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O Efeito Sombra

Se eu pudesse indicar um livro que resumisse todo o meu processo de desenvolvimento nos últimos meses, agregando psicoterapia e a própria quarentena eu diria que o livro “O Efeito Sombra” se encaixa perfeitamente em todo o contexto, pois tenho percebido que todas as coisas que têm me incomodado nos meus familiares nada mais são do que comportamentos que eu procuro esconder em mim mesmo. O livro trata sobre tentarmos escondermos nossos lados sombrios e como devemos lidar com este efeito.

Eu estava assistindo à uma palestra da professora Lúcia Helena Galvão, onde era dito que nos incomodamos com características que não temos coragem de enfrentarmos interiormente e, se algo nos tira do centro é porque precisamos nos analisar com relação aquilo, pois existe algo por trás que provavelmente irá nos ensinar algo e nos ajudará a crescer.
Acredito que é isso que os autores dos autores  Deepak Chopra, Debbie Ford e Marianne Williamson buscaram ensinar neste livro, eles nos ajudam a ver com outros ângulos as nossas características sombrias e nos ensinam, de certa forma, olharmos com compaixão para cada sentimento gerado por essas sombras.

“Ter um lado sombrio não é possuir uma falha, mas ser completo.”

Deepak Chopra

No post anterior sobre Ansiedade foi mencionado que os padrões de pensamento ansioso se dá juntamente com a formação do EU, este (que é chamado de self no livro) é também o formador de nossas sombras e, segundo Deepak Chopra, cada vez que qualquer aspecto do self for separado, rotulado como mau, ilícito, vergonhoso, culposo ou errado, a sombra ganha poder, pois parte do self foi separada. Por sua vez, a sombra perde o poder quando a consciência pára de se dividir, não havendo compartimentos ocultos ou rochas limosas onde se esconder. Quando a consciência vê a si mesma, permitimos o nascimento de um novo self e até mesmo o nascimento de um novo mundo.

Além disso, é observado que toda essa cultura de vergonha de nossas características sombrias está ligada ao consciente coletivo que permite a criação do que o livro chama “Sombra Coletiva”, que são crenças criadas nos grupos sociais. Um exemplo disso é a pesquisa que indicou que, quando uma pessoa ganha peso, começa a fumar ou adoece, os familiares mais próximos têm 50 % de chance de se comportarem da mesma forma. O inverso também é verdadeiro: se você andar com uma turma saudável, é mais provável que adote um comportamento saudável, ou seja, por sermos seres sociáveis e, muitas vezes, estarmos inconscientes, somos suscetíveis ao contágio e compartilhamento de comportamentos, pensamentos e crenças (Também chamado de Inconsciente Coletivo).

Existem alguns padrões de comportamento característico daqueles que estão sobre o efeito sombra que você pode identificar respondendo o questionário para identificar a força do efeito sombra sobre você clicando aqui. Caso você tiver uma alta identificação com o efeito sombra, os autores recomendam os seguintes passos os quais explico com minhas próprias palavras do que aprendi com o livro e a própria vida:

1. Reconheça sua sombra quando ela trouxer negatividade para sua vida. 

No momento em que o efeito sombra começa agir sobre nós precisamos aproveitar a oportunidade para reconhecermos o que estamos sentindo e darmos a devida atenção a todos os sentimentos que estão surgindo em nós mesmos. É um processo, mas com o tempo e com a prática é possível alcançarmos uma consciência do que está ocorrendo. Algumas vezes serão as pessoas mais próximas que nos darão um “toque” e outras vezes serão pessoas não tão próximas, mas o importante é estarmos prontos para recebermos as observações, procurando evitar as reatividades.

2. Abrace e perdoe sua sombra. Transforme um obstáculo indesejado em seu aliado.

Muitas vezes podemos ficar nervosos porque não atendemos determinadas expectativas e está tudo bem, pois o verdadeiro crescimento se dá através do tempo com as experiências. como mencionei no post sobre mindset de crescimento as pessoas verdadeiramente bem sucedidas são aquelas que apreciam a jornada apesar de todos os obstáculos.

3. Pergunte a si mesmo que condições estão dando origem à sombra: estresse, anonimato, permissão para causar danos, pressão dos colegas, passividade, condições desumanas, uma mentalidade “nós versus eles”. 

Cada vez que aumentamos o sentimento de separação, maior será a força de nossas sombras. Quanto mais procurarmos agir com compassividade e empatia para com o próximo, menor será a força que a sombra terá sobre nós. Quando conseguimos perceber que cada um está fazendo o seu melhor com a consciência que tem no momento conseguimos perceber que todos estamos no mesmo caminho.

4. Compartilhe seus sentimentos com alguém em quem confie: um terapeuta, um amigo de confiança, um bom ouvinte, um conselheiro ou um confidente.

Uma das coisas que mais me ajudaram nesses últimos anos foi poder compartilhar meus sentimentos com aqueles que estão ao meu redor. A cada troca de experiência pude experimentar uma compreensão de mim mesmo e das situações que ocorrem na minha vida. A verdade é que cada um tem uma visão de vida, cada um tem seu ponto de vista e quando expomos nossa situação para os outros temos a oportunidade de recebermos um feedback de quem está em outra perspectiva, que pode nos ajudar a ampliar nossos horizontes.

5. Inclua um componente físico: trabalho corporal, liberação de energia, respiração de ioga, cura interativa. 

Querendo ou não estamos num corpo físico e muitas de nossas emoções podem se originar a partir de nossa postura corporal, por isso é necessário termos um bom condicionamento físico, para termos uma certa consciência se o nosso corpo está procurando nos enviar alguma mensagem para tomarmos cuidado em certas situações, pois muitas doenças são indicadores de que algo está errado em nosso mundo espiritual, mental ou psíquico.

6. Para mudar o coletivo, mude a si mesmo — projetar e julgar “os outros” como malfeitores só aumenta o poder da sombra. 

A projeção é quando acreditamos que o outro está sentindo o que sentimos. Muita vezes projetamos nos outros aquilo que não queremos admitir que sentimos e é nesse momento que precisamos nos perguntar o porquê de estarmos tendo determinados pensamentos. Por exemplo: algumas vezes temos determinadas desconfianças das pessoas que estão ao nosso redor, mas se formos pensar com maior profundidade será que na verdade nós não estamos projetando uma maldade interna? Eu diria que quanto mais desconfiamos dos outros mais precisamos desconfiar de nós mesmos.

7. Pratique a meditação, de modo a experimentar a consciência pura, que está além da sombra.

A meditação nos permite observarmos melhor a nós mesmos tanto interiormente quanto fisicamente, existem muitas comprovações cientificas sobre os benefícios da meditação que podem ser encontrados no post do livro Mindfulness. Além disso, também recomendo o vídeo da Carol para quem quiser começar a praticar e não sabem como.

Enfim, a sombra nada mais é do que o lado sombrio de nossas personalidades, são características que procuramos esconder dos outros ou até mesmo lutamos para não mostrarmos ou temos vergonha quando as demonstramos. No entanto, esconder nossa sombra é a forma mais perigosa que podemos lidar com ela, pois quando este lado sombrio vier à tona poderá causar um estrago muito maior do que se tivéssemos dado atenção o quanto antes. A própria rotulação de nossas características sombrias pode ser algo danoso à nós mesmos. Quanto mais cedo observarmos nossas sombras, quanto mais cedo acolhermos aquilo que nos aflige e irrita, mais cedo chegaremos num nível integração completa do Ser e estaremos mais próximos da verdadeira experiência, o verdadeiro Amor. É o que desejo para todos nós de coração!

Pedro Cruz.

Ansiedade – como enfrentar o mal do século

Augusto Cury (Ph.D.), o autor desse livro, é um psiquiatra que admiro muito não só porque ele tem uma abordagem da psicologia bem diferente (diria até cristã), mas também porque seus livros têm sempre o objetivo de agregar valor para as pessoas que leem, dando exemplos através de metáforas, escrevendo de forma poética e sempre trazendo reflexões profundas sobre a vida, o meio em que vivemos e a educação. Neste livro, o autor fala sobre as causas da ansiedade, mais especificamente a SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado), como ela se forma e como está afetando cada vez mais pessoas em todo o mundo devido à falta de preparação para lidarmos com a quantidade de informação cada vez maior.

Segundo o livro, o EU deveria aprender desde a mais tenra idade como se autocontrolar, pois ele é o formador da emoção e gerenciador dos pensamentos. Quem consegue ter uma boa formação do EU tem capacidade de ser líder de si mesmo. O autor sinaliza que muitos pais delegam as responsabilidades da educação de suas crianças às escolas as quais, por sua vez, se eximem da responsabilidade, falando muito sobre o mundo em que estamos, mas quase nada do mundo que somos. A grande proposta é que a responsabilidade não seja de um ou de outro, mas de AMBOS. A educação de nossas crianças é primordial para que não cresçam hiper pensantes, mas com maturidade emocional para enfrentarem os desafios da vida e terem um Mindset de crescimento . Evidentemente que a escola deve ser um complemento à educação familiar, mas os exemplos dos pais e professores são a forma mais efetiva de se educar os mais jovens.

“Bons pais dão presentes e suportes para a sobrevivência dos seus filhos, mas pais brilhantes vão muito além: dão a sua história, transferem o mais excelente capital, o das experiências.”

Augusto Cury

Nesse post aqui, falamos sobre a capacidade imaginativa dos seres humanos e alguns problemas que podemos criar a partir de histórias criadas em nossas mentes, aqui o autor abrange um pouco mais o próprio pensamento. A velocidade acelerada dos pensamentos é o sinal mais evidenciado da falha na formação do EU e é justamente o pensamento excessivo o causador da síndrome do pensamento acelerado (SPA). Nos últimos tempos estamos tão atolados com atividades e informações que não temos tempo para apreciarmos os momentos ou até mesmo focarmos em uma atividade… eu mesmo muitas vezes me pego ouvindo uma música, enquanto ouço uma palestra, respondo algumas mensagens no celular enquanto estou trabalhando e, então, começo a ter dores de cabeça, que é uma sinalização do corpo gritando para tomar cuidado.

Há muitos tipos de ansiedade; pós-traumática, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), síndrome de Burnout, transtorno do pânico… Porém, a ansiedade produzida pela SPA é mais abrangente, contínua e “contagiante”. Abaixo, estão relacionados alguns dos sintomas:

  • Ansiedade
  • Mente inquieta ou agitada
  • Insatisfação
  • Cansaço físico exagerado; acordar cansado
  • Sofrimento por antecipação
  • Irritabilidade e flutuação emocional
  • Impaciência; tudo tem que ser rápido
  • Dificuldade de desfrutar a rotina (tédio)
  • Dificuldade de lidar com pessoas lentas
  • Baixo limiar para suportar frustrações
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular
  • Outros sintomas psicossomáticos (queda de cabelo, taquicardia, aumento da pressão arterial etc.)
  • Déficit de concentração
  • Déficit de memória
  • Transtorno do sono ou insônia.

Além de nos advertir sobre a SPA, o livro também tem o objetivo de nos apresentar parte do trabalho de 15 anos desenvolvido pelo autor chamado Teoria da Inteligência Multifocal (TIM), onde é apresentado o fenômeno RAM (Registro Automático da Memória), o fenômeno de gatilho da memória e as Janelas da memória. O fenômeno RAM é o registro de tudo o que entramos em contato consciente ou inconscientemente; O gatilho da memória é o milésimo de segundo que aciona uma Janela na nossa memória; As janelas da memória são armazéns de informações que caracterizam cada momento de nossas vidas, que formam a nossa memória de uso contínuo e, principalmente, nossa memória existencial.

As janelas da memória são categorizadas em 3 tipos:
Janelas Neutras – contém milhões de informações neutras como informações que são partes da nossa vida e podem ser substituídas no decorrer do tempo ou colocadas na periferia da mente.
Janelas killers ou janelas traumáticas – são zonas de conflito, janelas que assassinam o acesso à outras janelas da memória em momentos estressantes. O Eu se torna prisioneiro de si mesmo e as pessoas ficam irreconhecíveis. Devemos reconhecer as janelas que furtam nosso autocontrole e indagar se temos janelas duplo P (janelas com duplo poder de nos aprisionar psicologicamente).
Janelas Light – Janelas que iluminam o EU para o desenvolvimento de funções mais complexas da inteligência como empatia, resiliência, habilidade de gerenciar a emoção e pensamentos.

A ansiedade vital é natural do ser humano, mas esta se torna um problema quando não conseguimos ter uma vida normal devido às inúmeras janelas acionadas de uma só vez, o que nos deixa com a mente agitada, desenvolvendo a Síndrome do Pensamento Acelerado. O gatilho da memória ativa milhares de memórias durante uma hora e ao mesmo tempo que é um grande auxiliar na imaginação e criatividade também pode ser um grande problema, pois pode se tornar a causa de fobias, obsessões, compulsões e vícios decorrentes da ativação de muitas janelas killers.

Mas porque não é fácil mudar nossas características doentias? Porque a emoção gera janelas killers poderosíssimas que inclusive mudam a nossa personalidade. Uma característica de personalidade precisa de muitas janelas com várias características. Somos viciados não por causa dos acontecimentos em si, mas por causa do Eu que construímos a partir das experiências externas. Para “resolvermos” este problema, bastaria reeditar todas as janelas traumáticas. A ideia do autor é adquirirmos conscientização das nossas histórias mentais, compreendermos porque termos determinadas reações e buscarmos praticar novos hábitos, selecionando melhor as informações e tendo uma vida mais consciente e tranquila.

Algumas das causas da SPA que devemos nos atentar são:

  • Excesso de informação
  • Excesso de atividades
  • Excesso de trabalho intelectual
  • Excesso de preocupação
  • Excesso de cobrança
  • Excesso de uso de celulares
  • Excesso de uso de computadores.

Além de nos atentarmos aos excesso, o autor nos ensina duas técnicas para lidar com a SPA: A primeira, é chamada de “Mesa redonda do EU” que deverá ser utilizada nos momentos de mais tranquilidade e serve para fazermos uma conversa franca do EU com as falsas crenças que nos aprisiona psiquicamente nos momentos de tensão. Além dessa técnica, também é ensinada a técnica DCD (Duvidar Criticar e Determinar) que é indicada para os momentos de crises onde se deve duvidar do controle do medo e de tudo que nos aprisiona psiquicamente, criticar a nós mesmos com relação à nossa rigidez de pensamento e, por último, decidir ter determinação, disciplina para mantermos o foco e lutarmos pela meta de sermos psicologicamente saudáveis.

O livro tem um objetivo de nos alarmar sobre este mal que afeta tantas pessoas no mundo e nos incentiva a termos uma reação mais racional diante dos momentos de tensão. Acredito que existem muitas outras formas que podemos lidar com a ansiedade, particularmente, vejo o Thetahealing como uma terapia extremamente efetiva para lidar com as crenças que acionam a ansiedade, mas também existem outras práticas e terapias que podem ser efetivas como alimentação saudável com menos cafeína e açúcar, exercícios físicos, Yoga, meditação, EFT, Barras de Acess, acupuntura, etc… Enfim, apesar das crises do mundo exterior, meu desejo é que vocês possam, cada vez mais, entrar em sintonia consigo mesmos, que o seu mundo interior esteja cada vez mais em sintonia com a Paz e o Amor.

Pedro Cruz.

PS.: Recomendo também ler os posts sobre o livro Mindfulness e 6 dicas para você não enlouquecer de vez 😉

Mais Forte do que Nunca

Há algum tempo, eu estava decidido a falar sobre um livro que tratava sobre como contar histórias sempre foi importante para a vida do ser humano, se destacando nas empresas como ferramenta de motivação e publicidade, além de ser uma ferramenta primordial para se educar e disseminar conhecimento através dos séculos em todas as culturas. No entanto, por sincronicidade da vida, este livro veio parar nas minhas mãos e, por tratar de histórias de desenvolvimento pessoal e superação, senti de compartilhar com vocês algumas das reflexões expostas pela pesquisadora Brené Brown e que tem muito a ver com o momento histórico que estamos passando.

“Somos criadores natos. É através das mãos que levamos da cabeça para o coração aquilo que aprendemos.”

Brené Brown

Podemos dizer que somos os seres mais criativos da face da terra e é por esse motivo que nos tornamos tão ansiosos ou depressivos, pois criamos as histórias nas nossas mentes em vez de vivermos apenas a realidade. Por este motivo que, muitas vezes, perdemos o controle em algumas situações, como num momento de pandemia mundial: não temos a menor ideia de como a história irá acabar, então nossa mente fica desesperada à procura de uma conclusão, perdemos a presença e ficamos confusos sem saber que caminho seguir. Mas, segundo a própria autora, são nestes momentos de maior vulnerabilidade que temos a oportunidade de darmos a volta por cima, tirando as lições necessárias para superarmos nossos limites e sermos mais fortes.

As reflexões se iniciaram através da curiosidade da autora pela forma como a Pixar cria suas histórias, que são baseadas no livro “A jornada do Herói” de Joseph Campbell e que têm basicamente 3 atos:

Ato 1: O protagonista recebe o chamado à aventura e o aceita. As regras do mundo são estabelecidas e o final do ato 1 é o “incidente incitador”
Ato 2: O protagonista procura todas as maneiras confortáveis de solucionar o problema. No clímax, aprende o que será realmente preciso para resolvê-lo. Esse ato inclui “o fundo do poço”
Ato 3: O protagonista precisa provar que aprendeu a lição, em geral parecendo disposto a demonstrá-lo a qualquer preço. Este ato é sobre redenção – um personagem esclarecido, que sabe o que fazer para solucionar um conflito.

Esses três atos são também partes do que compõem nossas histórias de vida e são estas histórias que fazem sermos quem somos. Nossas histórias nos definem de uma forma ou de outra, e a forma de nos tornarmos mais plenos é através da integração de todas as nossas experiências, inclusive as quedas. É necessário coragem para assumirmos nossas histórias e não passarmos a vida sendo definidos por elas ou as rejeitando.

A não aceitação de nossas histórias, acabam nos trazendo muita falta de presença, nos traz aquele vazio que muitas vezes nos remete a algum vício, uma anestesia da realidade, enquanto na verdade estamos com uma oportunidade de analisar o que estamos sentindo, uma oportunidade de podemos nos aprofundarmos em nós mesmos para reconhecermos a história que estamos criando em nossas cabeças e crescermos como seres humanos.

A autora fala da importância de criarmos cartas para registrarmos nossos sentimentos, o que nos permite fazermos um reconhecimento do que estamos sentindo, mas também precisamos ter a curiosidade para nos aprofundarmos no por quê estamos sentindo o que estamos sentindo.

Eu admito que muitas vezes é difícil enfrentarmos o que estamos sentindo de frente, é muito mais fácil procurarmos outras formas de lidarmos com as angústias, mas eu também acredito que ignorar nossos sentimentos pode causar muito mais sofrimento no futuro, acabamos explodindo com as pessoas que amamos simplesmente porque não conseguimos lidar com o chefe que ficava enchendo o saco no serviço ou acabamos descontando todo o nosso estresse na comida o que nos deixa mais deprimidos e com uma baixa auto-estima.

A autora nos propõe as seguintes perguntas :
[RECONHECIMENTO – ENTRAR EM CONTATO COM OS SENTIMENTOS]
1- Eu me sinto _____ (decepcionado, arrependido, furioso, magoado, irritado, com o coração partido, confuso, amedrontado, preocupado, etc)
2- Estou_____ (com muita dor, me sentindo muito vulnerável, passando por uma tempestade de vergonha, constrangido, esgotado, num mundo de mágoas).

[CURIOSIDADE SOBRE A HISTÓRIA POR TRÁS DOS SENTIMENTOS]
1 – O que mais preciso aprender e entender sobre a situação? O que sei em termos objetivos? Que suposições estou fazendo?
2 – O que mais preciso aprender e entender sobre as pessoas da história? De que informações adicionais preciso? Que perguntas ou esclarecimentos poderiam ajudar?
3 – O que mais preciso aprender e entender sobre mim mesmo? O que está por trás da minha reação? O que estou sentindo de verdade? Qual o meu papel nisso?

Com a quarentena tive a oportunidade de colocar muito da teoria do livro em prática, pois não tinha muita escolha a não ser analisar os sentimentos de raiva e impaciência que sinto quando minha mãe fala sem parar, quando meu pai começa a repetir frases padronizadas ou quando minha irmã começa a ter um ataque de ansiedade e começa a xingar todo mundo. Pude perceber que muitas das características que percebo na minha família são características que repito com os outros também. Percebo que quanto mais eu acolho os sentimentos que estou sentindo, cada vez que compreendo melhor minha própria família, minha própria história começo a me sentir muito mais tranquilo.

Quando decidimos reconhecer nossa própria história e viver segundo a nossa verdade, levamos nossa luz às trevas.

Brené Brown

Acredito que todos nós estamos em um segundo ato em nossas histórias e também quero acreditar que todos nós somos capazes de tirarmos nossas lições de cada momento que estamos vivendo. O livro nos permite ver as vulnerabilidades e as tratarmos de forma compassiva e não de forma prepotente. Somos capazes de vermos as crises e encararmos de forma transparente, reconhecendo nossas fraquezas e nossas dores.

Espero que todos possam ler este livro, que todos possam criar seus momentos de escrita para reconhecerem seus sentimentos e reconhecer as histórias que estão criando em suas mentes. Desejo de coração que todos nós possamos passar por cada ato de nossa história de forma consciente, plena, integra. Que possamos todos encontrar a força na vulnerabilidade, que possamos ter paciência, que possamos agir com reflexão, que possamos ter esperança e compassividade não somente num período de quarentena, mas que possamos sempre ter a capacidade de darmos a volta por cima e nos tornarmos mais fortes do que nunca.

Pedro Cruz.

Mindset: A Nova Psicologia do Sucesso

Uma das coisas que me emocionam é a questão do aprendizado, não somente aquele referente a transferência de conhecimento especializado como matemática, português etc, mas também o aprendizado relacionado à transmissão de conhecimento da vida. Acredito que este é um dos objetivo dos livros, e este livro escrito pela ph.D Carol S. Dweck dá uma visão fascinante sobre a nossa educação e nos ajuda a observarmos melhor nossas crenças relacionadas à aprendizagem, nos ajudando a refletir como nos comportamos diante dos desafios.

Eu diria que Mindset é um jeito mais “chique” de se chamar uma “forma de pensar” que, segundo o livro, são duas: Mindset Fixo e Midset de Crescimento. Para saber qual o seu tipo de mindset no momento faça o teste no link clicando Aqui.

Também gostaria de compartilhar uma tirinha de “Calvin e Haroldo” incluída no livro que ilustra bem os dois tipos de mindsets:

De um lado, temos Calvin que está com o mindset fixo, não dando o devido crédito ao esforço e utilizando das rotulações para definir a capacidade intelectual da menina, e do outro lado temos, a menina com mindset de crescimento que está se esforçando para aumentar seus conhecimentos.

As pessoas com mindset fixo são aquelas que não acreditam na possibilidade de aprendermos com nossos erros, acreditam que não é possível evoluirmos o pensamento mesmo com esforço. São pessoas que acreditam nas capacidades “natas” ou genialidades e que o sucesso se dá devido aos dons que “ou você tem ou você não têm”. As pessoas com mindset de crescimento são pessoas que têm uma boa relação com os erros e as dificuldades, acreditam que o desenvolvimento se dá com a prática e podemos ficar bom em determinadas atividades mesmo não aparentando ter o dom, mas acreditam na capacidade de se desenvolverem através do esforço e da experiência.

Segundo o livro, a mentalidade fixa é desenvolvida na infância quando pequenos gênios acreditam que nasceram com determinadas atividades e seus pais os parabenizam por serem tão inteligentes e especiais e esta “rotulação” acaba fazendo-os acreditar que não é necessário esforço para continuar praticando, e que seus supostos dons continuarão lhes ajudando até o fim da vida, mas eles se decepcionam ao encontrarem as primeiras dificuldade ou ao conhecerem outras pessoas melhores que elas. Muitas pessoas acabam se frustrando porque não têm determinada habilidade, acreditando que não serão melhores mesmo se praticarem por algum tempo.

A mentalidade de crescimento, da mesma forma que a fixa, é desenvolvida na infância, mas as crianças com este tipo de mindset acreditam que cada vez mais estão melhorando com os erros, pois acham excitante e empolgante o aprendizado adquirido mesmo que tenham “errado”. Os pais parabenizam as crianças pelo esforço empregado em suas atividades, sendo que, de certa forma, os filhos acabam reconhecendo que é possível alcançar o sucesso através do empenho, foco e dedicação.

“Se você é alguém quando tem sucesso, o que você é quando fracassa?”

Carol S. Dweck

As pessoas com mindset de crescimento acreditam que todo o caminho já é parte do desenvolvimento, isto nos ajuda a termos uma visão mais positiva sobre tudo na vida, porque se não alcançamos determinada meta não significa que não tivemos sucesso, a vida continua e temos muitas outras oportunidade para nos desenvolvermos se nos aplicarmos realmente. Podemos tomar como exemplo as pessoas que leram meu último post sobre Mindfulness onde são dados vários exercícios de meditação de atenção plena; Existem aqueles que dirão “isto não é pra mim, minha mente não consegue ficar quieta nem um minuto. Eu não vou conseguir ficar parado” e outras pessoas dirão “isso pode ser pra mim, se eu praticar poderei ficar bom nisso. Eu não consigo ter atenção no momento, mas sei que é possível se empregar algum esforço”.

O mindset fixo é algo delicado até mesmo para os professores, pois se não acreditamos que alguém pode se desenvolver através da prática, através do incentivo, não  seremos bons professores ou até mesmo bons líderes. Existem exemplos no livro onde professores acreditaram no potencial dos alunos de escolas públicas e que, apesar de ninguém mais acreditar, conseguiram fazer com que as classes  alcançassem desenvolvimento e nível intelectual muito mais elevados do que a média.

As pesquisas constataram que pessoas de mindset fixo têm tendência de rotular os outros e a si mesmos e não acreditam que possam mudar esses estados. Ambos os mindsets estão sujeitos à depressão, mas as pessoas com mindset de crescimento tendem a movimentar-se e persistem em suas atividades apesar de toda a tristeza e angustia; as pessoas com mindset fixo acabam desistindo de suas atividades atuais e acabam entrando em um ciclo vicioso que alimenta ainda mais a depressão.

Até mesmo nos relacionamentos ter um mindset de crescimento é importante, porque estas pessoas têm maior capacidade de esquecer os desafetos amorosos e conseguem se recuperar mais facilmente, pois não se sentem eternamente marcados por determinado acontecimento. Além disso, como em todas as coisas, as pessoas de mindset fixo acreditam que “se você precisa se esforçar, é por que não era para ser”. No entanto, segundo estudos indicados pelo livro, no relacionamento a frase “e viveram felizes para sempre” é na verdade “e se esforçaram felizes para sempre”. Enquanto as pessoas de mindset fixo acreditam que um relacionamento feliz consiste na “leitura da mente” um do outro, as pessoas de mindset de crescimento acreditam no desenvolvimento através da experiência e diálogo.

Após vários exemplos dados sobre os benefícios e exemplos dos mindsets de crescimento, o livro dá um passo-a-passo de como podemos mudar nosso mindset e nossas crenças e como podemos alcançar a mudança através de objetivos bem definidos e esforço. Acredito que este livro é essencial para todas as pessoas, pois evidencia que somos capazes de mudar sim, que mesmo não sabendo de tudom podemos nos tornar bons no que quisermos contanto que tenhamos um mindset de crescimento. Podemos ter uma mentalidade que acredita na mudança, uma mentalidade que não rotula, mas acredita no desenvolvimento e no próprio crescimento.

Honestamente, ainda identifico em mim muitas crenças de um Mindset fixo, mas tenho plena crença de que, com o esforço adequado, poderei me desenvolver mais à cada dia. Desejo de coração que tenha contribuído pelo menos um pouco para que vocês também tenham interesse em desenvolver a mudança, interesse em praticar o esforço e que tenham um vida cheia de sucesso verdadeiro.

Pedro Cruz.

Mindfulness – Atenção Plena

Já perceberam como fazemos muitas de nossas atividades inconscientemente, no piloto-automático, sem nenhuma atenção? Quantas vezes não nos atentamos na beleza do dia-a-dia simplesmente porque estamos muito estressados e preocupados com o trabalho ou com dívidas? Já procuraram prestar atenção durante o almoço, no mastigar de nossa comida? Na água do chuveiro que cai sobre o nosso corpo durante uma ducha? Nas sensações geradas ao mastigar um pedaço de chocolate, ao sentir ele derretendo na nossa boca? Já experimentou dirigir o carro com total atenção?
É sobre essas práticas e outras formas de meditação de atenção plena que este livro trata.

Esta meditação é uma prática originada no oriente que tem como objetivo concentrar nossa atenção na respiração procurando observar a nossa mente sem julgamentos. Também permite-nos, com o tempo, ficarmos mais conscientes de nossos pensamentos, observando-os aparecerem de repente e desaparecerem como uma bolha de sabão. Começamos a perceber nossos pensamentos e começamos a retomar o controle de nossas vidas.

Os autores Mark Williams e Danny Penman propõe que executemos um programa de 8 semanas de prática das meditações de atenção plena que estão disponibilizadas nesse link: atenção plena. O programa é composto por 8 meditações que englobam a observação do corpo, alongamento,  auto-estima (no sentido de vermos a nós mesmos como amigos íntimos), observação das nossas emoções e percepção do ambiente que nos rodeia.

O livro nos traz várias conclusões cientificamente comprovadas:

Estudos mostram que os meditadores regulares são mais felizes e mais satisfeitos do que a média das pessoas. Esses resultados têm uma importante repercussão na saúde, já que as emoções positivas estão associadas a uma vida mais longa e saudável.A ansiedade, a depressão e a irritabilidade diminuem com sessões regulares de meditação. A memória melhora, as reações se tornam mais rápidas e o vigor mental e físico aumenta.
Os meditadores regulares têm relacionamentos melhores e mais gratificantes.
Estudos feitos no mundo todo comprovam que a prática da meditação reduz os principais indicadores do estresse crônico, incluindo a hipertensão.
A meditação é eficaz também para reduzir o impacto de doenças graves, como dor crônica e câncer, podendo até auxiliar no combate à dependência de drogas e álcool.
Além disso, pesquisas indicam que a meditação fortalece o sistema imunológico, ajudando a combater resfriados, gripe e outras doenças.

O seguinte quadro, retirado do livro, ilustra a forma como os sentimentos, impulsos, sensações físicas e pensamentos se influenciam entre si e podem causar o ciclo vicioso que nos prendem à obsessões, estresse, ansiedade e até depressão.

Também são dados vários exemplos de pessoas que estavam em situações de depressão, ansiedade e estresse profundo e que, através da meditação conseguiram alcançar um estado de paz, saúde e maior consciência em suas vidas devido a consciência deste ciclo.
Gostaria de exemplificar este quadro com dois episódios que aconteceram numa fase muito recente da minha vida.

Há alguns anos, minha vó veio morar conosco e passamos por vários momentos de estresse, mas acredito que o mais crítico foi quando ela caiu da cama e ficou presa no vão entre a cama e a parede do meu quarto que é bem apertado. Este episódio causou uma crise de ansiedade em mim naquela noite que jamais tinha experienciado na minha vida, fiquei pensando que ela poderia cair novamente, fiquei imaginando a sensação claustrofóbica que ela sentiu ao ficar presa, fiquei me culpando por ela estar em um local tão apertado, e fiquei remoendo esses sentimentos num redemoinho mental sem fim ao ponto que minha respiração e minha frequência cardíaca aumentou até que, em um momento de lucidez, pensei: “Espere aí! Isto não é real! Preste atenção na sua respiração: Isto é o agora!” e, aos poucos consegui me acalmar e dormir novamente.

Após a morte da minha vó, tive um período de melancolia, me sentindo com remorso por todas as coisas que acabei deixando de fazer para ela, remoendo tudo o que eu poderia ter feito melhor para conseguir melhorar a qualidade de vida dela, acabei querendo culpar meus pais e minha irmã por tudo o que ela passou e até um sentimento de vingança me veio, mas com o acompanhamento psicológico, thetahealing e leituras cheguei à conclusão que todos esses sentimentos angustiantes e tristes fazem partes da fase de depressão do luto e aprendi a ficar mais presente através de algumas práticas de meditação, o que tem me ajudado a não cair no ciclo vicioso de pensamentos nocivos (de fato ainda estou aprendendo).

É claro que estes dois episódios podem não parecer nada para muitas pessoas que estão em estado crônico de depressão e ansiedade, mas gostaria de compartilhar a reflexão que tirei dessas situações: a solução para sair da depressão (pensamento excessivo sobre o passado) ou para sair da ansiedade (pensamento excessivo sobre o futuro) é o exercício da atenção plena no momento presente. Este livro mostra diversas comprovações científicas de que a prática regular auxilia no combate à depressão tanto quanto os medicamentos antidepressivos, ou até melhor uma vez que não tem efeitos colaterais.

Por fim, gostaria de compartilhar a meditação de um minuto que o livro oferece e que pode ser feita a qualquer momento do dia em que estivermos nos sentindo capturados pelo estresse ou nervosos por causa de algo que está acontecendo ao nosso redor:

Meditação de um minuto

  1. Sente-se ereto em uma cadeira com encosto reto. Se possível, afaste um pouco as costas do encosto da cadeira para que sua coluna vertebral se sustente sozinha. Seus pés podem repousar no chão. Feche os olhos ou abaixe o olhar.
  1. Concentre a atenção em sua respiração enquanto o ar flui para dentro e para fora de seu corpo. Perceba as diferentes sensações geradas por cada inspiração e expiração. Observe a respiração sem esperar que algo de especial aconteça. Não há necessidade de alterar o ritmo natural.
  1. Após alguns instantes, talvez sua mente comece a divagar. Ao se dar conta disso, traga sua atenção de volta à respiração, suavemente. O ato de perceber que sua mente se dispersou e trazê-la de volta sem criticar a si mesmo é central para a prática da meditação da atenção plena.
  1. Sua mente poderá ficar tranquila como um lago – ou não. Ainda que você obtenha uma sensação de absoluta paz, poderá ser apenas fugaz. Caso se sinta irritado ou entediado, perceba que essa sensação também deve ser fugaz. Seja lá o que aconteça, permita que seja como é.
  1. Após um minuto, abra os olhos devagar e observe o aposento novamente.

Acredito que este artigo é uma conclusão para os 3 últimos que fiz, pois todos tratam da auto-observação, busca pela paz interior e felicidade. O programa é um verdadeiro desafio e demanda muita auto-disciplina. Sinceramente eu ainda não consegui seguir à risca o programa completo durante as 8 semanas, mas proponho praticarmos juntos para alcançarmos maior paz interior e conseguirmos acalmar e silenciar cada vez mais o barulho mental. Desejo de coração que você possa alcançar maior alegria, paz e saúde na sua vida.

Pedro Cruz.

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A Sabedoria do Eneagrama

Há algum tempo, a Carol solicitou um resumo de quem eu sou e isto me trouxe várias reflexões sobre mim mesmo, sobre as diversas máscaras que podemos identificar como nós mesmos, os diversos arquétipos de personalidade que existem e as diversas ferramentas que já utilizei para me conhecer melhor (Mapa Astral, Mapa Numerológico, teste Myers-Brigs, etc…). E no meio de tantos resultados (que são muito semelhantes), cheguei à conclusão que o Eneagrama fornece uma personalidade que condiz muito mais com a realidade do que todos os outros testes, não pela precisão, mas pela imprecisão e pela possibilidade de que nós não somos um tipo específico, mas somos todos ao mesmo tempo.

Os autores Don Richard Riso e Russ Hudson, explicam o funcionamento do eneagrama que é uma ferramenta que permite-nos identificar o tipo de personalidade base, não no sentido de valores e crenças, mas na forma como pensamos e reagimos às situações. O livro permite respondermos à 4 perguntas que , ao meu ver, são essenciais para o autoconhecimento: Quem eu sou? Onde eu estou? Por que eu estou onde estou? O que pretendo fazer sobre isso?

Eles também disponibilizam dois questionários que digitalizei e deixei para quem tiver interesse, o primeiro permite a identificação da sua personalidade com 70% de precisão e leva 5 minutos para se preencher: Questionário Riso-Hudson. O segundo teste possui várias questões que permitem identificar a porcentagem de cada personalidade que existe em nós mesmos (a personalidade que você obtiver mais pontos é a a sua personalidade no momento) e eu procurei simplificar para que vocês possam fazer quando tiverem um tempo e caso tiverem uma curiosidade de se conhecerem melhor (O original tem 144 questões e leva 45 minutos – esta versão tem 81 questões e deverá levar 30 minutos): Indicador Tipológico Via Eneagrama Riso-Hudson

Para cada tipo no eneagrama, foi identificado cada vício, cada paixão e até mesmo cada crença básica adquirida na infância. Além disso, o livro deixa claro a diferença entre a personalidade e a essência: é algo muito próximo da diferença da nossa alma e espírito, pois a personalidade é uma das facetas de nossa alma, é o nosso eu menor, e não representa o Eu maior que é a nossa verdadeira essência, nosso espírito. No geral, não vivemos nossa Essência porque estamos inconscientes de nossa personalidade, de nossas decisões automáticas e não conseguimos perceber o que faz parte do nosso ego e o que faz parte da nossa Essência. Este livro pode servir como um caminho. A simbologia e as características resumidas de cada tipo são os seguintes:

1. O Reformista

São pessoas acessíveis, sensatas, objetivas, moderadas, prudentes, com um senso de liderança natural, com forte identificação com a capacidade de avaliar, comparar, medir e discernir coisas e experiências. Têm resistência ao reconhecimento de tensões motivadas pela raiva, fazendo juízo de valores, condenando a si e aos outros.

Mensagem perdida da infância: “Você é bom”
Sinal de alerta: A sensação de ter a obrigação de cuidar de tudo sozinho.

2. O Ajudante

São pessoas amorosas, afetuosas, atenciosas, solicitas, gentis, carinhosas, com forte identificação com sentimentos motivados pelos outros e sentimentos baseados nas reações que despertam nas pessoas. Têm resistência em reconhecer os próprios sentimentos e necessidades e tendem a entregar aos outros o que para si tem mais valor.

Mensagem perdida da infância: “Você é querido”
Sinal de alerta: A convicção de que precisa convencer os outros de que está certo.

3. O Realizador

São pessoas admiráveis, desejáveis, atraentes, incomparáveis, eficientes, dotadas de moral com forte identificação em relação ao que percebe como admiração da parte das pessoas. Têm resistência em reconhecer os sentimentos de vazio e de auto-rejeição e tentam ser diferentes do que realmente são, estão identificadas com a máscara social.

Mensagem perdida da infância: “Você é amado pelo que é”
Sinal de alerta: O surgimento do impulso de buscar status e atenção.

4. O Individualista

São pessoas sensíveis, diferentes, singulares, conscientes de si mesmas, delicadas, intuitivas, que também passam a sensação de volúveis com relação às emoções e podem ser rotuladas facilmente como dramáticas. Têm resistência em reconhecer as qualidades positivas autênticas em si mesmo e a tornar-se como os outros, além de tender fazer comparações negativas.

Mensagem perdida da infância: “Você é visto como é”
Sinal de alerta: Apego aos sentimentos e suas intensificação pela imaginação

5. O Investigador

São pessoas perspicazes, curiosas, auto-suficientes, observadoras, alertas, objetivas, identificadas como frias e calculistas, dão a sensação de ser um observador frio e distante do mundo, e não parte dele. Têm resistência ao estado de presença e do estado físico, a sentimentos e necessidades, além de interpretar demasiadamente a própria experiência.

Mensagem perdida da infância: “Suas necessidades não são problemas”
Sinal de alerta: Fuga da realidade e refúgio em mundos e conceitos mentais.

6. O Partidário

São pessoas confiáveis, responsáveis, dignas de confiança, questionadoras com forte identificação com a necessidade de responder e reagir à ansiedade interior diante de uma falta de apoio recebida. Têm resistência ao reconhecimento de apoio e da própria orientação interior, dependendo quase sempre do apoio de algo exterior a si mesmo.

Mensagem perdida da infância: “Você está seguro”
Sinal de alerta: Dependência de algo exterior ao eu para orientação.

7. O Entusiasta

São pessoas entusiastas, donas de espírito livre, espontâneas, alegres, ávidas, sociáveis, que se identificam com a sensação da emoção proveniente da antecipação de futuras experiências positivas. Têm resistência ao reconhecimento do próprio sofrimento e da ansiedade, mas sempre procuram prever o que fará em seguida.

Mensagem perdida da infância: “Você não será abandonado”
Sinal de alerta: A sensação de que existe algo melhor em algum outro lugar (também conhecido como FOMO – Fear Of Missing Out)

8. O Desafiador

São pessoas fortes, assertivas, diretas, hábeis, ativas, tenazes, resistentes e independentes, com forte identificação com a sensação de intensidade decorrente da resistência ao desafio às pessoas e ao meio. Resistência ao reconhecimento da própria vulnerabilidade e necessidade de cuidados. Também tentam forçar ou controlar a própria vida na maioria das vezes.

Mensagem perdida da infância: “Você não será traído”.
Sinal de alerta: A sensação de precisar pressionar e lutar para que as coisas aconteçam.

9. O Pacifista

São pessoas tranquilas, relaxadas, estáveis, constantes, delicadas, naturais, fáceis de agradar com a sensação de estabilidade interior decorrente do distanciamento de impulsos e sentimentos intensos.Possuem resistência ao reconhecimento da própria força e capacidade e insistem em não se deixar afetar pelas próprias experiências.

Mensagem perdida da infância: “Sua presença é importante”
Sinal de alerta: Acomodação exterior aos outros.

É lembrado que os diferentes elementos que compõem o ser humano podem ser identificado na característica principal de cada tipo, pois cada tipo nos convida a viver por um objetivo mais sublime como o tipo 1; cuidarmos de nós mesmos e dos outros como o tipo 2; nos desenvolvermos e darmos um exemplo aos demais como o tipo 3; abandonar o passado e nos renovarmos com as próprias experiências como o tipo 4; nos observarmos e observarmos aos outros sem julgamentos nem expectativas como o tipo 5; ter fé em nós mesmos e confiar na bondade da vida como o tipo 6; celebrar com alegria a existência e compartilhar sua felicidade como o tipo 7; defender-se e defender aquilo em que acreditamos como o tipo 8; e levar ao seu mundo a paz e a cura como o tipo 9.

Este livro tem me ajudado muito no processo de autoconhecimento e autodesenvolvimento, pois dá várias dicas de como compreender melhor as pessoas à minha volta e, mais importante, tem me ajudado a me compreender melhor, me observar melhor. O livro deixa claro que toda a dinâmica de transcendência de nossa personalidade é um processo não linear, pois muitas vezes achamos que estamos crescendo espiritualmente e de repente levamos um “tropeção” que nos faz pensar que não adiantou de nada nossa percepção (tanta meditação); mas tudo isso faz parte da nossa jornada. Desejo de coração que esta matéria tenha ajudado a desenvolver seu interesse no autoconhecimento, desenvolvimento e compreensão.

Pedro Cruz.

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A Mente Acima do Dinheiro – O impacto das emoções em sua vida financeira

Gostaria de falar sobre algo que considero o último tabu da humanidade: o dinheiro. Porque o último tabu? Porque percebo que as pessoas são capazes de falar das coisas mais íntimas, mas têm medo e até mesmo vergonha de falarem sobre o dinheiro, principalmente no Brasil. E foi pensando nisso, que resolvi compartilhar alguns assuntos do livro “A mente Acima do Dinheiro” dos autores Brad Klontz e Ted Klonts (Pai e Filho).

Os dois autores, psicoterapeutas, têm experiência com consultoria, coaching, aconselhamento de casais e indivíduos que lutam com problemas relacionados ao dinheiro. Demonstrando através de histórias pessoais e histórias de seus clientes, como essa energia amplificadora (ao meu ver) pode afetar nossas vidas, mostra que tudo está intimamente relacionado aos preceitos que adquirimos no decorrer das nossas vidas, principalmente durante nossa infância.

Na minha vida, comecei a ter algum relacionamento com o dinheiro desde muito jovem, quando minha avó paterna começou a nos dar moedas sempre que íamos visitá-la. Obviamente que nunca tive muita consciência disso, mas muitas das vezes acabava indo ver minha vó apenas porque ela nos dava dinheiro que, muitas vezes, eu guardava para comprar algo no futuro, pois meus pais não tinham muita condição financeira na época. Uma vez, pouco tempo antes de falecer, minha vó falou de forma alterada conosco que nós (eu e minha irmã) só queríamos vê-la por causa do dinheiro e aquilo me tocou profundamente porque provavelmente era algo verdadeiro e, este “trauma” acabou que me influenciou bastante na forma como lido com o dinheiro hoje em dia.

Outra coisa que percebo em minha família, é como o dinheiro nos deixa apreensivos e estressados, a ideia de gastar mais do que se ganha é algo que causa briga entre as pessoas da minha família. Mas em contrapartida, existe uma resistência em guardar dinheiro, pois existem preceitos (ou crenças) de que o “dinheiro não traz felicidade”, que “o rico não entra nos céus” e até mesmo “os ricos não são honestos”. Dessa forma sempre cresci num ambiente com muitas ideias conflitantes de amor e ódio sobre o dinheiro. [Acredito que, muitas outras pessoas também se identificam com isso]*.

Os autores defendem que quando surgem as dificuldades é que os preceitos financeiros se tornam um problema, porque deixamos o nosso inconsciente tomar o controle, pois os velhos sentimentos e preconcepções sobre o dinheiro podem se infiltrar na nossa mente, mas se soubermos identificar esses preceitos, e nos separar deles, e se conseguirmos reescrevê-los podemos aprender a nos adaptar a quaisquer desafios que surjam.

O livro fala que o trauma é uma energia emocional que pode ser destrutiva se não for descarregada de forma segura. E aqui, tocamos em outro “tabu” tão complexo quanto o assunto dinheiro que é a expressão de nossas emoções, pois a nossa sociedade ocidental não tem a cultura de lidar com as emoções principalmente traumáticas e, como consequência, acabamos adoecendo e repetindo padrões que estão intimamente ligados a determinado trauma, mas não temos consciência disso (e muitas vezes nem temos interesse em procurarmos ajuda psicológica).

Pessoalmente, acredito que através da expressão de meus sentimentos internos, nas terapias, que pude identificar padrões referente à relação com minha família e as pessoas à minha volta devido às experiências que tive quando estava com aproximadamente 3 anos de idade: basicamente eu sentia uma carência de afeto por conta da morte do meu vô e nascimento da minha irmã. Ter conscienciência desta falta na infância me ajudou a compreender a mim mesmo e, de certa forma, me ajuda a manter o equilíbrio emocional hoje em dia, pois quando estou ansioso volto no momento em que me senti mais solitário e acolho aquela criança, de forma a deixá-la saber que eu a vejo e tenho ciência do que ela passou, o que me traz um sentimento de plenitude, calma e paz no momento presente.

“Outra forma de lidar com o trauma, no caso financeiro, é imaginar o incidente a partir do ponto de vista de outra pessoa. O que ela tinha em mente? Onde estava a sua motivação ou intenção? Sabendo o que sabe hoje sobre o passado daquela pessoa e o que ele ou ela enfrentava na época do acontecimento, será que compreende melhor o que pode ter provocado seu comportamento? Isso faz com que você saia do papel de vítima indefesa e restaure um sentimento de vontade. Também o ajuda a perceber quais aspectos do acontecimento que você não pode controlar; portanto, você pode parar de se culpar.”

Por fim, gostaria de compartilhar um dos exercícios que o livro propõe chamado “o ovo do dinheiro” que pode nos ajudar e muito com relação aos nossos traumas financeiros:

  1.  Em uma folha de papel branco desenhe uma figura no formato de um ovo;
  2.  Pense no momento mais remoto de sua vida que consiga se recordar. Qual é a experiência como dinheiro mais antiga, dolorosa, agradável ou digna de nota que você pode se lembrar? Segure a caneta ou lápis em sua mão não dominante (ou seja, se você é destro, use sua mão esquerda e vice-versa). Isso ajuda a suprimir seu cérebro racional e encoraja o lado emocional. Pense em sua primeira experiência e desenhe símbolos ou uma simples cena para representar esse acontecimento;
  3. Como feito anteriormente, pense na experiência seguinte que consegue recordar. Ela deve estar relacionada ao dinheiro e pode ser agradável, dolorosa ou de alguma forma marcante, e desenhe como fez com a primeira. Ao continuar desenhando com a mão não dominante e segmentando os símbolos, seu ovo começará a ficar semelhante a uma colcha de retalhos. Finalmente, no topo do ovo desenhe a lembrança mais recente que queira ilustrar. Ela pode, mas não precisa ser, algo de sua vida no presente. Você deve, pelo menos, ir até o início de sua vida adulta;
  4. Volte à base do ovo com a memória mais antiga e avalie cada seção. Recorde com o máximo de detalhes a situação e os acontecimentos. Usando sua mão dominante desta vez, escreva uma palavra ou frase que resuma suas emoções em resposta a cada uma delas. Se não sente nada em especial, imagine a cena com uma pessoa querida em seu lugar. Escreva os seus sentimentos ao observar o acontecimento com aquela pessoa.
  5. Começando novamente na base do ovo, crie uma lista de “lições” que tenha aprendido sobre o dinheiro com base nestas experiências. É provável que você perceba alguns preceitos financeiros já identificados antes e, talvez, alguns totalmente novos.
  6. Avaliando o quadro como um todo, complete rápido esta frase:”A moral da história sobre o dinheiro na vida desta pessoa é…”.

Esse exercício foi criado para ajudar a identificar e começar a lidar com os seus preceitos financeiros limitantes e destrutivos. É recomendável conversar sobre o assunto com um amigo de confiança, mostrar a um terapeuta ou conselheiro. Eu particularmente recomendo o thetahealing para identificar as crenças limitadoras e possibilitar a substituição por crenças que poderão ajudar a prosperar.

Acredito que tanto a educação sobre a inteligência emocional como a inteligência financeira deveriam ser matérias ensinadas no ensino fundamental, pois esses dois assuntos são o que realmente levamos para o resto das nossas vidas e a maioria da pessoas em nosso país encontram dificuldades nessas áreas.

Desejo de coração que esta coluna tenha contribuído para seu autoconhecimento, te ajudado a refletir sobre a situação emocional e financeira na sua vida e que possa te ajudar a prosperar com muito mais consciência, felicidade e paz!

Pedro Cruz.

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Obs: []* – Adicionado por Carol Rocha.

A Ciência da Felicidade

Eu gosto muito de conversar sobre os livros que estou lendo, e senti de compartilhar os ensinamentos e minha visão sobre o livro “The How of Happiness” (“A ciência da felicidade“) da Autora Sonja Lyubomirsky. Nesse livro, são fornecidas instruções, (com provas científicas) de como aumentar o nível de felicidade e até ajudar algumas pessoas que podem estar no caminho da depressão.

A autora mostra muitas das vantagens da felicidade e como ela funciona diferentemente para cada ser humano, em seguida, apresenta alguns questionários que nos remete à pergunta: “Você está feliz?” e nos permite checar nosso progresso com relação à felicidade:

Teste para verificar sua escala de felicidade.

Questionário de Oxford sobre felicidade

Teste para verificar sua escala de Depressão

Após conhecermos melhor nossos níveis de felicidade e até mesmo escala de depressão, são apresentadas algumas atividades das quais o leitor poderá escolher duas que se sentir mais confortável para praticar consistentemente para aumentar a felicidade. Cada atividade daria um post, mas vou procurar expor o que tirei de essência de cada uma:

1 – Expressar gratidão.
Quando expressamos a gratidão, (seja pessoalmente, por carta ou por telefone) nos sentimos melhores. É uma forma de vermos as coisas boas, tanto ao nosso redor quanto nas pessoas próximas a nós. O efeito de apenas escrever uma carta de gratidão ajuda muito no aprimoramento de nossa felicidade.

2 – Cultivar otimismo.
O otimismo é cientificamente comprovado como sendo uma forma de nos sentimos melhores, pois definimos metas para nós mesmos e nos sentimos bem durante todo o processo para alcançarmos os nossos objetivos. Uma forma de praticar o otimismo é através de um diário onde podemos visualizar e colocar no papel como nos vemos daqui a um, dois, 5 e até 10 anos. Outro exercício proposto pelo livro seria um diário indicando as metas, bem como as sub-metas, e objetivos a serem alcançados.

3- Evitar pensar demais e evitar comparações sociais.
O pensamento excessivo causa a procrastinação que é o oposto da decisão, mas após tomarmos a decisão não podemos esperar resultados semelhantes à outras pessoas, pois somos únicos e teremos resultados únicos. O livro ilustra vários exemplos onde o pensamento excessivo e a comparação se tornam danoso à nossa saúde mental.

4- Praticar atos de bondade.
Praticar a bondade nos energiza de forma que nos sentimos provedores de algo útil para o próximo, nos alegramos ao ajudar a quem precisa, ao prover os necessitados, ao ajudar os doentes, quando visitamos os solitários, quando ajudamos a quem pede ajuda e contribuímos para a comunidade, pois esta colaboração é o que nos fez chegarmos onde estamos como sociedade e até mesmo como seres humanos.

5- Nutrir relacionamentos sociais. 
Através da comunicação podemos expressar nossas admirações, apreciações e afeições o que nutre os nossos relacionamentos. Além disso, também é importante nos interessarmos pelos assuntos das outras pessoas, o que cria uma maior conexão e é através da conexão e da percepção do outro que podemos administrar melhor os conflitos e atritos.

6 – Conhecer estratégias para lidar com as adversidades.
Saber lidar com os problemas é uma forma de sermos mais felizes, pois já estamos mais preparados para determinadas situações. É claro que essa sabedoria é adquirida através da experiência e, muitas vezes, não sabemos lidar com os problemas na primeira vez que enfrentamos… Mas é possível criarmos estratégias para quando tivermos que resolver as situações. Planos como: concentrar esforço em fazer algo sobre o que está acontecendo; fazer o que tem que ser feito, passo a passo; criar um plano de ação; ouvir conselhos de outras pessoas.

7 – Aprendendo a perdoar.
Uma das formas de conseguirmos perdoar é imaginando as situações em que fomos perdoados. Como é bom nos sentirmos pertencentes novamente! Como nos sentimos satisfeitos quando alguém verdadeiramente volta a nos considerar como amigos ou quando alguém realmente nos tira a culpa, nos sentimos acolhidos, considerados, aliviados; não seria bom dar esta sensação àqueles a nossa volta?

8 – Aumentar as experiências de fluxo.
O fluxo (momentos que nos envolvemos tanto que 4 horas parecem 15 minutos) nos proporciona a felicidade porque traz a sensação de prazer e realização, e a alegria que você obtém geralmente é duradoura e consistente. Fluxo nos dá um “barato” natural, que é diferente dos “baratos” artificiais ou outros tipos de prazer, é uma experiência positiva, produtiva, e controlável que não nos causa culpa, vergonha ou outro tipo de dano ao nosso “Self” ou à sociedade como um todo.

9 – Aproveitar/ saborear cada alegria na vida.
Pesquisas indicaram que pessoas capazes de saborear os momentos da vida (com presença e gratidão) são mais autoconfiantes, extrovertidas, gratas e menos desesperançosas e neuróticas. Aqueles capazes de aproveitar o momento presente – que apreciam as coisas boas e os bons sentimentos – são menos propensos a experienciar depressão, estresse, culpa e vergonha.

10 – Comprometer-se com seus objetivos
Basicamente tudo está relacionado ao que definimos nas nossas vidas como objetivos e metas. Acredito que todos nós temos um propósito de vida nesta realidade e quando estamos fazendo o que está alinhado com nossos propósitos nos sentimos no fluxo, nos sentimos realizados. É inegável que, quando alcançamos uma meta almejada, definitivamente nos sentimos mais preenchidos, realizados e felizes e é por isso que o livro também recomenda subdividir nossas metas de forma que a cada pequeno passo conseguimos nos sentir mais felizes.

11- Praticando religião/ espiritualidade.
Pessoalmente a religião é a própria prática da Felicidade em todos os momentos, é estar consciente de que Deus está em todas as coisas em todos os momentos independente do grupo religioso, mas estar consciente do Amor incondicional, consciente de Deus, já é praticar a Religião (que o livro descreve como espiritualidade). Além disso, o agrupamento religioso pra mim é a prática da espiritualidade, pois é um momento em que todos estão focados em sentir a presença divina do Amor, pra mim é como uma meditação coletiva poderosa onde deixamos os problemas da vida terrena e procuramos estar mais conectados com a vida espiritual.

12 – Cuidando do corpo.
As 3 formas de cuidar do corpo (meditação/ exercícios físico/ postura de alegria) são, pra mim, complementares entre si, pois a meditação nos auxilia a cuidar da mente, nos permite maior foco e melhora o sistema imunológico; Os exercícios físicos ajudam a diminuir o estresse e tratam a depressão melhor que medicamentos (indicado por pesquisas), e a postura ereta juntamente com um sorriso no rosto gera neurotransmissores que contribuem para a alegria e felicidade.

Se eu pudesse inserir felicidade no coração de cada um eu o faria, e esta foi uma forma que senti de contribuir para expor as diversas formas que podemos ser mais felizes e, quem sabe, tocar o coração de alguém que está se sentindo infeliz. Acredito que encontrar a melhor forma de ser feliz também faz parte da Vida e recomendo que todos façam o teste e analisem com carinho qual atividade ajudaria a melhorar o seu nível de felicidade e, por favor, procure ajuda se você encontrou níveis de depressão elevado. Se você quer dar algum testemunho ou sente de contribuir de alguma forma para a matéria, fique a vontade.
Da minha parte,  escrever esta matéria me ajudou a me sentir mais realizado e feliz. Agradeço de coração a oportunidade dada pela Carol.
Muita Paz, Amor e Felicidade.

Pedro Cruz.

Apenas Palavras: Minha contribuição para a leitura.

Esses dias, eu estava dando uma pesquisada em projetos voluntários que envolvessem leitura, (sou uma grande adepta a leitura depois que comecei a perceber o quanto mudou minha vida) e o que mais me chamou atenção é que a maioria dos projetos envolvem crianças (o que é ótimo, representam o futuro do planeta e são fáceis de trabalhar). Mas eu fiquei pensando: se nós estamos educando essas crianças, é muito importante que também tenhamos esse hábito de introduzir cada vez mais a leitura no nosso dia-a-dia. E ai pensando nisso e no quanto meus amigos pedem indicações de livros, eu tive uma ideia; decidi criar um projeto que se chama Apenas Palavras para incentivar a leitura.

E como funciona esse projeto?
É tão simples que dá até gosto! Eu vou divulgar os livros que mais têm me ajudado nesse meu processo de desenvolvimento pessoal/ autoconhecimento/entender melhor a vida e explicar coisas do tipo: o que me motivou a ler esse livro, a maior lição que o livro me trouxe (aquele insight que clareou tudo!), talvez uma página marcante do livro, enfim vou deixar minha intuição me guiar! Ah, e de quebra ainda vou deixar um link de onde eu compro meus livros para que você possa comprar também 🙂 de nada!

Se você achar que esse livro bate com o que você quer no momento, é uma ótima oportunidade de se aprofundar mais nisso.

E tenho 3 observações super importantes:
1- Eu não empresto meus livros. Mas eu deixarei o link de onde você pode adquirir. <3

2- Eu não faço resumos! E não confunda resumo com resenha, são coisas diferentes. Não sou muito a favor de resumos pelo simples fato de que o autor já está passando a visão dele de uma forma resumida, e quando você lê um resumo, ele foi escrito por outra pessoa, então é meio que o resumo do resumo. É a visão com muito mais filtros. Nada contra quem lê resumos, mas esse não é meu método.

3- Não é porque estou recomendando um livro que eu concordo com 100% do que está lá, mas significa que tem um conceito que para mim, fez sentido, você precisa entender se faz sentido para você também.

Ahh, então isso significa que agora você precisa ler 3 livros por semana? Não. Nada em excesso faz bem, acho que isso pode até ser uma fuga da realidade também, tudo precisa de um equilíbrio, mas é necessário que leiamos mais, principalmente no Brasil, nossos índices de leituras são os um dos mais baixos que existem!

Você decide sempre o que é melhor, e qual a frequência que mais se encaixa no seu momento atual.

A leitura traz uma visão diferente sobre as coisas que talvez você não estava conseguindo enxergar.

Espero que sintam afinidade com os livros indicados. <3
Até as próximas leituras! Beijos, Carol.

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