como espiritualidade). Além disso, o agrupamento religioso pra mim é a prática da espiritualidade, pois é um momento em que todos estão focados em sentir a presença divina do Amor, pra mim é como uma meditação coletiva poderosa onde deixamos os problemas da vida terrena e procuramos estar mais conectados com a vida espiritual.

12 – Cuidando do corpo.
As 3 formas de cuidar do corpo (meditação/ exercícios físico/ postura de alegria) são, pra mim, complementares entre si, pois a meditação nos auxilia a cuidar da mente, nos permite maior foco e melhora o sistema imunológico; Os exercícios físicos ajudam a diminuir o estresse e tratam a depressão melhor que medicamentos (indicado por pesquisas), e a postura ereta juntamente com um sorriso no rosto gera neurotransmissores que contribuem para a alegria e felicidade.

Se eu pudesse inserir felicidade no coração de cada um eu o faria, e esta foi uma forma que senti de contribuir para expor as diversas formas que podemos ser mais felizes e, quem sabe, tocar o coração de alguém que está se sentindo infeliz. Acredito que encontrar a melhor forma de ser feliz também faz parte da Vida e recomendo que todos façam o teste e analisem com carinho qual atividade ajudaria a melhorar o seu nível de felicidade e, por favor, procure ajuda se você encontrou níveis de depressão elevado. Se você quer dar algum testemunho ou sente de contribuir de alguma forma para a matéria, fique a vontade.
Da minha parte,  escrever esta matéria me ajudou a me sentir mais realizado e feliz. Agradeço de coração a oportunidade dada pela Carol.
Muita Paz, Amor e Felicidade.

Pedro Cruz.

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