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E Quando tudo tá estranho?

Sabe aqueles dias que a gente não tá lá se sentindo muito bem? Que as coisas parecem super estranhas e que ter levantado da cama parece que não foi uma ideia tão boa assim?
Eu sei bem como são esses dias e o quanto eles podem nos desanimar, mas eu trago uma boa notícia: vai passar.

Além de estarmos passando por várias coisas nesse momento, existe um excesso de informações que chegam até nós todos os dias e uma pressão interna para que tomemos alguma decisão e façamos algo (mesmo que a gente saiba que não há muito o que fazer no momento).

E pensando em tudo isso que está acontecendo, eu comecei a perceber o quanto nesse momento, é importante olharmos para nossa energia feminina. Se você não entende muito bem o que é isso, vou explicar melhor: Todos nós, temos 2 energias presentes: feminina e masculina. A energia feminina é uma energia protetora, cuidadora, passiva, nutridora, fluída, calma, receptiva, emocional, intuitiva, flexível, magnética… Mas o que vemos hoje, é uma sociedade estruturada e focada em uma energia totalmente masculina; é a energia da ação, do fazer, ativa, lógica, analítica, controladora, impulsiva, assertiva, protetora, agressiva.
(É só olharmos para o nosso ritmo de trabalho e nossos modelos de produtividade e você verá nitidamente qual energia predomina).

Ambos temos essas duas energias (independente se você é homem ou mulher), só que muitas vezes estamos tão focados na energia masculina, que deixamos nossa energia feminina de lado.
A verdade é que por mais que a gente goste muito de executar e realizar coisas, de nada serve se não pararmos para curtir a jornada; se não apreciarmos nossa evolução; se não apreciarmos o que é feito todos os dias (mesmo que a gente considere que é pouco); se não nos permitimos sentir e nos observar. Por isso é tão importante que saibamos equilibrar essas nossas duas energias, para que elas atuem juntas visando o mesmo objetivo. Independente de você ser homem ou mulher; busque equilibrar suas energias porque só assim, cumprir seus objetivos será realmente prazeroso.

Eu sempre tive uma energia masculina muito forte dentro de mim, era de ir atrás, fazer acontecer (fazendo jus ao meu ascendente em áries) e tudo tinha que ser muito lógico. Mas de uns tempos pra cá, assumindo outras responsabilidades, eu percebi o quanto eu não estava apreciando a caminhada. O quanto eu fazia as coisas por fazer, achava que tinha que sair fazendo tudo e mais um pouco, e o quanto as coisas vinham muito mais do meu ego do que do meu ser. E isso se manifestava no meu trabalho, nos meus relacionamentos, na minha vida. E confesso que até hoje, para mim é desafiador expressar sentimentos e acolher minhas duas energias (estamos todos aprendendo).

Quando eu entrei no mundo do autoconhecimento e principalmente quando decidi trabalhar como terapeuta de thetahealing, eu tive que aprender a olhar apra esse meu outro lado, descobrir o quanto o sentir era tão importante quanto o ver, o quanto deixar fluir era tão importante quanto fazer, e o quanto se entregar e confiar era fundamental pra que eu não sentisse que estava carregando o mundo nas costas.

Se você se sente de certa forma pressionado(a) ou achando que o dia ta mega estranho, eu listei algumas coisas que me ajudam bastante a me reconectar comigo mesma:

1.  Atenção com a alimentação
Nesse ritmo intenso, estranho e sei lá o que que estamos vivendo, é comum que a gente descuide da nossa alimentação. Principalmente agora que passamos pela páscoa, eu comi muitos doces e eu percebo que o açúcar me deixa bem caidinha, dá aquela desanimada e é, na minha opinião, uma das piores drogas já inventadas. Além de viciar, é muito prejudicial para nosso corpo. Então, é bom identificar quais são os alimentos que te deixam meio pra baixo e evitar o consumo deles.

2. Hora de descansar
Pausa no mundo! Tem uma frase que diz: “Antes de desistir, descanse” e eu acho super válida aqui. Em alguns momentos a gente só precisa de uma pausa, descansar um pouco, ficar off, quietinha, para depois voltar aos poucos. Sei que tem gente que vai dizer que é impossível parar e se desconectar, mas não é. E vou te falar, se você não souber seus limites e a hora certa de parar, teu corpo fará isso por você sem sua autorização prévia.

3. Observe-se
Aqui to falando do simples ato de você se observar. A meditação traz essa ferramente incrível que é a auto observação, mas nem precisa meditar pra fazer isso. Apenas se observe, fique olhando seus pensamentos, enquanto olha pro nada 🙂 Eu fiz isso enquanto olhava da varanda o movimento na rua.

4. Criatividade
Qualquer atividade criativa me ajuda muito também. Pode ser ler um livro legal, escrever, pintar (adoro), ouvir música, dançar, tudo isso me ajuda a me sentir mais em paz comigo mesma.

Mas assim, sem pressão tá? Tem dias que serão confusos do início ao fim, mesmo fazendo essas coisas e ta tudo bem! O importante é sentir que esse dia está lá e que ele aconteceu.
Eu parei de achar estranho me sentir estranha e to aceitando o que vem, sabe? Já que é pra ser assim, que seja!

Recomendo super meu podcast também, disponível no SPOTIFY.

Beijos Carol <3

Estamos vivendo um luto antecipado?

[TÁ COM PREGUIÇA DE LER? Ouça meu podcast no SPOTIFY]

Eu sei que esse termo ‘luto’ tem um peso gigante culturalmente para nós, pois enxergamos a morte como um fim e não como uma transformação.
O luto que quero falar aqui, é mais relacionado com o SENTIMENTO que ele carrega, do que com as mortes em si, apesar de vermos pessoas morrendo no mundo inteiro, o que reforça ainda mais esse sentimento.

Estamos todos lidando com a mesma situação; para cada um ela vai se revelar de uma forma diferente. O macro vem para nos mostrar o micro de cada um, precisamos estar dispostos a olhar para isso.

Eu fiquei pensando sobre tudo o que tem acontecido e observando como cada pessoa tem reagido a isso. Eu tive várias fases durante esse processo e teve um momento em que pensei: eu acho que estou passando por um processo de luto.
Eu sei que algumas pessoas podem achar isso um completo exagero, mas talvez seja porque elas não saibam quais são as fases do luto.
Primeiro, eu analisei tudo o que estava acontecendo comigo e comecei a perceber que algumas pessoas compartilhavam desse mesmo sentimento. Até que li um artigo no Harvard Business Review em uma entrevista com David Kessler – especialista em luto, em que ele fala que a sensação é que estamos vivendo um luto antecipado, é como se recebêssemos a notícia de que alguém muito próximo está muito doente e que algo pode acontecer a qualquer momento.

Eu vou resumir o que eu entendi sobre esse artigo e como eu senti que as coisas aconteceram para mim. É importante ressaltar que não é uma ordem linear e que talvez você não passe por todas essas fases.

1 – NEGAÇÃO

Aqui entram aquelas pessoas que ainda teimam em aceitar a realidade. Sabe aqueles que dizem que nada está acontecendo? Que isso vai acabar daqui 1 semana? Pois é. Eu me encontrei nesse estágio há uns 2 meses. Até então, não entendia direito o que estava acontecendo, e nós temos o costume de ‘afastar’ tudo aquilo que não queremos ver ou sentir. Isso é negação.

2 – RAIVA

Por essa fase eu também passei! Quando eu percebi o quanto ficar em casa era importante, eu comecei a tentar “obrigar” todas as pessoas a ficarem em casa, (todas que eu sabia que podiam, claro!) Até que eu me toquei que eu não podia forçar ninguém a nada e que tava tudo bem cada um decidir o que fazer da própria vida, mesmo que, na minha opinião, estivessem afetando todas as outras pessoas. Eu tive que primeiro trabalhar em mim, essa mania de querer controlar tudo, para enfim, aceitar que tem coisas que eu realmente não posso mudar.

3 – NEGOCIAÇÃO

Esse é aquele processo em que a gente diz: “Então tudo bem, ficarei em casa e tá ok, isso passa.” É meio que uma barganha para tentar sair logo de tudo isso. Eu passei por essa fase antes de passar pela raiva.

4- TRISTEZA

“Todos terão diferentes níveis de medo e tristeza e isso se manifesta de maneiras diferentes.”

David Kessler.

Acredito que muitas pessoas, nesse momento, estão passando por essa fase. Ela vem com muita angústia, medo, um futuro incerto, e no meu caso, eu fiquei pensando quando veria minha família de novo, além de me sentir muito sozinha. Muitas coisas passaram pela minha cabeça e aqui eu fiz algo MUITO importante: eu me permiti chorar e sentir tudo o que precisava sentir. Eu chorei por uns 3 dias, em algum momento do dia, começava a chorar e colocava tudo pra fora. Eu não quis compartilhar isso com ninguém próximo à mim para não preocupá-los, mas é importante você se comunicar quando estiver muito mal e não conseguir resolver sozinho. Agora passou e finalmente entrei numa outra fase…

5 – ACEITAÇÃO

Nesse momento, é aqui que me encontro. Eu aprendi a mais do que aceitar, eu aprendi a confiar; confiar na vida, que tudo está acontecendo da única forma que poderia acontecer. Isso não significa que eu não tenha mais dúvidas, isso eu sempre terei, mas eu aceitei os meus sentimentos, aceitei que uma hora vai passar e que talvez, estaremos mais fortes como sociedade depois de tudo isso.
Sei que nem todo mundo entrará nessa fase tão cedo, sei que vivemos realidade diferentes, mas acredite, não é tão simples para ninguém. Não se sinta culpado se você não estiver aqui, faz parte do processo de cada um.

6 – SIGNIFICADO

E o último; o significado, que é quando começamos a ver que algo maior está acontecendo. Muito maior do que podemos enxergar no momento. A natureza está se refazendo, a poluição está diminuindo, estamos notando o quanto é importante estarmos com as pessoas que amamos, presencialmente. Há solidariedade, compaixão, um olhar mais humano para o próximo, mais empático. Estamos vendo que a tecnologia é maravilhosa, mas não substitui o contato humano. Estamos aprendendo muitas coisas e continuaremos aprendendo. Nunca se esqueça de que tudo passa.

O luto está em sonhos que teremos que abrir mão nesse momento, em possíveis perdas, em ver negócios quebrando, em abrir mão da nossa liberdade, em ver a desigualdade aumentando. Mas eu espero do fundo do meu coração que tudo isso traga a tona em nós uma nova consciência social, pois sempre existiram muitos problemas sociais mas nunca olhamos para isso como tem acontecido agora. Talvez o momento seja esse, hora de exercer nossa compaixão, solidariedade, empatia, amorosidade, e até mesmo permitir a nossa mudança interior.

A verdade é que nesse momento, não temos pra onde fugir, temos que encarar quem somos, lidar com nossos familiares ou talvez com a nossa própria companhia, e no fim de tudo, só temos a nós mesmos.

REFERÊNCIAS: https://hbr.org/2020/03/that-discomfort-youre-feeling-is-grief

Beijos, Carol <3

6 Dicas para você não ENLOUQUECER de vez

[Quer ouvir essa matéria? Meu podcast no SPOTIFY.]

Verdade seja dita, estamos passando por um momento super delicado na história da humanidade e precisamos continuar cuidando da nossa cabeçinha pra não pirar de vez.
NÃO PODEMOS IGNORAR O QUE ESTÁ ACONTECENDO, ASSIM COMO NÃO PODEMOS NOS DESESPERAR.
Na verdade, acho que já estamos enlouquecendo pouco a pouco, mas a maioria disfarça super bem :).
Pra tornar esse processo mais tranquilo, vou colocar 6 dicas de coisas que podem ajudar:

1 – FILTRE INFORMAÇÕES

Cuidado com os excessos. Existem muuuitas informações circulando e fica cada vez mais difícil saber o que é verdade e o que não é, em quem podemos confiar e em quem não podemos. Eu sugiro que vocês busquem informações de pessoas que vocês confiam MUITO; médicos, especialistas, OMS, ministério da saúde, enfim, fontes seguras. Não confie apenas em um áudio que alguém mandou no whatsapp falando sobre o assunto. E muito mais importante do que saber o que filtrar é saber o que compartilhar. CUIDADO ao repassar informações falsas. Eu sei que muitas vezes você tem uma boa intenção, mas pode acabar causando um pânico desnecessário em outras pessoas.

2 – Tenha uma rotina matinal gostosinha

Caso você tenha o privilégio de estar em casa (sei que muitos não conseguirão), aproveita para ter uma rotina produtiva, até pra não sair do ritmo, sabe? O que você gosta de fazer? Gosta de ler, estudar, meditar, fazer yoga, tomar um café da manhã com calma? Veja o que te faz bem e faça. Evite pegar o celular logo pela manhã e se conectar com o mundo ou ligar a TV.
Primeiro, faça as coisas que te fazem bem, depois veja o que está acontecendo no mundo, isso já faz uma diferença enorme na nossa saúde mental.
A minha rotina inclui: journaling, agradecer, fazer perguntas, yoga, meditação e leitura. Só depois que eu faço isso eu me conecto com o mundo.
Veja o que te faz bem e mãos na massa!

3- Aprenda uma coisa nova

Coloque seu cérebro pra funcionar. Saia um pouco dessa imersão de notícias (e não estou dizendo para ignorá-las) e faça coisas diferentes. Tem algum curso online que você pagou e nem fez? Tem cursos gratuitos que você se interessa? Um idioma? Uma mudança na casa?
Se você estiver com sua família, procurem fazer algo divertido, diferente e super legal. Aproveitem esse momento juntos.

4 – Fique um tempo OFF.

Tire um tempinho para ficar totalmente off. Sério, desliga de redes, de tv, de rádio, vai fazer um exercício, ler, respirar profundamente, meditar, fazer nada. Escolha algo pra fazer e determine um tempo para ficar off. Se precisar de ajuda, recomendo o app Forest, nele você cria uma florestinha e você vai plantando suas árvores. Caso você mexa no celular antes do tempo que você estipulou, você mata sua árvore 🙁 não queremos isso, né?
Tenha essas lacunas com um tempo off pra você não pirar.

5 – Mantenha contato com seus amigos e familiares

A gente fica afastado das pessoas que a gente ama e isso pode causar um sentimento de vazio e incertezas por dentro.
Se você mora sozinho, assim como eu, isso pode ser muito mais intenso. Mas, se isso te conforta, saiba que estamos todos no mesmo barco, estamos todos passando por essa transformação planetária, estamos todos quebrando, estamos todos renascendo, reavaliando, sorrindo, chorando… Então, compartilhe com as pessoas que você gosta seus sentimentos, estamos todos em um momento de muita vulnerabilidade. Porém, não se esqueça de que é necessário olhar pra dentro.

6 – Medite

A meditação pode ajudar muito a conter essa ansiedade, esse medo e a estar mais presente. Ajuda também a lidar melhor com essas situações em que não temos nenhum controle e a nos prepararmos para o que está por vir. Vou deixar um post aqui do blog falando sobre Mindfulness escrito pelo Pedro. Clica lá que tem mais detalhes dos benefícios da meditação.

Espero que essas dicas ajudem e nunca se esqueça de que a vida é um ciclo, é movimento, não controle. Isso vai passar!

Beijos, Carol <3

Será que os homens também sentem?

Estava eu, conversando com uma amiga maravilhosa sobre os sentimentos masculinos e eu falei pra ela que eu tinha muita vontade de falar mais sobre isso, mas que talvez eu fosse massacrada pelas mulheres se começasse a falar. Ela simplesmente me olhou e disse palavras muito sábias: “Foda-se, isso que você me falou fez total sentido.” E eu pensei; quer saber? Foda-se mesmo, pra quem tiver que fazer sentido, vai fazer e pronto. Afinal, o blog ainda é meu, né? Hahah

Eu sempre me senti muito envolvida com o universo masculino. Quando eu era criança, eu amava videogame e miniaturas de carrinhos. Até hoje eu adoro jogar (apesar de fazer isso pouquíssimas vezes) e sou muito apaixonada por carros, consigo passar horas falando sobre isso (coisas que eram consideradas masculinas).
Quando eu decidi me formar em Sistemas de Informação (TI), também me vi em um ambiente majoritariamente masculino, e no mundo corporativo nem se fala, passei por empresas em que eu era a única mulher da equipe.
É claro que não foi nada fácil (mas não é sobre isso o post de hoje), mas ao mesmo tempo, foi uma experiência muito interessante, porque eu passei a observar como os homens se comportavam. E mesmo mudando de profissão, hoje, a maioria das pessoas que vem procurar meu trabalho, seja para fazer terapia, dicas de livros, meditação ou autoconhecimento, são homens! E isso me deixa muito feliz.

Comecei a perceber que os homens sentem sim, e muito! E que esses sentimentos são bem parecidos com os das mulheres; tristeza, autoestima baixa, inseguranças, medos, drama, raiva, rejeições, traumas, abusos, e por incrível que pareça homens sofrem com términos de relacionamentos também hehe. O que eu percebi é que eles não tinham espaço para demonstrar sua vulnerabilidade ou sequer falar sobre isso com outras pessoas. Eles precisavam manter uma pose, ser durões, aguentar firme, afinal, chorar ou demonstrar qualquer tipo de “fraqueza”, não é “coisa de homem”. Os pais (homens) não ensinam seus filhos a beijar ou abraçar outros homens, que eles podem fazer isso e continuar com sua heterossexualidade. Não ensinam que demonstrar afeto não irá te fazer menos homem, aliás, eles mal beijam os próprios filhos.
Fora todas aquelas frases: “para de frescura”, “vira homem”, “onde já se viu um homem chorando?”, “parece uma mulherzinha”, “bicha”.

Deu pra perceber porque nossa sociedade chegou ao limite que está hoje? Fomos programados para reprimir sentimentos, (homens e mulheres) e moldados por uma estrutura social e cultural totalmente distorcida. Focada numa baixa autoestima.

Infelizmente, pessoas que ferem, já se sentiram muito feridas. E ATENÇÃO AQUI: não estou falando que você tem que aguentar uma relação indigna, JAMAIS! Apenas oriente (se possível) a pessoa a procurar uma ajuda e vá cuidar de você. Você não é enfermeira, psicóloga nem terapeuta dele, é namorada/esposa/amiga, enfim, não troque os papéis.

A real é que tá todo mundo inseguro, assustado, com medo de se relacionar, com traumas, se sentindo rejeitado, não sabendo lidar com os probleminhas da cabeça, então vem cá, respira, conta até 3 e tamo junto, porque não é só com você.

Na minha opinião, a libertação das mulheres será possível através da libertação dos homens (um ajudando o outro, estamos no mesmo barco). Não é pelo ódio que iremos chegar à algum lugar. Foi o ódio por raças, gêneros, sexos que nos trouxe a essa crise existencial. O que causará a mudança no mundo é o amor, o acolhimento, a aceitação, o compreender, a empatia e a expansão da consciência.

Que fique bem claro aqui que eu não estou defendendo nenhum lado, esse é apenas o meu ponto de vista pois eu percebi que não estava falando mais para sexos e sim para seres humanos que sentem.

Para os homens: espero do fundo do meu coração que vocês consigam falar mais abertamente sobre esses assuntos nos seus grupos de amigos, trabalho, relacionamentos, família, e que tenham uma jornada linda!

CHEGA DE ESTABELECER PADRÕES SOBRE COMO HOMENS OU MULHERES DEVEM AGIR, NÃO FAÇA ASSIM, NÃO FAÇA ASSADO.
O padrão é ser você, é sentir, é integrar seu lado feminino e masculino, é amar, é viver, é ser livre!

Vou deixar aqui um documentário muito legal que fala sobre isso que eu gosto muito: O Silêncio dos homens. Vale super a pena!

Beijos, Carol <3  

Tá com medo do Sucesso?

Será que você sofre disso?

A princípio parece absurdo pensar que alguém pode ter medo do sucesso. Se você perguntar para qualquer pessoa na rua se ela quer ter sucesso, provavelmente a resposta seria SIM. Mas, se você perguntar se ela está disposta a pagar pelo preço desse sucesso (que muitas vezes é muito menor do que imaginamos) ela com certeza vai pensar bem mais antes de responder. Por incrível que pareça, o sucesso pode ser o maior medo do ser humano.

Lendo alguns livros que falam sobre isso, entendendo como o nosso sistema de crenças funciona, e até por conta de alguns atendimentos, comecei a perceber que é real, a gente tem medo mesmo do sucesso, mas não é um medinho não, é um MEDÃO. Medo de ser MARAVILHOSAMENTE, TERRIVELMENTE, ESTRONDOSAMENTE bem-sucedido. E sabe de onde vem esse medo? Vem da forma em que fomos estruturados e condicionados a pensar; socialmente, culturalmente e geneticamente.

Desde a infância, somos incentivados a não falar sobre nossas qualidades, habilidades e aptidões, mas sim, a olhar mais para os nossos defeitos, erros, e “coisas para melhorar”. (Existe uma linha tênue entre saber valorizar ajudando a crescer/construir e superestimar. É necessário sempre buscar o meio termo).

Algumas pessoas também conhecem esse medo pelo nome de: auto sabotagem, procrastinação ou resistência. Ficou mais familiar agora?
Sabe quando você começa a fazer algo que gosta, que te traz felicidade, que você está indo bem, tem sido reconhecida(o), conhece uma pessoa super maravilhosa na sua vida, a vida ta fluindo, e ai você ouve uma voz que diz: “pera ai, talvez não seja a hora ainda”, “melhor ir com calma”, “quanto maior o voo, maior a queda”, “tá tudo indo tão bem que logo algo de ruim pode acontecer”, “não se pode ter tudo”, “ou é feliz no amor, ou no trabalho”, e todo esse blá-blá-blá de crenças que você já tá acostumada(o) a ouvir, mas tem uma que é clássica e terrível: “É bom demais pra ser verdade.” altere esse pensamento para: “É bom demais e É verdade!”.

Se você ainda não se convenceu de que pode sofrer dessa síndrome terrível destruidora de pré candidatos ao sucesso, tire um tempo pra você, coloque o mundo no mute, fique sozinha(o), medite (se puder), e pergunte-se, SEM FILTRO, SEM SENSO:

  • O que é sucesso pra mim?
  • Qual o lado ruim do sucesso?
  • Esse sucesso afetaria meu relacionamento com minha família? Eles me sugariam/abandonariam ou apoiariam?
  • E com meu/minha parceiro(a)? Ele(a) entenderia? Se sentiria à vontade com isso? O que mudaria no nosso relacionamento?
  • E meus amigos? Continuariam comigo? Ou quem tem sucesso só atrai oportunistas?
  • Qual o preço do meu sucesso? Do que eu teria que abrir mão?
  • Qual o pior de me expressar e me mostrar para o mundo?
  • Se eu tiver sucesso, serei amada(o)?
  • Se eu tiver sucesso, continuarei sendo espiritualizada(o)?
  • Se eu tiver sucesso, ficarei perto de Deus? Ou ele só gosta dos “humildes”?
  • O que mudaria na minha vida se eu tivesse todo o sucesso que imagino?
  • Meus pais tiveram sucesso no que faziam (na sua opinião)?
  • Se eu fizer mais sucesso que os meus pais, continuarei sendo amada(o) por eles?
  • Se eu fizer mais sucesso do que minha família, continuarei me sentindo pertencente?
  • Se eu fizer sucesso, ainda terei tempo para mim? Para as pessoas que eu amo? Ou quem tem sucesso não tem tempo?

É muito importante destacar que sucesso é algo que muda de pessoa para pessoa. Não julgue o que o outro aspira como sucesso, muito menos o que você sente sobre isso.

Essas são algumas das muitas crenças que podem envolver o sucesso e você nem sabe. Essas perguntas podem ajudar a descobrir algumas delas. Pode ser também que existam crenças mais enraizadas, e seja necessário um aprofundamento maior para entender como identificar e ressignificar isso. Eu uso muito o ThetaHealing e recomendo muito pois ajuda demais! Tem outras técnicas que ajudam também: ho’oponopono, eft, entre outras, veja a que faz mais sentido pra você.

O sucesso envolve sim enfrentar o desconhecido, se abrir para o novo, perder algumas pessoas pelo caminho, sustentar um novo patamar na sua vida e abrir mão de algumas coisas para receber coisas ainda melhores, então por que tanto apego? Confie.

“O medo é uma bússola, é um sinal que você está no caminho certo, pois se não houvesse amor por essa escolha, não haveria medo”.

Steven Pressfield

Observe sua vida. Suas atitudes condizem com esse seu desejo de sucesso? Ou você tem cada vez mais se anulado para não ter o sucesso que você gostaria? Pegue o medo pelo braço e leve ele com você!
A criação, o universo, a Musa, Deus, seja lá o que for, quer se expressar a partir de você, através de alguns talentos que só você possui, permita emanar toda essa expressão do seu ser, seja como for! Faça o divino se orgulhar de sua obra.

Sabe aquele projeto guardado na gaveta que só de pensar seu coração se enche de felicidade? Invista seu tempo e sua energia nele, você pode se surpreender com os resultados desse investimento 🙂

Espero que esse texto ajude e sirva de reflexão, caso queira se aprofundar um pouco mais nesse assunto, recomendo 2 livros que para mim, foram incrivelmente transformadores: “O caminho do artista” e “The war of art” Valem muito a pena!

Beijos, Carol <3

#medo #medodosucesso #sucesso #thewarofart #ocaminhodoartista #livros #autoconhecimento

É preciso aprender a desaprender para reaprender.

Umas das coisas que tenho notado nesse processo de autoconhecimento, é a necessidade que se faz em aprender a desaprender para reaprender. Comecei a perceber isso, quando entendi que muitas das coisas que eu acreditava e fazia, baseavam-se em condicionamentos que me foram impostos.
O que acontece é que nós raramente nos questionamos sobre as coisas. Achamos que se está assim é porque é assim e fim de papo, mas não é bem isso.

Para exemplificar melhor, quero te fazer uma pergunta:
Você acha que crianças são criativas, sonhadoras e imaginativas? Provavelmente sim, né?
E os adultos, são criativos,sonhadores e imaginativos?
Pode até ser que você conheça uns por ai que sim, mas são poucos (imagino eu). E você acha que os adultos já foram crianças? 🙂 Pois é!! O que será que aconteceu no meio do caminho então? Se nós éramos criativos,sonhadores e imaginativos, por que bloqueamos isso?

A verdade é que nós já nascemos fora da caixa, mas foram tantos condicionamentos que fomos colocados dentro dela.

O que eu acredito que aconteça, é que esses mesmos adultos não criativos que nos ensinaram a ser como eles, são filhos de outros adultos não criativos também. Fomos ensinados que trabalho é coisa séria, que adultos são sérios, sempre ocupados, na correria (e falam como se fosse algo bom) cheios de reuniões desnecessárias e problemas psicossomáticos. Já as crianças; são sonhadoras, criativas… Os adultos… Não! Precisam ser “pé no chão” ou “realistas”. É claro, não estou dizendo que não tenhamos que pensar nos nossos atos, ou sair fazendo coisas desenfreadamente sem pensar antes de agir. NÃO É ISSO, mas tudo é uma questão de aprender a equilibrar esses dois lados dentro de nós.

“O mundo se tornou adulto demais”

O Pequeno Príncipe.

Desaprendemos a amar, imaginar, sonhar… Por isso, precisamos aprender a desaprender, ou seja, aprender a retirar todos esses filtros que impedem que vejamos a nossa verdade, e reaprender sobre o que é ser criativo, sobre amar, sonhar, imaginar... E o lado bom da história, é que fica muita mais fácil aprender quando lá no fundo, você já sabe!

“Muito mais difícil do que lembrar, é esquecer”

Rubens Alves

É preciso enxergar as coisas com o mesmo olhar de uma criança quando está aprendendo algo novo; totalmente presente, interessada, atenta, sem julgamentos.

Vou recomendar alguns exercícios que me ajudaram muito nesse processo profundo dentro de mim:

1- Faça uma lista de 5 coisas que você amava fazer quando era criança.
2- Tente se lembrar o que te falaram quando você contou pra alguém sobre essas coisas.
3 – Observe como você se sente e o que deixou de fazer por conta de julgamentos externos.

Além também da meditação que me ajuda muito e claro, o thetahealing que vem pra quebrar várias crenças e bloqueios, recomendo muito o filme pra “O Pequeno Príncipe”. No filme, esse assunto é abordado de uma forma maravilhosamente profunda.

Espero que tenha ficado fácil de entender mesmo sabendo que se trata de um assunto complexo.

Deixa um comentário se isso faz sentido pra você.
Beijos, Carol. <3

Você ainda vai agradecer por não ter dado certo

Eu sei que muitas vezes idealizamos coisas, pessoas e situações que acabam nos decepcionando pois nem sempre saem da forma que a gente esperava. Como diria o querido Gasparetto: “Não é porque as coisas não estão acontecendo do jeito que você gostaria, que elas não estão dando certo”. Quero contar uma história que aconteceu na minha vida que vai ilustrar bem isso.

Eu estava fazendo estágio em TI, mas queria ir para uma nova empresa que tivesse mais desafios e oportunidades.
Um dia, recebi uma ligação para fazer uma entrevista de emprego em uma área que eu queria muito (redes). No dia da entrevista final, eu e o entrevistador estávamos em um papo super bacana, até que ele falou: “Poxa, adorei muito seu perfil, mas eu acho que essa área é mais para homens, né?” Eu fiquei muito surpresa, pensei que estava me candidatando a uma vaga em TI, e não a uma vaga em TI para homens. Acho que respondi algo do tipo: “Eu entendo que hoje existam mais homens nessa área, mas acredito que eu também possa fazer esse trabalho.” Depois disso, nem lembro mais o que ele falou, acho que estava tão chocada que apaguei da memória. Eu fui embora arrasada, nunca pensei que talvez não me contratariam por eu ser mulher em uma área dominada por homens. Voltei triste, desanimada e um pouco abalada, mas sabe o que eu fiz? Persisti mais ainda! Era o que eu queria e não importava o que aquele SER HUMANO DE LUZ (pra não falar outra coisa) me dissesse.

Um tempo depois, recebi uma ligação de uma outra empresa, falando sobre uns testes para uma vaga também na área de redes. A hora que cheguei para fazer os testes, tinha uns 10 homens para fazer também, eu logo pensei: “Não terei chances”, mas mesmo assim, fui lá e fiz, da melhor forma que eu podia fazer.
Passei nesses testes e fui selecionada para a etapa seguinte, e um tempo depois, recebi uma ligação falando que eu seria contratada! Foi uma sensação incrível, eu fui a primeira mulher a estagiar lá nessa área, e posso falar? Foi maravilhoso descobrir que, apesar de ter ficado muito chateada com o que tinha acontecido antes, eu não desisti do que eu queria, fui atrás e continuei mesmo que às vezes eu pensasse: “Talvez seja melhor escolher outra coisa”.

Claro que existiram diversos desafios dentro dessa empresa, não foi nada fácil no início, mas ao mesmo tempo, foi o lugar que eu mais cresci, mais aprendi, conheci pessoas incríveis, o salário era quase o dobro do que a empresa que não me contratou oferecia, era uma multinacional, e só depois eu parei pra pensar no quanto eu estava grata por não ter conseguido o outro estágio, é claro que eu não sei como teria sido lá (e agradeço por isso), mas eu amei exatamente como foi. Foi a empresa que eu fiquei por mais tempo, e tive o prazer de ouvir do meu chefe quando estava me efetivando que eu fui a melhor estagiária que havia passado por ali, que até ele ficou com receio no início de me contratar e eu não aguentar o tranco, mas ele se surpreendeu.

Muitas vezes, olhamos o que “perdemos” e não enxergamos o que ainda podemos conquistar. E podemos levar para diversas áreas da vida, já passei por isso em relacionamentos também, perdi as contas de pessoas que saíram da minha vida em um momento que eu queria muito que ficassem. Hoje, olhando pra trás eu penso: “Ainda bem que não deu certo”.
O universo sempre conspira a nosso favor. Muitas vezes, ele só quer nos dizer: “Tenho algo melhor pra você lá na frente, mas você ainda não consegue enxergar. Você confia em mim?” E é nessa hora que não vale a pena se apegar ao sofrimento, solta (de coração), confia! Confia que existirá um emprego que te realizará mais, confia que existirá um outro relacionamento (pessoas vem e vão), enxergue que nem sempre as coisas acontecerão da forma que a gente quer, e que tá tudo bem mesmo assim! É importante entender o tempo das coisas, e não to falando para deixar a Deus dará, mas entender que talvez não seja ali, não seja agora, não seja daquele jeito. Talvez seja muito melhor do que sua mente limitada pensou, continue em busca do que você quer!

Eu enfreitei muitos desafios na minha vida, pois eu sempre quis o que era certo pro meu coração, não importasse o quanto eu tivesse que me dedicar à isso. Eu sempre penso: “Queira o que é certo (pra você), não o que é fácil, se o fácil for o certo, melhor ainda.”

Espero que tenha feito sentido e que ressoe com muitas outras pessoas esse texto.
Por hoje é isso. Beijos, Carol <3

3 Coisas que aprendi na vida de nômade mirim

Eu fiz as contas, morei em umas 11 casas até meus 21 anos, e dos 13 anos que passei na escola, estudei em 7 escolas diferentes. Fiquei um pouco impressionada com esses números pois tenho amigos que moram na mesma casa desde que nasceram, então acho que me mudei bastante.
O que eu não sabia, era que tudo isso estava me preparando para a vida real e formando minha personalidade.

Eu me lembro que a coisa que eu mais odiava nessas mudanças, era que toda vez quando eu realmente estava fazendo amizades, era hora de mudar de novo. E então, aprendi a primeira lição:

1- NADA É ESTÁVEL.

Eu sei, eu sei, a gente está sempre em busca da tal da estabilidade, mas e se eu te falasse que ela não existe? E é bom tomar cuidado quando você deseja isso, porque tudo o que está estável, está imóvel, fixo, e se levarmos para a vida real, talvez esteja morto.

Eu confesso que fico um tanto quanto impressionada quando ouço alguém falando: “procuro uma vida estável” , “um trabalho estável”, “relacionamento estável”. Meu bem, se ninguém te falou, eu te darei essa notícia: não existe absolutamente NADA estável. Pare de procurar por garantias onde não existem. Não tem como garantir que aquele relacionamento dará “certo”, que aquele emprego será bom, mas você jamais saberá o que vai acontecer se você não tentar (isso eu garanto).

O que eu quero dizer aqui é que nada é fixo, a vida em si é movimento. Então, chega de querer eternizar coisas, pessoas, ambientes, trabalhos, pois nada é pra sempre. Tudo muda o tempo todo, aproveite enquanto puder! Saiba usufruir, mas jamais tenha o sentimento de posse. Lembre-se: “Isso também passará”.

A real estabilidade é saber lidar com as instabilidades.

Então se você está vivo, ao invés de querer uma vida estável, aprenda a lidar com seus sentimentos e as diversas situações instáveis que irão surgir no caminho. Isso te ajuda a enxergar o mundo de uma forma muito mais leve e mais preparado para enfrentar qualquer coisa. Quando a gente “acha” que está no controle, vem a vida e muda tudo. Já reparou?

AO INVÉS DE ESTABILIDADE, BUSQUE POR MATURIDADE EMOCIONAL, ISSO SIM SERÁ ÚTIL!

2- MUDAR PODE SER DOLOROSO, MAS É NECESSÁRIO.

Eu sei que pode ser muito doloroso escolher um novo caminho, mudar a rota, mudar de emprego, mudar de estado, mudar de país, aceitar que o relacionamento não está funcionando e até escolher parar de sofrer pode ser um grande desafio, porque nos acostumamos tanto com aquela situação, que mudar pode ser muito assustador. Mas eu te garanto, não existe nenhuma decisão que te leve para o próximo nível sem que você tenha que realizar mudanças.

O que nos assusta, é que mudança envolve reinvenção, adaptação, vulnerabilidade e coragem, e essas coisas podem carregar um grande desconforto. Não conseguir prever ou controlar o que vai acontecer deixa muita gente paralisada, mas quando treinamos nosso cérebro para se adaptar com as mudanças e perceber que nunca iremos prever ou controlar o que vai acontecer e que conseguimos controlar apenas nossas ações perante as diversas situações, tudo fica mais leve.

“Correr riscos nem sempre da resultados, mas nada nessa vida da resultado sem correr riscos”

Brené Brown.
Um bom exercício para identificar se você está aceitando bem as mudanças, é: 1- verificar todas as áreas da sua vida, qual seu grau de satisfação em cada uma delas? - dê uma nota de 0 - 10 - isso está bem relacionado com o quanto você precisa aceitar as mudanças. 2- Faça um panorama de como estava sua vida há 2 anos. Você cominua falando com as mesmas pessoas? O que mudou de mais impactante pra você? O que mudou no seu trabalho? E nos seus relacionamentos? Depois me fala o que você fez e como foi :). 

3- APROVEITE AS PESSOAS O MÁXIMO QUE PUDER.

Umas das coisas que aprendi também, é que eu precisava aproveitar o máximo possível as pessoas à minha volta, porque talvez não nos víssemos com tanta frequência mais (ou nunca mais nessa vida). Com o passar do tempo, percebi que isso me trouxe uma característica que eu precisei trabalhar em mim: Eu queria aproveitar ao máximo as pessoas, porém eu sempre tinha aquela sensação de: “poxa, talvez isso nem dure muito, então não vou me aprofundar em você, gostar de você, pra depois ter que ir embora”. Depois de muito tempo, percebi que eu ainda agia assim, pois foi a forma que me acostumei. Ainda é algo que venho trabalhando em mim, mudando para sentir aquela sensação de: “posso me aprofundar em você, mesmo que você vá embora, tá tudo bem” 🙂 (to em processo, não pense que é fácil). É como diz a letra daquela música maravilhosa que sempre tocam nos luaus: “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há”.

Aproveitando o gancho dessa música, tem uma outra parte que fala “[…] Já morei em tanta casa que nem me lembro mais…” (minha cara).
Espero que esses conselhos te ajudem a enxergar as coisas através de uma nova perspectiva. Isso tudo foi importante para mim e para minha evolução pessoal, se eu precisasse dar um conselho para uma pessoa muito querida, com certeza seriam esses.

Beijos Carol <3

#nomade #crianca #conselhos #mirim #nomademirim

A beleza de ser vulnerável.

Há uns meses, eu assisti a palestra da Brené Brown na Netflix que se chama: “The call of courage”, e aproveitei também para ver o TED dela: “The power of vulnerability“. Eu me apaixonei tanto por tudo que ela dizia, que assisti umas 3 vezes na mesma semana. Eu recomendo muuuuito! Ela é simplesmente maravilhosa! <3 E nesse post, vou tentar resumir o que EU entendi de tudo que foi passado ali.

O que é vulnerabilidade?

Acho que a primeira coisa que devemos entender é que vulnerabilidade não é fraqueza e que não existe vulnerabilidade sem impor limites. Na verdade, a melhor maneira de medir sua coragem é através da sua habilidade de ser pouco ou muito vulnerável.
Pois é, isso foi um tapa na cara pra mim, eu sempre associei ser vulnerável com fraqueza e que ninguém podia me ver sendo “fraca”, mas sabe por que é tão importante ser vulnerável? Porque só através da vulnerabilidade podemos experienciar o amor, alegria e o pertencimento. E é justamente o que viemos fazer nesse mundo! Amar!

“Vulnerabilidade não é ganhar nem perder, é ter coragem de se expor sem poder controlar o resultado.”

Quando não aceitamos a nossa vulnerabilidade, também negamos o amor, o pertencimento e a alegria. E pagamos um preço alto por isso. Somos biologicamente programados para criar conexões, está no nosso DNA. Porém, no mundo atual, a maioria das pessoas querem eliminar todos os riscos e anestesiar a vulnerabilidade, preferem nunca conhecer o real amor ao arriscar sofrer ou se magoar. Estão sempre na defensiva, com medo da entrega. “E se ele(a) me magoar?”, “E se não der certo?”, “E se eu sofrer?”. E sabe qual o remédio para todos esses questionamentos? Aceitar sua própria vulnerabilidade e correr o risco.

Vulnerabilidade é incerteza, riscos e exposição emocional.
E a pergunta que fica é: Você conhece algum ato de coragem que não envolva incerteza, correr riscos ou exposição emocional?

Não é lindo saber que não existe amor sem vulnerabilidade? Que nunca conseguiremos prever exatamente como o outro se comportará, não temos como obrigar alguém a ficar ou gostar da nossa companhia, não existem contratos prontos (por mais que busquemos garantias), não somos robôs, mas temos uma incrível capacidade para o amor se aceitarmos nossa própria vulnerabilidade. <3

Amar é ser vulnerável. É dar seu coração e dizer: Sei que posso me magoar, mas quero fazer isso. Quero ser vulnerável e amar você”

Beijos! Carol. <3

#vulnerabilidade #brenebrown #netflix #ted #youtube

4 Dicas práticas para lidar com gente difícil.

Olhou pra esse título e já veio alguém na sua mente?
Então esse post é pra você.

Antes de mais nada, é importante entender o por quê/qual o papel dessa pessoa na sua vida.
Falei mais sobre isso nesse post aqui.

Ta sem tempo de ler? Então ouça o post:

E agora esse post é com dicas práticas que você pode/deve começar HOJE mesmo.

Caso você apenas não sinta afinidade com a pessoa; mantenha distância, fale o mínimo possível sobre sua vida, sobre suas coisas e não deseje o mal. Mas se no momento, você precisa encontrar com a pessoa diariamente e está difícil a convivência, existem algumas lições para ser aprendidas e essas dicas + esse post irão te ajudar:

DICA 1Faça uma carta para a pessoa dizendo tudo o que você sente. TUDO mesmo, lá você vai detalhar o por que ela te incomoda tanto, o que ela faz que te irrita, chateia, etc. Mas por favor, JAMAIS envie para a pessoa. Isso deve ficar apenas com você. (Afinal quando você vomita você vai pro banheiro ou vomita na cara de alguém?). Depois de um tempo (dias, meses, anos…), quando se sentir bem, pode queimar a folha ou jogar fora, é necessário fazer isso apenas uma vez.

DICA 2 Escreva e grave um áudio no seu celular (para você), dizendo o que você não gosta nessa pessoa (pontos negativos) e comece a ver em você pontos similares ou o quanto você tem feito isso na sua vida.

Exemplo: Você não gosta da pessoa por ela ter te traído. Ai você olha pra sua vida e percebe que não traiu ninguém, porém está sempre traindo suas próprias vontades, ou seja, sempre que quer algo, abre mão para agradar outras pessoas (isso também é um tipo de traição,e eu diria que uma das piores).
Então talvez essa pessoa esteja te mostrando algo que precisa ser mudado em você, esteja aberto para perceber, e quando a gente coloca no papel e fala sobre isso, ajuda muito. As chances de percebemos aumenta em 85% segundo o data issoepramim.

DICA 3Fazer o Ho’oponopono.
Eu já fiz o Ho’oponopono diversas vezes, quando fiz com 108 contas (vezes) era bem cansativo pra mim e muitas vezes eu dormia. Até que descobri um outro jeito de fazer, através de um vídeo da Gisela Vallin (canalizado) e que funciona pra mim:
Anote o nome da pessoa, vai para um lugar silencioso, faça uma respiração profunda e fale:

            Nome da pessoa + Ho’oponopono.
“Tonico, sinto muito, me perdoe, sou grata, te amo”

Imagine a pessoa sorrindo para você, e você sorrindo para ela (verdadeiramente), emanando uma luz muito bonita.
Faça 3 vezes.

DICA 4 – Escreva 10 qualidades da pessoa. (esse é o meu preferido, foi minha amiga Celia que me ensinou) e antes que você me xingue dizendo “Mas Carol, como encontrar 10 qualidades de alguém que eu não gosto?” Eu por acaso disse que seria fácil? Disse que te ajudaria, mas você tem que estar disposto :). E gente, não precisa ser qualidades grandiosas, sabe que a pessoa tem filhos? dirige? sabe cozinhar? então colocar lá:

  1. Dirige bem
  2. Cozinha bem
  3. É um bom pai
  4. É uma boa mãe
  5. É comunicativo
  6. É elegante
  7. Sabe fazer um bom café
  8. É expressivo
  9. Cuida bem de quem gosta
  10. Tem um olhar analítico e preciso

E sim, precisa de 10 itens, e precisa ser verdadeira, você vai ler todos os dias até que possivelmente 2 coisas aconteçam: ou você se afasta de vez da pessoa ou se aproximam em harmonia, e depois de ler tantas vezes, você vai ver que a pessoa nem é tão desprezível quanto você pensava.

Todas essas dicas, servem para quantas pessoas você quiser, mas faça separadamente para cada.
Me conta como foi pra você fazer isso e como você se sentiu depois. Eu tenho certeza que se você fizer seguindo essas dicas, com certeza vai sentir uma grande melhora, eu mesma já usei bastante e sempre funcionou.

Com amor, leveza e bom humor: Carol Rocha <3

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